Elenco de Coffee Prince reúne-se e relembra dos momentos nos sets de filmagem

Via Koreapost

As estrelas de “Coffee Prince” compartilharam seu amor pelo dorama enquanto os fãs aguardavam ansiosamente seu documentário! O elenco retorna ao café, cenário do dorama de sucesso, no documentário da MBC “My Dear Youth – Coffee Prince“. Antes da transmissão, algumas fotos e citações do elenco foram compartilhadas!

Dizem que, embora os fãs ao redor do mundo sejam apaixonados pelo drama, o elenco ama a série mais do que ninguém. Gong Yoo, que interpretou Choi Han-gyul em “Coffee Prince”, mostrou o quanto ama o show enquanto eles estavam filmando o documentário. Quando questionado por que ele hesitou, brevemente, quando foi contatado pela equipe no início, Gong Yoo explicou: “Eu queria continuar a valorizar ‘Coffee Prince’ com os mesmos sentimentos que tinha naquela época. Tenho ótimas lembranças de ‘Coffee Prince’, e estava preocupado que algo pudesse mudar ou ficar distorcido … ”.

Crédito: Soompi.
O ator Gong Yoo. Crédito: Soompi.

Ele comparou seus sentimentos sobre “Coffee Prince” a um “primeiro amor” e disse: “Normalmente não suporto me ver atuando em meus antigos projetos, mas Choi Han-gyul é um personagem que não me deixa muito envergonhado. Não tenho certeza do porquê”. Ele brincou com um grande sorriso: “Será que minha atuação foi realmente boa?

Lee Sun-gyun relembrou ao dizer que achava a equipe do “Coffee Prince” única. Ele compartilhou: “Eu sempre quis chegar ao set de ‘Coffee Prince’ cedo e sair tarde também. Eu ia assistir às filmagens mesmo quando não estava na cena.” Ele disse que, apesar da agenda cansativa, eles saíam depois do trabalho para beber, passando a noite rindo e conversando. Yoon Eun-hye disse: “Ainda sinto falta do som da risada do diretor. O set de ‘Coffee Prince’ foi um playground muito emocionante para mim. ” Chae Jung-an compartilhou: “Todos unidos e trabalhando duro foi a razão de ‘Coffee Prince’ ter sido um sucesso.

O ator Lee Sung-gyun. Crédito: Soompi
A atriz Yoon Eun-hye. Crédito: Soompi.

Kim Dong-wook comentou: “Naquela época, fiz porque era muito divertido. Eu era apaixonado e ambicioso.” Kim Jae-wook disse: “O elenco do ‘Príncipe do Café’ é uma família para mim e eu sorrio sempre que penso neles.”

Dizem que as seis pessoas do elenco tinham tantas memórias para compartilhar que nem todos puderam ser encaixados nas duas partes do documentário. Um trailer de pré-lançamento também foi compartilhado do primeiro episódio! Nele Gong Yoo está no café e no momento em que ele é entrevistado, compartilha alguns dos comentários acima. Enquanto ele está sentado no balcão, Yoon Eun-hye chega e o surpreende.

A atriz Chae Jung-an. Crédito: Soompi.
O ator Kim Dong-wook. Crédito: Soompi.
O ator Kim Jae-wook. Crédito: Soompi.

Yoo diz: “Mas ouvi dizer que você havia terminado de filmar e ido embora!” e pergunta se isso é uma surpresa para ele, e Eun-hye responde: “Sim, eles disseram que seria uma surpresa pra você.” “Faz tanto tempo!” ele diz a ela. “Há quanto tempo? Que surpresa!” Ela responde: “Você é continua a mesma” e ele diz a ela o mesmo.

