Estrelas do K-POP lançam campanha Kstars4climate para alertar sobre o perigo das mudanças climáticas

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As estrelas populares do K-pop deram as mãos em uma campanha para enfatizar os perigos da mudança climática e pedir uma ação mais ousada no desafio que define a época, marcando o 41º Dia da Terra na quinta-feira (22/04). Cerca de 31 membros de sete grupos de K-pop incluindo Oh My Girl, BTOB, Day6 e The Boyz compartilharam seus pensamentos sobre as mudanças climáticas e encorajaram seus milhares de fãs ao redor do mundo a participarem da ação climática.

No primeiro vídeo, divulgado quinta-feira no site oficial da campanha, os ídolos definem as mudanças climáticas em uma frase e explicam o que isso significa para eles em suas próprias palavras. Mais três vídeos serão lançados até o final de junho. “É uma grande honra para mim fazer parte, na verdade,” Seo Eun Kwang do BTOB disse, descrevendo as mudanças climáticas como “lição de casa para todos nós” que não pode ser adiada. “Estou muito interessado nas questões ambientais. Espero que enfrentemos as mudanças climáticas juntos. ”

Hyojung, do grupo feminino Oh My Girl, disse que a mudança climática é “uma questão a se pensar para ser feliz”. “Acredito que nossas pequenas ações pelo meio ambiente podem levar a uma mudança significativa. Espero que mais e mais pessoas se importem com a mudança climática, que precisa de esforços globais para ser combatida ”.

Astros do K-pop posam para uma foto com camisetas explicando o que a mudança climática significa para eles. /Climate Media Hub. Crédito: KoreaHerald

Patrocinada pela Embaixada Britânica na Coreia e pelo Climate Media Hub, a campanha – chamada Kstars4climate – é a primeira desse tipo entre os grupos K-pop, que visam aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas. Espera-se que a campanha das estrelas do K-pop inspire milhões de pessoas a agir sobre a mudança climática devido à imensa popularidade do K-pop. Existem cerca de 1.835 fãs-clubes de K-pop em 98 países, abrangendo cerca de 100 milhões de integrantes em 2020.

Eles são os últimos selecionados a uma lista de sensações do K-pop que levantaram sua voz pela ação climática. Outros incluem Blackpink, defensoras oficiais da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26), e Red Velvet, embaixadoras do International Day of Clean Air for Blue Skies (Dia Internacional do Ar Limpo por Céus Azuis) da ONU. Atendendo aos apelos de suas estrelas favoritas, fãs de K-pop de todo o mundo criaram sua própria plataforma –Kpop4Planet – para apoiar o movimento global por justiça climática.

O ímpeto para a ação climática parece estar crescendo em todo o mundo, com a pandemia de coronavírus em curso, desencadeando uma busca profunda nas relações humanas com a natureza e outras espécies. Este ano também é marcado por eventos significativos para lidar com a emergência climática – desde a cúpula do P4G em Seul até a COP26 da ONU em Glasgow.

É ótimo ver vozes coreanas mais influentes como essas falando pela ação climática”, disse Simon Smith, o embaixador britânico em Seul. “A crise climática é o maior desafio que enfrentamos, mas está ao nosso alcance enfrentá-lo. Todos nós precisamos agir agora para proteger nosso planeta para as gerações futuras”. Vídeos e fotos da campanha Kstars4Climate estão disponíveis no site oficial da campanha, kstars4climate.com, e também em seu canal no YouTube e plataformas de mídia social com a hashtag #Kstars4climate e a hashtag Hangul correspondente.

Seletiva Brasileira do Kpop World Festival 2021 recebe inscrições!

Via Koreaonbrazil

O Comitê KOREA ON em parceria com a Embaixada da República da Coreia torna público o Edital da Seletiva Brasileira do Kpop World Festival 2021. A edição deste ano renova a realização online do concurso, em respeito ao distanciamento social e reforça os cuidados para o combate do Covid-19.

A novidade é que covers solos e em dupla poderão inscrever-se e participar deste que é o maior concurso cover de Kpop do mundo, organizado pelo Ministério das Relações Exteriores da Coreia e pela emissora KBS. Os interessados devem ler atentamente o edital que prevê a dinâmica do concurso e as regras de participação, para então realizarem a inscrição, que este ano será feita através do preenchimento do seguinte formulário online.

Crédito: https://koreaonbrazil.com/

A final da Seletiva Brasileira do Kpop World Festival 2021 acontece dia 11 de julho como parte da programação do Festival da República da Coreia, e poderá ser acompanhada no conforto de casa com exibição em live. O Comitê KOREA ON se coloca à disposição para auxiliar os interessados no concurso com informações e retirada de dúvidas que porventura não tenha sido contempladas por intermédio do edital, exclusivamente através do e-mail contato.kon@gmail.com intitulado com o assunto [DÚVIDA KWF 2021]. Confira o Edital da Seletiva Brasileira do KWF 2021 AQUI!

Aa 5 cantoras solo mais ousadas e revolucionárias do K-POP

Via Koreapost

A energia e as diferentes possibilidades do Kpop são dois fatores que o tornam tão cativante no mundo inteiro. As vezes, o Kpop pode ser estereotipado com alguns desses elementos: música cativante, movimentos de dança sincronizados, roupas da moda e todas as coisas típicas que frequentemente associamos a ele.

Mas isso não significa algo negativo, pois também é uma das razões pelas quais amamos o K-pop. No entanto, há vários artistas que decidem romper com o padrão, seja através de seu gênero musical, mensagem, imagem ou personalidade. Aqui estão algumas das melhores artistas solo femininas que atreveram-se a ser diferentes.

