Estrelas do K-POP lançam campanha Kstars4climate para alertar sobre o perigo das mudanças climáticas

Via Koreapost

As estrelas populares do K-pop deram as mãos em uma campanha para enfatizar os perigos da mudança climática e pedir uma ação mais ousada no desafio que define a época, marcando o 41º Dia da Terra na quinta-feira (22/04). Cerca de 31 membros de sete grupos de K-pop incluindo Oh My Girl, BTOB, Day6 e The Boyz compartilharam seus pensamentos sobre as mudanças climáticas e encorajaram seus milhares de fãs ao redor do mundo a participarem da ação climática.

No primeiro vídeo, divulgado quinta-feira no site oficial da campanha, os ídolos definem as mudanças climáticas em uma frase e explicam o que isso significa para eles em suas próprias palavras. Mais três vídeos serão lançados até o final de junho. “É uma grande honra para mim fazer parte, na verdade,” Seo Eun Kwang do BTOB disse, descrevendo as mudanças climáticas como “lição de casa para todos nós” que não pode ser adiada. “Estou muito interessado nas questões ambientais. Espero que enfrentemos as mudanças climáticas juntos. ”

Hyojung, do grupo feminino Oh My Girl, disse que a mudança climática é “uma questão a se pensar para ser feliz”. “Acredito que nossas pequenas ações pelo meio ambiente podem levar a uma mudança significativa. Espero que mais e mais pessoas se importem com a mudança climática, que precisa de esforços globais para ser combatida ”.

Astros do K-pop posam para uma foto com camisetas explicando o que a mudança climática significa para eles. /Climate Media Hub. Crédito: KoreaHerald

Patrocinada pela Embaixada Britânica na Coreia e pelo Climate Media Hub, a campanha – chamada Kstars4climate – é a primeira desse tipo entre os grupos K-pop, que visam aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas. Espera-se que a campanha das estrelas do K-pop inspire milhões de pessoas a agir sobre a mudança climática devido à imensa popularidade do K-pop. Existem cerca de 1.835 fãs-clubes de K-pop em 98 países, abrangendo cerca de 100 milhões de integrantes em 2020.

Eles são os últimos selecionados a uma lista de sensações do K-pop que levantaram sua voz pela ação climática. Outros incluem Blackpink, defensoras oficiais da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26), e Red Velvet, embaixadoras do International Day of Clean Air for Blue Skies (Dia Internacional do Ar Limpo por Céus Azuis) da ONU. Atendendo aos apelos de suas estrelas favoritas, fãs de K-pop de todo o mundo criaram sua própria plataforma –Kpop4Planet – para apoiar o movimento global por justiça climática.

O ímpeto para a ação climática parece estar crescendo em todo o mundo, com a pandemia de coronavírus em curso, desencadeando uma busca profunda nas relações humanas com a natureza e outras espécies. Este ano também é marcado por eventos significativos para lidar com a emergência climática – desde a cúpula do P4G em Seul até a COP26 da ONU em Glasgow.

É ótimo ver vozes coreanas mais influentes como essas falando pela ação climática”, disse Simon Smith, o embaixador britânico em Seul. “A crise climática é o maior desafio que enfrentamos, mas está ao nosso alcance enfrentá-lo. Todos nós precisamos agir agora para proteger nosso planeta para as gerações futuras”. Vídeos e fotos da campanha Kstars4Climate estão disponíveis no site oficial da campanha, kstars4climate.com, e também em seu canal no YouTube e plataformas de mídia social com a hashtag #Kstars4climate e a hashtag Hangul correspondente.

Como uma rádio comunitária ajuda vítimas de eventos causados pelas mudanças climáticas no sul da Índia

Via Beco da Índia

Ciclones, enchentes e até tsunamis. O Sul da Índia é um alvo frequente dos efeitos perversos das mudanças climáticas e recentemente sofreu sérios golpes. Como educar as pessoas, especialmete as crianças,  a se precaverem diante dessas sitações dramáticas que acontecem de forma cada vez mais frequente?

A rádio Kalanjiam Samuga Vanoli, localizada no vilarejo de Vizhuthamavadi, a 320 quilômetros de Chennai, a capital do estado indiano de Tamil Nadu, tem sido fundamental para informar as pessoas e prevenir maiores desastres, informa uma matéria publicada no site  do One Earth. Um belo exemplo de como a união de comunidades pode ser decisivo em momentos de crise.

Vizhuthamavadi. Crédito: INDIA.MONGABAY.COM

A rádio cobre cerca de de 20 quilômetros, alcançando oito vilarejos. Segundo Aparna Shukla, a diretora da rádio (que conta com o apoio da Fundação DHAN), as pessoas da região, boa parte pobres,  não necessariamente compreendem a questão das mudanças climáticas.  

O tsunami do Oceano Índico, em 2004, teve sérias consequência na costa do estado de Tamil Nadu, com muitos mortos. O Ciclone Gaja, por exemplo, atingiu em cheio o estado, em novembro de 2018,  e a rádio ajudou muito com alertas e mensagens, além de oferecer serviços de reabilitação após o evento.

Crédito: Newsrack.in

Um grupo de repórteres locais, batizado de “Voz dos Vulneráveis”, faz cobertura sobre questões relacionadas ao  meio ambiente e às mudanças climáticas que geralmente não não muito explorados na mídia em geral. Hoje, há 25 jornalistas comunitários, a maioria mulheres entre 15 e 25 anos.  O rádio acabou levando à criação de uma newsletter chamada Coastal Watch com matérias sobre a comundade de agricultores e pescadores.

Vinod Pavarala, especialista em radio comunitária da Universidade de Hyderabad, e ligado às Organizaçoes das Nações Unidas (ONU), explica que a filosofia básica  da rádio comunitária é empoderar os marginalizados., com informações credíveis  em tempos de crises. Em um dos programas, a rádio divulgou um belo poema de um voluntário, na língua Tamil, sobre o choque dos pescadores diante desses eventos extremos:

Nós levamos nosssos barcos até as ondas incessantes\ Sem nenhum descanso, para pescar\ Nosso corpo está  fatigado, mas estamos animados\ Nós voltamos para a costa para encontrar nossos parentes\ Mas não havia nem pessoas, nem cabanas\Onde você os levou?”