Signal: quando o passado e o presente se entrelaçam em uma complexa narrativa de perseguição

Por Mayara Araujo

Histórias nas quais as temporalidades se conectam e promovem uma série de modificações no tempo presente ou futuro não são pouco usuais. Em uma referência um pouco mais clássica da ficção científica, poderíamos citar a trilogia De volta para o futuro, dirigido por Robert Zemeckis. Em 2004, observamos o sucesso de bilheteria de Efeito Borboleta. Até mesmo dramas românticos que intercalam temporalidades foram criados, como Questão de tempo em 2013. A própria série alemã Dark é um complexo e instigante prato cheio para aqueles que se interessam pela temática. No entanto, poucas narrativas foram tão bem estruturadas e repletas de emoção como observamos no drama de televisão sul-coreano, Signal, exibido pela tvN em 2016. Antes de prosseguir, é importante deixar escrito que esse K-drama vai levar o seu sono embora ao longo dos alucinantes 16 episódios.

Nas últimas décadas, observamos o levante cultural da Coreia do Sul através de sua música pop (K-pop) e seus dramas de televisão (K-dramas), que tem conquistado uma expressiva audiência global e se tornado pauta de discursos midiáticos e trabalhos acadêmicos. Recentemente, com o estrondoso sucesso de Parasita de Bong Joon-Ho que conquistou diversos prêmios cinematográficos, dentre os quais o Oscar de melhor filme, também tem colaborado para pluralizar e complexificar as imagens que circulam da Coreia do Sul além-mar. Nesse sentido, produções televisivas como Signal, que fogem à lógica dos K-dramas com roteiros majoritariamente centrados em um romance, se destacam no catálogo da Netflix brasileira. 

A quinze anos atrás, uma criança foi sequestrada e, dias depois, foi encontrada morta. A polícia não conseguiu resolver esse crime. No entanto, Park Hae Young (Kim Hyun Bin), a versão ainda criança do protagonista, viu a mulher que havia levado sua colega de classe embora. A polícia não lhe deu ouvidos. Em paralelo, seu irmão de 18 anos é acusado de um crime que ele acredita ser impossível de ter cometido. Após cumprir sua pena, Park Seon Woo (Chani) comete suicídio. Desde então, Park Hae Young não confia nas forças policiais sul-coreanas. Quinze anos depois, em 2015, nos encontramos novamentes com Park Hae Young (Lee Je Hoon), um policial cuja especialidade é fazer um perfil psicológico dos criminosos. Um dia, ele encontra um walkie-talkie sem bateria, que possibilita que ele entre em contato com o passado (2001, 1997, 1985 e outros anos) do policial Lee Jae Han (Jo Jin Woong), que está desaparecido desde 2001, após ser acusado de corrupção. Assim, Hae Young consegue informações privilegiadas sobre o passado e, principalmente ao lado da líder de equipe Cha Soo Hyun (Kim Hye Soo), eles abrem novas investigações sobre os crimes passados que a polícia não conseguiu resolver.

Crédito: doramaworld.blogspot.com

Já no passado, a recém-contratada policial Cha So Hyun é designada para o mesmo setor de Lee Jae Han, sendo apresentada como uma “mascote” por ser a primeira mulher do departamento. Causando certo alvoroço dentre os demais policiais que ficam sem jeito de receber uma mulher no local de trabalho, Lee Jae Han se mantém intacto aos seus princípios e continua se comportando da mesma forma independentemente de uma presença feminina. Não tarda, portanto, para que os dois passem a trabalhar juntos e a desenvolverem uma forte amizade – que poderia se transformar em algo mais. Ali, os colegas de trabalho têm observado que Jae Han anda sempre apegado a um walkie-talkie velho, mas que ele alega “dar sorte”. Assim, Jae Han começa a se envolver com casos obscuros e a apontar o dedo na cara de policiais e outros representantes poderosos e, evidentemente, passa a incomodar muita gente. Em paralelo, existe uma disputa política ocorrendo e o chefe do departamento é transferido para outra cidade, abrindo espaço para a chegada do supervisor Kim Beom Joo (Jang Hyun Sung). Beom Joo é o típico caso de sucesso misterioso: ascendeu a cargos gradativamente mais poderosos rapidamente, além de nutrir relações obscuras com representantes políticos e donos de empresas multimilionárias.