1. CL – Empoderadora e independente

CL é inegavelmente uma artista que, mesmo quando no 2NE1 ou considerada como um “ídolo do K-pop”, nunca realmente se encaixou em estereótipos. O 2NE1 foi um dos grupos inovadores de K-pop que causou uma forte impressão. CL incorporou uma mulher forte e independente que os fãs podem admirar. Ela criou seu próprio caminho e estabeleceu altos padrões para todos os outros seguirem.

Em seu último retorno como artista solo, CL lançou uma faixa de hip hop que revela seu lado poderoso e uma mensagem sobre auto-aceitação com a letra: “Haters sempre tem algo a dizer/ Eu sou diferente e você está errado/ Você sabe que não pode me matar”. Também é importante notar que ela fez referência a “mugunghwa” nas letras e no simbolismo no final.

É um tipo de flor de hibisco (Rosa de Saron), conhecida como a flor nacional da Coreia, que literalmente significa “flor eterna que nunca desaparece”. A mugunghwa também se refere a uma classe de trens, na parte onde ela canta “Mugunghwa kkoci pieot seumnida”, que é um jogo semelhante à luz vermelha/luz verde. Em um dos versos, ela canta: “Este é o meu lugar, entendeu?” CL é uma mulher que tem certeza de si mesma, sua música, e seu próprio caminho. Em uma entrevista à Billboard, ela disse: “Eu sei exatamente para onde estou indo, o que quero fazer“.

2. Baek Yerin – Eclética e artística

Baek Yerin apareceu pela primeira vez em uma dupla chamada 15& with Jamie, e ficou conhecida por músicas pop e baladas. Mas logo ela iniciou sua carreira solo, aventurando-se em conceitos sonhadores, canções suaves e calmantes com seu álbum “Every letter I sent you”.

O som reflexivo, mal-humorado e às vezes agridoce era perfeito para seus vocais suaves e delicados. Mesmo assim, sua música não se encaixava no molde das poderosas baladas vocais, sons da moda ou canções viciantes. Ela estava contando sua história em seu próprio mundo privado. Mas à medida que crescia como artista, Yerin começou a explorar diferentes gêneros para expandir seu alcance. Em seu último álbum tellusaboutyourself, ela incorpora o pop elétrico, sintetizadores e gêneros do house, onde agora está mais ousada e experimental do que antes.

Baek Yerin é definitivamente uma artista que descasca muitas camadas para revelar significados profundos através de sua imagem, vídeo e músicas de sua autoria. A faixa “0414” é baseada em seus verdadeiros sentimentos, como mencionado em entrevista: “Embora eu sempre tenha medo de conhecer novas pessoas, eu conheci uma pessoa e minhas preocupações, contudo, se realizaram. Então, aqui eu reclamo, ‘por que isso só acontece comigo?’”

3. Ha: Tfelt – honesta e arrojada

Vindo do Wonder Girls, um dos grupos de K-pop mais famosos, esperava-se que a estreia solo de Yeeun apresentasse canções pop e cativantes. Mas, ela se transformou completamente com um novo nome artístico, Ha:tfelt, com canções honestas sobre sua dor, desgostos, crescimento e rudes despertares.

Embora não seja surpresa quando cantores de K-pop cantam sobre sentimentos, as letras de Ha:tfelt são profundas. Junto com seu primeiro álbum solo, ela também lançou um livro sobre suas lutas pessoais. Ela disse em uma entrevista: “Para mim, foi para fins terapêuticos. Estou fazendo terapia há cerca de um ano e o terapeuta recomendou que eu começasse a escrever. Não tinha certeza se eu poderia escrever ou se escrever era adequado para mim, mas quando eu comecei, tudo simplesmente derramou. Foi o começo de desembaraçar as emoções complicadas que eu tinha dentro de mim.”

Ha:tfelt já foi um traço de seu antigo eu, como uma integrante altamente fechada e produzida de um grupo feminino. Ela não tem mais medo de se abrir sobre seus anos turbulentos e inspira outros a superar os deles. Internautas e críticos acharam difícil combinar sua mensagem com sua imagem anterior, mas logo ela ganhou reconhecimento e aceitação. Seu novo som incorporou diferentes influências: rock, balada, latim, house e electro-pop. Ela diz que não importa o gênero, foi a música que a ajudou a sobreviver.

4. Jessi – sexy e orgulhosa

Com sua imagem sexy sem desculpas, Jessi está se apropriando de seu estilo e sexualidade, sem deixar a mídia ou outras pessoas objetificá-la. Os internautas e o público em geral podem ser altamente críticos de artistas com a tal “imagem ruim”, especialmente aos artistas que têm tatuagens, falam de forma áspera, ou simplesmente aqueles que não se encaixam nos padrões de uma “estrela perfeita”. Jessi vai além disso, deixando sua personalidade brilhar através de sua música.

Seu gênero não pode simplesmente ser colocado na categoria rap ou hip hop porque ela abraça sua educação multicultural, trazendo perfeitamente suas influências ousadas e francas de Nova York e raízes coreanas criativas em seu trabalho. Desde o início, ela vem inspirando seu público a se tornar confiante e ter auto respeito. Em seu último single What Type of X, ela canta: “Eu sou um tipo diferente de monstro/ Mas está tudo bem / Eu não tenho que ser a única / Ser a única só para você.” Ela é uma unni forte e merece toda a atenção que ela tem recebido!

5. Lim Kim – ousada e revolucionária

Provavelmente todos se lembram de Lim Kim como uma jovem bonita, uma voz única que cantava alegremente em um vídeo colorido sobre estar na casa dos 20 anos. Ela teve uma pausa de 4 anos e voltou mais forte, mais sábia e mais sem desculpas do que nunca.

Ela transcende a “Caixa do K-pop” de acordo com a Billboard, abraçando sua identidade, etnia, pensamentos sobre si mesma e o mundo através de Generasian. Lim Kim volta à rica história dos sons tradicionais coreanos e lhe dá seu próprio toque moderno, sem se apropriar ou reduzi-lo em uma música excessivamente produzida.

É um som impactante, que não pode ser encaixotado em qualquer gênero, combinando letras inglesas e coreanas para fazer sua história ser ouvida em todo o mundo. Alguns especialistas em música identificam sua música como folk-rock, indie pop, ou simplesmente dance, mas isso acaba desafiando seu propósito: “Eu preciso mudar este jogo/ Não se identifique no olhar masculino/ Estou levantando a voz para ser ouvida/ Construindo meu mundo”, ela canta em “Sal-Ki”. “Descolonizar da fraqueza/ Dominar o seu sistema.”

Lim Kim não só queria se libertar do rígido sistema K-pop, mas também das expectativas da indústria e categorizar as mulheres em particular. Ela disse em entrevista: “Eu não estava realmente sentindo que não posso fazer algo porque sou uma mulher. Mas, depois que debutei e comecei minha carreira, eles meio que me colocaram nessa caixa que se chama “Mulher”. Havia tantos estereótipos que as cantoras precisam estar no sistema do K-pop. Você tem que ser bonita ou tem que ser fofa. Você tem que estar sempre bonita se você for uma cantora. Então, essa foi a primeira vez que percebi, “Oh, eu sou uma cantora, eu sou uma mulher.”

Ela enfatiza isso na letra de “Mago”, “As mulheres nascem fortes/ Nós aumentamos nosso poder / Ascensão”. Um de seus objetivos finais além de ultrapassar os limites dos gêneros, imagem arquitetada e gênero, é conectar-se com sua identidade como coreana e redefinir a percepção do mundo sobre como um asiático é ou deveria ser. Neste ambiente social altamente precário onde alguns asiáticos vivem hoje em dia, com ódio, racismo e até ataques brutais direcionados aos de ascendência asiática, talvez a música de Lim Kim seja uma resposta e um grito de guerra: “Vivemos sonhos, realizando sonhos/ Sinta-me, me veja, rainha/ Eu nunca vou me curvar a você / Este é o fenômeno asiático / Fêmea amarela contra-ataca.”

Escritora coreana discute novos rumos do feminismo no K-POP

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Como a câmera normalmente olha para as idols femininas do K-pop? Quais são alguns dos adjetivos arquetípicos associados aos grupos femininos? Por que é mais raro que idols femininas produzam suas próprias canções? Vocês acham que serem chamadas de ‘elfas‘ e ‘deusas‘ são realmente elogios para elas?

Em seu novo livro “Is Being Called Goddess a Compliment?” a autora Choi Ji-sun  realiza um exame completo da forma como os idol groups do K-pop, especialmente os grupos femininos, são produzidos e consumidos, revelando a dinâmica de gênero na indústria musical ao longo do caminho. Com base em seus 20 anos de experiência em análise de música popular, Choi levanta dezenas de questões sobre temas que vão desde esquemas de cores, adjetivos e trajes tipicamente associados a mulheres até sua relação com a ideia de feminilidade.

Escritora Coreana Discute Os Novos Rumos Do Feminismo No Kpop
Imagem: “is being called goddess a compliment? ― questions surrounding female idols” da autora choi ji-sun ainda não tem previsão de lançamento no brasil.

Estudando e escrevendo sobre a teoria e a história da música pop, naturalmente passei a prestar atenção nos ídolos do K-pop. Como mulher, meu interesse em examinar a vida e a música de artistas femininas também se refletiu no processo “, disse a autora ao The Korea Times, explicando seu motivo para escrever o livro. Ela pensou em como os grupos femininos enfrentam a dupla função de ser ídolo e mulher ao longo de suas carreiras e decidiu expor os pontos de sua curiosidade nos capítulos.

É verdade que os ídolos K-pop masculinos e femininos têm denominadores comuns em sua linha de trabalho. Desde pequenos, eles treinam por anos em dança, música e atuação para serem transformados em mercadoria por sua agência de gestão. Eles são artistas que não podem ser totalmente explicados apenas pela música, pois exercem influência em muitos outros campos, incluindo moda, novelas e comerciais.

Eles também são tratados literalmente como ídolos e, às vezes, objetos de ‘romance’, sendo vistos por muitos como um ser humano ideal, sem falhas morais aparentes. Mas Choi enfatiza que existe uma clara diferença entre grupos masculinos e femininos em termos das imagens que buscam alcançar e suas posições na indústria. “Eu queria examinar como esses elementos se apresentam de maneira diferente e se eles agem como um mecanismo de discriminação em vez de uma simples questão de diferença“.

O problema mais comum e profundo é a objetificação sexual de integrantes de grupos femininos em videoclipes e clipes de performance sob o olhar masculino. Nesses vídeos, cada parte do corpo de uma mulher, desde as pernas, seios, lábios até os quadris, são separados do todo, destacados no nível nano e consumidos separadamente. Os videoclipes de “Who’s Your Mama?” De Park Jin-young e “Catallena” de Orange Caramel são alguns dos exemplos que levam esse tipo de objetivação ao extremo, segundo o livro.

Mas, além desse contexto sexualmente carregado, ídolos femininos são constantemente objetivadas, com as imagens mais representativas sendo as de uma jovem colegial, elfa ou deusa. Esses três rótulos foram visualmente associados aos ideais femininos “tradicionais” de pureza, ingenuidade e inocuidade.

Os grupos femininos promovem a imagem da inocência e da juventude geralmente usando uniformes escolares como roupas de palco. Enquanto boy bands como EXO e BTS usam uniformes para reviver o espírito de desafio dos adolescentes angustiados e realçar seus movimentos poderosos por meio de camisas e gravatas soltas; as meninas são retratados em um ambiente altamente romantizado e nostálgico que se concentra em suas atividades cotidianas e vida amorosa em escola, o livro explica.