Como todo clichê do gênero, ao se interferir no passado, o presente sofre modificações e isso se transforma em um grande dilema para o protagonista. Até que ponto é positivo que ele esteja em contato com Lee Jae Han? Vale a pena salvar a vida de uma vítima se outra pessoa morre em seu lugar? É prudente interferir no passado e arriscar uma mudança drástica no momento presente? Sem dúvida, as transformações ocorridas ao longo desses fluxos temporais colocam em xeque a consciência de Hae Young. No entanto, a situação se complica no momento em que o detetive Hae Young se depara com situações de seu próprio passado que ficaram pendentes.

Já Cha Soo Hyun mudou muito nos últimos quinze anos. De uma policial sem experiência e que frequentemente se assustava com os acontecimentos cotidiano, se transformou em uma mulher extremamente forte, pronta para liderar uma equipe com maestria, mesmo sob desconfiança de outros policiais homens do departamento. Cha Soo Hyun desenvolve uma certa afeição por Hae Young, embora desconfie de suas ações e sabedoria que são pouco explicadas, em virtude de estranhas conversas em um walkie-talkie. Em 2015, a detetive continua em busca de seu antigo parceiro Jae Han, desaparecido em 2001. Eventualmente, com apoio de Hae Young, ela pôde reencontrar os restos mortais de Jae Han no necrotério da polícia. O que levou Jae Han à morte? Mais uma vez, interferir no passado se torna urgente para que o presente não seja um ambiente de tanto sofrimento.

Crédito: Asianwiki.com

De volta à sua juventude, Hae Young presencia a prisão de seu irmão mais velho, Park Seon Woo, acusado de participar de um estupro coletivo de uma colega de classe. Após pegar alguns meses de detenção e sendo Seon Woo o único punido pelo crime, o rapaz retorna para casa e encontra uma família desestruturada. Dias depois Hae Young encontra seu irmão desacordado, envolto de sangue. Teria Seon Woo cometido suicídio? A polícia sul-coreana teria sido incapaz de investigar o crime corretamente, levado Seon Woo a desistir de tudo agora que seu nome fora manchado? Qual a correlação entre Jae Han e Seon Woo? O que existe escondido nesse passado injusto e turbulento?

Em uma série de reviravoltas, por vezes surpreendentes, e atuações simplesmente brilhantes, Hae Young, Lee Jae Han e Cha Soo Hyun desafiam a macroestrutura policial da Coreia do Sul, ora reescrevendo o passado e lidando com as consequências no presente e ora constatando que há situações que não devem ser revertidas. Juntos, a equipe de “cold cases” garantem que o futuro/presente de Lee Jae Han seja mais brando. Ou será que nem tanto?

Crédito: viki.com

Ficha técnica:

País: Coreia do Sul | Direção: Kim Won Suk | Roteiro: Kim Eun Hee | Atores: Lee Je Hoon, Kim Hye Soo, Jo Jin Woong, Kim Won Hae, Jang Hyun Sung, Chani, Kim Hyun Bin| Episódios: 16 |  Ano: 2016. 

Revista Mechademia publica artigo de pesquisadora do MidiÁsia

A Mechademia, revista vinculada à University of Minnesota Press e especializada em cultura pop asiática, vai disponibilizar artigo na íntegra, para visualização e compra, da pesquisadora Krystal Urbano, coordenadora do MidiÁsia. O artigo, como o título já anuncia – “Subtitle and Distribute: The Mediation Policies of Brazilian Fansubbers in Digital Networks”, versa sobre o papel dos fãs de cultura pop japonesa na tradução e legendagem das obras audiovisuais, geralmente animês, no ambiente das redes digitais.

Crédito: https://www.mechademia.net/

Urbano é especialista em estudos asiáticos e da cultura pop e tem outros trabalhos já publicados sobre o fandom brasileiro de j-pop e também, k-pop. Para ler o conteúdo, assim que estiver disponível, acesse o site da Jstor, sistema online de arquivamento de periódicos acadêmicos sediado nos Estados Unidos.