Enquanto os uniformes das boy bands podem servir como uma ferramenta para criticar a sociedade e seu sistema, os uniformes dos grupos de meninas geralmente se limitam a ser uma metáfora para memórias distantes do amor infantil e da inocência passada”, escreve a autora. As mulheres também são objetificadas como seres míticos transcendentes e dessexualizados.

As integrantes tornam-se seres não humanos, ingênuos em relação à sexualidade e distanciados do desejo secular. Devem exercer um tremendo esforço para produzir e manter tais imagens. E quando o tempo passa e eles envelhecem, essa imagem não mais permanece válida e elas são descartadas no final“. É claro que alguns grupos tentaram romper com essa narrativa promovendo a chamada imagem de “girl crush” – Esse termo indica uma mulher progressista e autônoma, distante da ideia tradicional de feminilidade. À medida que subvertem a dinâmica de gênero existente, geralmente são mais bem-vindos pelas consumidoras do que pelos homens.

Crédito: grupo miss a (itsakpopwayoflife).

Mas Choi afirma que a imagem da “girl crush” tem seus próprios limites. Por representar o oposto de inocência, fofura e passividade, parece problematizar, e até difamar, as características típicas associadas à feminilidade, ao invés de direcionar a crítica ao sistema mais amplo de desigualdade de gênero. Como frequentemente visto nos videoclipes e letras do grupo feminino agora dissolvido Miss A, a imagem às vezes estabelece um padrão irrealista, alto demais para se qualificar como “girl crush“, uma supermulher que é absolutamente perfeita em termos de aparência e poder econômico.

Apesar de tais limites, no entanto, “é importante estar aberto às possibilidades e tentar o máximo possível”, enfatizou a autora. “Se a tentativa em si lança uma questão significativa, isso não a tornaria bem-sucedida [independentemente do resultado]? E se for possível tentar coisas novas constantemente, os produtos dos grupos femininos podem ser diversificados e, por sua vez, indicam que nossa própria sociedade também está pronta para abraçar essa diversidade “, disse ela, acrescentando que as mulheres na vida real podem ser impactadas positivamente por esses esforços.

Ela mencionou a performance e o videoclipe de “Butterfly” do grupo LOONA como um exemplo de uma tentativa significativa que subverter a objetificação típica das mulheres. As meninas usam calças pretas e blusas de mangas compridas – roupas não reveladoras que naturalmente chamam a atenção dos telespectadores para sua performance ao invés de suas partes corporais.

No mv, mulheres de diversos países, incluindo CoreiaHong KongFrança e Islândia, aparecem enquanto correm nas ruas, dançam com fervor e sobem em mesas para expressar sua independência e identidade. “Muitas meninas anônimas realizam atividades físicas dinâmicas, sem que nenhuma de suas formas sejam singulares ou uniformes, mas positivamente incompletas. Meninas com gesso na perna ou tapa-olho, meninas asiáticas de uniforme e roupa de ginástica, uma outra subindo pelas paredes, uma garota usando um hijab… grupos tão diversos de mulheres de diferentes nacionalidades, raças, religiões e tipos de corpo demonstram suas rotinas. ”

Na indústria K-pop, ídolos femininos ainda são amplamente marginalizados, enquanto compositores, produtores, engenheiros de som e outros especialistas por trás da cena de produção geralmente são homens. A idade também se torna uma questão central na indústria, pois “há uma ideia comum de que mulheres idosas não podem retratar a sensibilidade de uma jovem“, acrescentou Choi.

Crédito:  scrrenshots do mv “butterfly” (2019) – loona (youtube)  scrrenshots do mv “butterfly” (2019) – loona (youtube).

E as integrantes muitas vezes não estão em posição de abordar assuntos delicados, especialmente tópicos relacionados a gênero, como feminismo, algo que tende a incomodar os consumidores masculinos. Dentro desse tipo de ambiente, Choi insiste que todos os agentes da indústria – as próprias mulheres, produtores, agências de entretenimento, mídia de massa, críticos e consumidores – trabalhem juntos para trazer uma mudança significativa e sustentável.

No livro, ela não está tentando sugerir uma única imagem como a “correta” ou objetivo dos ídolos, mas sim promover uma discussão saudável. “Espero que as pessoas possam compartilhar e discutir várias limitações e problemas enfrentados por grupos de garotas. Precisamos fazer perguntas e compartilhar pensamentos uns com os outros para encontrar coletivamente uma alternativa apropriada.”

As fanfics homoafetivas dos fãs de K-POP estão indo longe demais?

Via Koreapost / Korea JoongAng Daily

Por favor, punam os usuários RPS que desvalorizam a imagem de idols menores de idade como se fossem seus brinquedinhos sexuais“. Uma petição endereçada a Blue House (sede do governo coreano) com esse título, havia conquistado cerca de 212 mil assinaturas até janeiro, quando foi publicada na internet.

RPS, sigla para Real Person Slash, é um subgênero dentro das fanfics que é categorizada com qualquer tipo de conteúdo que fantasia uma relação homoafetiva entre pessoas, mesmo que não tenha relação com a verdadeira orientação sexual ou relações que elas tenham na vida real. Um exemplo entre as produções do gênero é uma história centrada no par entre Kames T. Kirk e Spock, do filme “Star Trek: The Motion Picture” (1979), também conhecido por Kirk/Spock ou Spirk.

Apesar que não ter sido algo pretendido pelo escritor original, alguns fãs especularam uma relação homoafetiva entre os dois personagens masculinos por causa de suas cenas juntos. Muitos contos fictícios começaram a ser produzidos, tendo como foco os elementos românticos e sexuais que eram anteriormente interpretados apenas como uma ‘camaradagem‘ dos personagens.

Crédito: YouTube.