A contrução do universo ficcional de Crônicas de Arthdal

Por Krystal Urbano (Resenha completa em Revista Intertelas)

“Em uma época em que os seres humanos não haviam chegado ao topo da pirâmide natural e também não sonhavam, eles desceram das árvores, aprenderam a usar o fogo e a produzir armas afiadas, inventaram a roda e construíram trilhas e, por fim, aprenderam a plantar e se instalaram em um lugar. No entanto, não tinham uma nação, nem um rei… A terra gloriosa das antigas mães, Arth”. (Arthdal Chronicles, 2019, TvN-Netflix).

Ambientada no início do período da civilização, durante a Idade do Bronze que remonta a mais de 2.000 anos antes de Cristo, Crônicas de Arthdal (Arthdal ​​Chronicles) é uma série de TV sul-coreana produzida pelo Studio Dragon e exibida pela emissora de TV a cabo Total Variety Network (TvN) em 2019, com distribuição internacional via site de streaming da Netflix. A série, que é um k-drama épico de fantasia, é assinada pelos roteiristas Kim Young Hyun e Park Sang Yeon, nomes importantes na indústria dos dramas históricos, sendo também vagamente baseada na história de Dangun, o lendário rei que se proclamou o fundador do primeiro reino coreano de Gojoseon (2333 aC-108 aC).

De fato, os conflitos e relações entre as diferentes espécies e o suposto perigo do cruzamento entre elas – gerando os híbridos e temidos Igutus – está no cerne do referido k-drama, que se passa em um continente mítico chamado Arth, liderado por um líder de uma das diferentes tribos que formam a chamada União Arthdal. Basicamente, o enredo da série convida-nos a todo momento a aceitação da pluridiversidade, enquanto promove uma crítica ao exarcebamento da ambição e ideais de evolução da sociedade, quando descreve a batalha pelo poder dos chefes concorrentes pelo trono da primeira nação fundada no continente.

A lenda em torno da fundação de Arthdal conta que Aramun Haesulla, foi um saram enviado pela grande mãe espiritual, a Asa Sin, há uns duzentos anos atrás para unir as diferentes tribos vivendo em Arth em uma civilização. A lenda ainda conta que a reencarnação de Aramun Haesulla retornaria a Arth centenas de anos depois montado no Kanmoreu (o cavalo mais rápido, descendente direto da longa linhagem de primogênitos, o primeiro cavalo que já existiu, com memórias de correr na natureza gravadas no cérebro e, por isso, nenhum outro cavalo é capaz de ultrapassá-lo), seguido de um exército, tendo o machado do vento em uma mão e uma flor de lonicera na outra.

Crédito: IMDB

A União Arthdal não só se desenvolveu a partir de lendas e contos amplamentes difundidos entre os integrantes das diferentes tribos a respeito de seu fundador, como também foi gestada por seus líderes posteriores, visando a livre expansão territorial, em detrimento aos modos de vida primitivos dos demais povos – os chamados povos livres. Dentre essas tribos que disputam o poder de liderar a União, ganham destaque na narrativa a tribo Saenyeok, a tribo Hae e a tribo da Montanha Branca. Já como exemplo de tribos consideradas primitivas, ganha destaque elevado na história, a tribo Wahan, conforme veremos em seguida.

A construção do universo ficcional de Crônicas de Arthdal pode ser bem melhor compreendido, quando temos em vista os três tipos de raças que dão corpo e características aos personagens principais da trama. A primeira delas consiste nos Neanthals, seres que coexistem em harmonia com a natureza, não se prendem por laços, nem formam cidades. Uma das particularidades mais visíveis na raça dos Neathals consiste na força, muito superior a dos Sarams, além de possuirem o sangue azul e enxergarem perfeitamente no escuro. Já os Sarams, seres que representam a raça humana, possuem a astúcia e inteligência para desenvolverem armas e equipamentos, bem como estratégias ancoradas na ambição e desejo de conquista e subjulgação da outros povos. Porém, dispõe de pouca sensibilidade para lidarem com a natureza e a diferença. De fato, a primeira temporada da série ilustra de maneira bastante contundente como durante a Grande Guerra, devido a uma estratégia militar dos Sarams, mais especificamente do jovem carismático Tagon (Jang Dong Gun) da tribo Saenyeok, filho do então líder da União Arthdal, Sanung, eles obtiveram vitória quase absoluta sobre os Neanthals.