Na Coreia, o termo RPS, ou de acordo com o que foi definido pela petição, parece explicitamente referir-se ao conteúdo que descreve relações extremamente eróticas entre dois homens, geralmente integrantes de grupos de K-pop. Este tipo de conteúdo, no entanto, veio a tona pela primeira vez em razão de um rapper chamado Son Simba, que se deparou com os RPS quando um de seus fãs escreveu sobre ele. Chocado com o que viu, ele reportou a situação publicamente para seus seguidores do Instagram, e uma batalha iniciou.

Os debates online sobre os RPS transformaram-se em algo fora da internet em 19 de janeiro, quando dois políticos do Partido do Poder do Povo — Ha Tae-keung e Lee Jun-seok, um ex-integrante do Conselho Supremo do partido — entrou com um pedido de investigação sobre os criadores e distribuidores de RPS na delegacia de polícia de Yeongdeungpo, no oeste de Seul. Lee inclusive foi além e admitiu publicamente ter sido vítima de RPS quando apareceu no programa televisivo “The Genius” da tvN, em 2015.

Ha iguala o crime ao mesmo nível do caso Nth Room (Enésimo Quarto), o qual chocou a nação no ano passado, quando foi descoberto que o serviço de mensagens Telegram estava sendo usado como uma ferramenta por criminosos para produzir, vender e distribuir vídeos sexualmente expositivos, alguns com menores de idade envolvidos. Outro crime sexual digital comparado aos RPS é a pornografia “falsa” (deepfake). Uma petição similar, que pedia pela punição daqueles que criavam e distribuíam pornografia deepfake ilegalmente, fazendo montagens com mulheres famosas, já reunia 380 mil assinaturas no site da Blue House em janeiro.

Deepfake realizado entre a foto original à direito, de jennifer lawrence, e a deepfake à esquerda, com o rosto de steve buscemi. Crédito: https://appinventiv.com/

Deepfake, uma união das palavras “deep leaning” e “fake”, usa tecnologias artificiais e sofisticadas para trocar alguém em um vídeo ou imagem por outra pessoa. Muitas celebridades mulheres tem passado por essa situação, tendo seus rostos editados e colocados em vídeos de pornografia.

Desde que a pornografia deepfake vem causando essa polêmica, muitos estão argumentando que os RPS são tão imorais quanto e que os idols de K-pop estão sendo usados como objetos de exploração sexual. A batalha, que inicialmente era sobre defender os direitos dos idols, se transformou em algo diferente: um lado diz que os RPS são um aspecto inofensivo da cultura pop, que sempre esteve presente nos fandoms de K-pop, enquanto outros categorizam os RPS como um crime.

É uma cultura?

Ao contrário do que alguns podem acreditar, RPS, ou fanfic como chamam, se tornou uma sub cultura da indústria do K-pop desde o início. Fãs fervorosos da primeira geração de grupos como H.O.T e G.O.D gostavam de escrever e ler histórias deste tipo sobre seus integrantes favoritos.

No início dos anos 2000s, comunidades online de fãs de grupos populares possuíam um espaço próprio para suas fanfics, onde podiam compartilhar as histórias em conjunto. Alguns desses trabalhos se tornaram tão populares que foram publicados fisicamente. O nível de erotismo variava muito, desde histórias com foco apenas na amizade até aqueles em que se imagina um par romântico, que descreve cenas íntimas de forma muito detalhada.

Embora nunca reconhecido publicamente, a indústria do K-pop parece admitir que os RPS eram algo muito próprio dos fandoms. Agências de K-pop até mesmo usavam esse conteúdo como uma forma de estratégia de marketing para promover seus grupos. Em 2006, a SM Entertainment realizou seu primeiro concurso de fanfic para a boy band TVXQ. “Nós queremos passar tempo interagindo com nossos fãs e encorajando criatividade saudável entre eles”, explicou a agência. “Esperamos estimular uma cultura de fãs de forma positiva”.

Integrantes do tvxq. Crédito: twitter

“Especialmente nos anos 90s, o conceitos de ‘preatty boys’ (homens bonitões) primeiro veio a tona e depois se tornou uma tendência”, explicou o cítico de cultura pop Mimyo em relação ao porquê os fãs gostam de criar fantasias com relações homoafetivas entre idols. “Os fãs gostam desse conceito porque são capazes de escapar de suas realidades e conforme isso de tornou parte de uma cultura, as fanfics homoafetivas se tornaram populares”.

O professor Jang Min-gi do Departamento de Mídia e Comunicação da Universidade Kyungman, o qual pesquisa a cultura fandom, também sugeriu a ideia de homossexualidade como uma forma de amor verdadeiro. “É algo que aparece com frequência nas pesquisas no psicológico feminino que consomem conteúdo de narrativas homoafetivas de idols masculinos, que elas simpatizam muito com o processo de superar taboos ou construções sociais, encontrando amor em apenas ser você mesmo”, avaliou Jang.

“Mesmo que o gênero de alguém não seja relevante — eles inclusive preferem esse estilo para escapar de suas realidades, não para se lembrarem delas. Por um momento, narrativas heterossexuais podem levar a tantas complicações relacionadas à vida real como gravidez indesejada, abuso, estupro ou molka (filmagem ilegal) — eles querem se esquecer disso e no lugar usam histórias homossexuais como narrativas principais”.

É crime?

Desde que os RPS ganharam atenção do público pela primeira vez, uma onde de críticos de cultura e experts se apresentaram para retaliar as alegações de que ela é tão famosa quanto a Nth Room. “Não vejo problema em dizer que pode haver problemas éticos [com RPS] e podemos precisar examinar o assunto novamente, independente do fato de que foi um fator importante da cultura de fandom e forneceu uma estímulo que impulsionou essa comunidade ”, escreveu o colunista e crítico cultural Wi Geun-woo em sua conta no Instagram em 14 de janeiro.

“Eu acredito que a maioria atual que argumenta que RPS [é um crime] incluindo Ha, não está colocando essa discussão na mesa para melhorar a cultura K-pop, mas querem equipará-la a crimes contra vítimas femininas cometidos por homens e sua cultura de objetificar sexualmente as mulheres ”, escreveu ele. “Em outras palavras, eles não querem resolver problemas como RPS e Nth Room. [Ao invez disso], eles querem colocá-los juntos para que possam evitar a responsabilidade sobre a solidariedade masculina no caso Nth Room.

Jang acha que essas chamadas vítimas do RPS e os defensores da punição não sabem realmente o significado da exploração sexual. “Nenhum idol de K-pop feminino ou pessoa real quer admitir publicamente que suas fotos estão espalhadas nas salas de chat ou que seus rostos são manipulados em pornografia deepfake”, disse ela.

“O próprio fato de que eles [personagens RPS] podem sair por aí falando que são as vítimas significa que não é um problema sério para eles. Se eles realmente foram humilhados ou explorados sexualmente ou se essa prática [RPS] deve ser definida como um crime sexual, então é muito importante que eles superem seu constrangimento — embora possa ser atormentador e difícil — e se apresentem para dizer que eles são as vítimas … A narrativa por si só não pode dizer que são vítimas e que vão processar. Podemos dizer que eles não sabem realmente o que significa RPS, ou mesmo a definição de RPS que eles definiram”.

Ilustração de dois rapazes representando as relações homoafetivas das polêmicas rps. Crédito: korea joongang daily

A questão permanece – o RPS é punível pela legislação criminal atual? De acordo com a advogada Kim Young-mi, porta-voz da Ordem dos Advogados da Coreia, depende do grau de descrição erótica da história para ela poder ser rotulada como crime sexual. “Mas simplesmente descrever ou escrever que eles tiveram um relacionamento sexual não pode ser aceito como obsceno – precisa ser descrito de forma muito direta e obscena”, disse Lee. O advogado Lee Eun-ui, especialista em casos de crimes sexuais, afirma que certos RPS podem ser processados ​​de acordo com o Artigo 13 da Lei sobre Casos Especiais de Punição de Crimes Sexuais.

De acordo com o artigo, “uma pessoa que envia a outra pessoa quaisquer palavras, sons, escritos, imagens, imagens ou outras coisas que possam causar uma sensação de vergonha ou aversão sexual por telefone, correio, computador ou outro meio de comunicação, com a intenção de despertar ou satisfazer seus próprios impulsos sexuais ou de outra pessoa, será punido com prisão com trabalho por não mais de dois anos ou com uma multa não superior a cinco milhões de won [$ 4.520]”.

“Então [RPS] pode ser fundamentado como um ato obsceno, mas quando entra em conflito com a liberdade de expressão, há uma possibilidade maior de o tribunal ficar do lado deste último do que do destinatário”, disse Lee. “Mas se a parte diretamente envolvida, em suma a pessoa que foi sexualmente objetificada, argumentar que sua reputação foi prejudicada e ela foi insultada nos termos do Artigo 13, o tribunal pode decidir em favor dos direitos pessoais do indivíduo [em vez da liberdade de expressão ] e [RPS] seriam julgados como um crime e um ato ilegal”.

Integrantes do bts. Crédito: pop line

“Sim, as celebridades ganham fama e riqueza com a atenção e o amor do público”, disse Lee. “Mas estamos consumindo seu talento e carisma. Vê-los como um objeto de provocação é uma questão totalmente diferente … E eu acredito que pode haver um método diferente de restrição em relação aos idols e celebridades, porque eles ganham a vida com a atenção do público, então é claro que é extremamente difícil tomar medidas decisivas contra o assunto. Antes de podermos legislar leis, precisamos discutir por que precisamos criar essa regra. E para que isso aconteça, precisamos de dinheiro para fornecer uma esfera ativa de discussão sobre se é ou não certo colocar indivíduos existentes como os personagens principais de [RPS] e obscenidade”.

“Em vez disso, no entanto, é sempre sobre o mostrar e debater”, Lee continuou. “Não apenas sobre RPS, mas para todas as outras controvérsias sociais que as pessoas ficam entusiasmadas – seu propósito [dos políticos] é ‘mostrar’ que estão lidando com o problema em questão, em vez de realmente localizar a raiz do problema. Depois que tudo foi filmado e exposto, no final das contas não conseguimos atingir o alvoou criar uma mudança que valha a pena”.


BLACK6IX realizará eventos de vídeo chamada para fãs da América Latina

Via Koreapost

BLACK6IX com certeza deixou saudades nos fãs brasileiros que acompanharam a turnê do grupo pelo nosso país em 2018, além de ter deixado outros tantos que não puderam ir com vontade de conhecer os meninos. Agora, com os meetings virtuais por chamada de vídeo, vamos ter essa grande oportunidade mais uma vez!

Far Music Entertainment, responsável pela vinda do grupo em 2018, estará realizando em março o evento virtual pela plataforma Zoom, onde os fãs da América Latina poderão conversar com os integrantes e matar aquela saudade dos eventos que rolavam por aqui  antes da pandemia! 

Data: 13 e 14 de março de 2021 (sábado e domingo)
Horário: 20h (horário de Brasília)
Plataforma: Zoom via Sympla Streaming
Valores: R$170,00. Parcelamento disponível através da Sympla.
Duração: 4 minutos
Ingressos:
Dia 13: Clique aqui para ir para o site da Sympla
Dia 14: Clique aqui para ir para o site da Sympla

E para ir se preparando, que tal dar uma conferida no último trabalho do grupo? O BLACK6IX lançou, em fevereiro de 2020, seu segundo mini álbum. Com o título ‘Nice to Meet You’, o álbum trouxe a faixa principai ‘Call My Name’ e o MV que você pode conferir abaixo: 

O BTS está na lista da Esquire sobre as 10 melhores bandas de todos os tempos

Via Koreapost

O grupo BTS, a sensação do K-pop, está na lista da Esquire, revista masculina estadunidense, sobre as “10 melhores bandas pops de todos os momentos”. Em 30 de janeiro, a Esquire anunciou que o BTS estava fazendo parte desta lista, a qual inclui bandas como os Beatles e Queen. Ao apresentar o grupo de sete integrantes, a revista diz: “Com uma fanbase descrita de maneira apropriada como ‘ARMY’, o amado septeto do BTS redefiniu rapidamente as boy bands, fandoms e a própria música pop“.

Crédito: Poshmark.

É indiscutível que o BTS seja a vanguarda, um dos grupos a abrirem as portas e serem os pioneiros para sucesso mundial incomensurável do K-Pop“. A Esquire acrescentou: “Os sucessos deles, como ‘Dynamite ’e‘ Life Goes On ’oferecem uma mistura de pop, hip-hop, disco e R&B, com melodias cativantes que costumam ser acompanhadas de letras baseadas em assuntos sociais”. Na lista das 10 bandas top, além de estarem junto com os Beatles e o Queen, também estavam os Supremes, um trio de R&B que serviu de modelo na vida real para o filme “Dreamgirls”, ABBA da Suécia, Beach Boys, Fleetwood Mac, Sly e Family Stone , The Temptations and Destiny’s Child, o grupo feminino de Beyoncé.

As estratégias do K-POP para continuar inovando em 2021

Via Koreapost

O empreendedorismo no K-pop é elogiado por estabelecer um exemplo de liderança cultural global. Para Kwak Yeon Soo, o K-pop entende de tecnologia. Os artistas foram capazes de construir um fandom global graças ao uso estratégico do YouTube e das mídias sociais para interagir com seus fãs no exterior.

Considerando sua natureza favorável à tecnologia, não é surpresa que o K-pop continue forte, apesar da pandemia. Os laços dos músicos com os fãs globais são mais fortes do que se poderia esperar, em parte porque seus relacionamentos de décadas, foram construídos online. De acordo com um especialista em K-pop, Lee Gyu Tag, professor assistente de estudos culturais na George Mason University Korea, mais de 10 anos de atividades promocionais ativas na Ásia estabeleceram as bases para o sucesso mundial do K-pop.

A popularidade do K-pop cresceu na Ásia no final dos anos 2000 e cresceu ainda mais nos anos 2010, quando o K-pop se tornou parte do mainstream”, disse ele. “Na década de 2000, havia muitos descendentes de segunda geração do sudeste asiático em países europeus como a França. A moda do K-pop se espalhou pela Europa depois de se tornar viral entre os jovens do sudeste asiático.”

Crédito: POP MAIS.

Lee disse que a estratégia de mídia social do K-pop, como a utilização de várias plataformas para promover seu conteúdo, atraiu com sucesso as gerações mais jovens ou a Geração Z, que não apenas assiste conteúdo online, mas também “participa” por meio de streaming ao vivo e comentários. Eles se tornam membros de uma grande comunidade K-pop no YouTube e Twitter e voluntariamente produzem, editam e enviam vídeos de si mesmos.

O K-pop e suas plataformas, como o Twitter, são interdependentes, o Twitter Coreia reconheceu que o K-pop foi um fator importante para reviver a popularidade da plataforma. Os fãs enviaram criações secundárias, como vídeos de reação, paródias, coreografia de dança e covers de músicas.” ele adicionou.

BTS foi o sexto termo mais tweetado na plataforma globalmente em 2020, de acordo com dados do Twitter. O BTS também liderou o grupo mais tweetado sobre contas K-pop em todo o mundo este ano pelo quarto ano consecutivo, seguido por EXO e BLACKPINK. Em comparação com outros campos, o K-pop se adaptou mais facilmente ao streaming devido à familiaridade do setor com a tecnologia.

Crédito:  k-popo news brasil.

Como os shows off-line se tornaram tecnicamente impossíveis devido à proibição de encontros, gravadoras e artistas realizaram shows on-line, convidando o público a fazer parte de experiências virtuais imersivas. A SM Entertainment, que abriga grupos populares como Super JuniorEXONCT127 e Red Velvet, criou um novo vídeo concerto chamado “Beyond LIVE” que combina a performance do artista com tecnologia de realidade aumentada (AR), gráficos e videochamadas ao vivo entre artistas e fãs.

BTS apresentou um concerto online de 90 minutos “BANG BANG CON: The Live” em junho e um concerto ao vivo de dois dias e meia hora “BTS Map of the Soul ON: E” em outubro. O primeiro evento vendeu mais de 756.000 ingressos, enquanto o último show vendeu mais de 993.000 ingressos,

As estrelas do K-pop continuaram a lançar novas músicas para se conectar com seus fãs em um nível mais profundo. Em setembro, o BTS se tornou o primeiro ato coreano a chegar ao topo do Hot 100 da Billboard com sua canção totalmente em inglês “Dynamite“. Com a faixa, o BTS se tornou o primeiro grupo coreano a ser indicado na categoria de melhor performance de duo/grupo para o Grammy Awards agendado para 31 de janeiro. “Life Goes On” do grupo também estreou em primeiro lugar na Billboard Hot 100 em Dezembro.

Crédito: Koreapost.

Em 2020, as vendas totais dos 400 álbuns mais populares chegaram a mais de 40 milhões, 64% acima dos 25 milhões do ano anterior, de acordo com o Gaon Chart, que acompanha as vendas físicas de álbuns no país e no exterior. O K-pop também acelerou sua expansão em outras mídias, como documentário e filme. O BLACKPINK estrelou um documentário da Netflix “BLACKPINK: Light Up The Sky“, enquanto o grupo novato P1Harmony estreou através de um filme K-pop “P1H: A New World Begins“.

Lee prevê que o K-pop atinja uma nova alta em 2021 porque os artistas e gravadoras não temem mudanças e estão ansiosos para criar novos conteúdos utilizando as tendências da mídia, da moda e da cultura. “Desde o início dos anos 2000, quando Clon e NRG ganharam força, até meados dos anos 2000, quando o BIGBANG e o Super Junior ganharam popularidade, até recentemente, quando o BTS ganhou fama, todos perguntavam se essa mania do K-pop iria durar. A indústria permaneceu forte nas últimas duas décadas, apesar do ceticismo, então, acho que o K-pop terá mais sucesso no futuro”.

Gangnam Style” de PSY foi uma maravilha de um sucesso, mas abriu um novo caminho para o K-pop em 2012. O BTS veio em seguida para pavimentar o caminho. Graças às suas realizações, os artistas K-pop provavelmente seguirão seus passos, que é o que BLACKPINK e outros grupos estão fazendo agora.

Kim Hyun Hwan, diretor geral do Content Policy Bureau do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, elogiou a indústria do K-pop por sua capacidade de entrar em novas regiões e sua dedicação em melhorar a qualidade dos sistemas de produção, performances e visuais. Lembrando que o show do SM Town Live in Paris em 2011 foi organizado com a ajuda de fundos do governo, ele enfatizou que o governo continuará a apoiar as exportações de conteúdo hallyu.

Crédito: capricho.

De acordo com o livro K-Pop Innovation de Lee Jang Woo, os artistas/produtores da indústria do K-pop são descritos como a personificação da ideia de Joseph Schumpeter de empreendedorismo e inovação“. “O governo planeja aumentar seu apoio financeiro para tecnologias emergentes, como AR e conteúdo de realidade virtual (VR), uma vez que a tecnologia tem uma forte influência na cultura atualmente. A indústria do K-pop também deu o exemplo ao hospedar o primeiro show online pago do mundo. Com isso em mente, acredito que o K-pop continuará a crescer e se sustentar“. O governo pretende expandir os locais para shows online em 2021. O ministério injetará 29 bilhões de won na construção de um estúdio para shows online como parte de seu projeto de “produção de conteúdo K-Pop imersivo online“.

Estaremos remodelando lugares antigos para expandir os locais para shows online“, acrescentou. Kim, também pediu às pessoas que prestassem mais atenção à música tradicional coreana. “Em 2001, um diretor de arte francês visitou a Coreia e escolheu ‘salpurichum’ (dança de purificação espiritual) para se apresentar no palco do Festival de Outono de Paris. Fiquei surpreso com sua escolha, mas logo depois percebi que nossa dança folclórica e conteúdo tradicional têm potencial,” disse.

Kim Dong Won, vice-presidente da Taewon Entertainment e CEO da Yoondang Arthall, disse que o K-pop vai acelerar sua expansão reinventando-se e usando táticas de fandom. “Acredito fortemente que o K-pop continuará a se reinventar e se expandir ainda mais no futuro, porque está usando suas estratégias ao máximo. Eles sabem exatamente a quem visar e como“, disse ele. “Só de olhar para o exemplo do BTS, vimos como seu conteúdo e estratégia funcionam de forma eficaz para fãs nacionais e internacionais. Fazendo bom uso das plataformas YouTube e OTT, eles continuarão a prosperar no futuro.”


Cantor Kisu é o próximo convidado do “Highway meet”

Via Koreapost

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o cantor Kisu, ex integrante do grupo 24K, irá realizar sessões de vídeo chamada com os fãs brasileiros! O cantor, que já mostrou um enorme carinho pelo nosso país e pelo público daqui, será o terceiro artista a participar do “Highway Meet”, organizado pela produtora de eventos Highway Star, responsável por diversos shows no Brasil como BTS, Monsta X, Pentagon, Dreamcatcher, KARD, entre outros. 

Crédito: highway star.

Em 2020, durante a pandemia, a Highway Star tornou acessível para os fãs brasileiros o meet&greet virtual, realizando os encontros via Zoom com o grupo UNVS e a solista Minzy. Então não perca a oportunidade de estar mais perto do seu ídolo enquanto os shows presenciais não voltam! Confira as informações do meet&greet abaixo e garanta seu ingresso!

Data: 19 (sexta-feira) e 20 (sábado) de fevereiro de 2021
Horário: 19h (horário de Brasília)
Classificação: Livre
Plataforma: Zoom via Sympla Streaming
Valores do ingressos:
Um minuto: R$65 (valor único)
Dois minutos: R$115 (valor único)
Três minutos: R$160 (valor único)
Quatro minutos: R$200 (valor único)
Onde comprar (venda exclusiva pela internet):https://www.sympla.com.br/highway-meet-com-kisu—dia-01__1077852
https://www.sympla.com.br/highway-meet-com-kisu—dia-02__1077871

Pak 2020: premiação brasileira escolhe os maiores destaques da cultura pop coreana

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Prêmio Anual K4US (PAK), em parceria com a produtora de shows Highway Star, está com as votações abertas para a edição de 2020! O evento virtual tem o intuito de conhecer, além de entreter, a comunidade de fãs da cultura pop coreana no Brasil. Em suas diversas categorias, o público poderá escolher seus artistas favoritos, músicas do ano, melhores coreografias e até aquele drama que tocou no fundo do coração e o protagonista que roubou a cena nas novelas coreanas! 

Além do voto do público, também haverá o Prêmio Star☆K4USANDO, escolhido especialmente por um júri de membros das equipes K4US e Highway Star. Os fãs também poderão concorrer aos sorteios de itens das lojas patrocinadoras da premiação.

Crédito: K4US  e H.

O evento acontecerá ao vivo no YouTube no dia 19 de dezembro, premiando os vencedores de cada categoria. Além disso, haverá apresentações de artistas de K-pop que serão divulgados em breve! Não vai ficar de fora dessa, né? Então corre no site da K4US para deixar seu voto e ainda concorrer a prêmios!