Contudo, uma vez que os líderes da União Arthdal não conseguiram exterminar toda a raça Neanthal, houve uma contribuição para acontecimentos não imaginados de antemão. Sobretudo, o nascimento de dois bebês gêmeos concebidos por Asa Hon (uma descendente da família Asa, da Tribo da Montanha Branca) que ingenuamente serviu como bode expiatório da União Arthdal, levando a morte aos Neanthals, com Ragaz (um Neanthal, um dos mais fortes e guerreiros), vai ser o ponto de partida para o desenrolar da história dos irmãos Igutus (mestiços de sangue roxo) de nome EunSeom e Saya (Song Joong Ki), respectivamente.

Crédito: https://aminoapps.com/
Crédito: aminoapps

EunSeom trilhou com a mãe, Asa Hon, para a longínqua terra de Iarc, uma terra distante, simples e pacífica que desconhecia as civilizações vizinhas, nem como montar em animais, cultivar a terra ou forjar armas, vivendo apenas da natureza e daquilo que ela naturalmente oferece. O fato é que Asa Hon sonhou que as crianças que ela gerou iriam trazer calamidade para o mundo, sendo orientada no sonho a não seguir o homem que cantarola. Ao descobrir que Ragaz foi assassinado e ver seu outro bebê, que estava com o pai no meio da mata, sendo levado por um homem cantarolando, Tagon, filho do líder da União, resolve partir para Iarc com o outro filho numa escalada no Grande Penhasco que dura dez anos, por acreditar que havia sido almadiçoada por Aramun Heasulla.

Contrariando todas as expectativas, Tagon, o jovem conquistador, cria o outro gêmeo de Asa Hon e Ragaz como seu filho as escondidas, tendo ajuda e suporte da sua amante e amada Taelha (Kim Ok Vin), filha do ambicioso líder da tribo Hae. Posteriormente, Saya irá tornar-se um grande aliado de Tagon, enquanto busca um sentido para a própria existência. Uma vez que viveu confinado ao longo de 20 anos, Saya procura seu lugar no mundo, ao ter conhecimento que é diferente dos demais Sarams, por possuir sangue roxo e estar confinado por ordem do suposto “pai”, Tagon. Naturalmente, Saya parece desconfiar de suas origens, enquanto EunSeom e Tanya cada vez mais aproximam-se dele ao longo da narrativa.

Com efeito, o ponto alto da história concede destaque a uma antiga profecia de Arthdal, que preconiza que aquele (ou aqueles) que destruiria(m) Arthdal, nasceria(m) sob a passagem do cometa Azul. Tal dia não só marca o nascimento dos gêmeos de Asa Hon e Ragaz, os igutus EunSeom e Saya, mas também de Tanya, herdeira da posição de matriarca e xamã da tribo Wahan, descendente direta da Loba Branca que fundou a tribo Wahan. O fato é que Tanya, EunSeom e o irmão gêmeo dele, Saya, são as crianças da grande profecia que representam os objetos celestiais que apareceram juntos há duas décadas no mundo.

A espada para matar a todos (EunSeom), o sino para ecoar pelo mundo (Tanya) e o espelho para iluminar o mundo (Saya). Essas três coisas, ao se juntarem, conforme diz a profecia, acabarão com o mundo e, o homem que matou o próprio pai lutará contra os objetos celestiais e impedirá o fim do mundo. Tal papel é concedido a Tagon, atual líder da União Arthdal, depois de assassinar seu pai em embate direto, na presença de EunSeom.

Por fim, parece-me que Crônicas de Arthdal estipula em sua primeira temporada os principais personagens e arcos narrativos que irão movimentar o drama até seu fim, mesmo com a incerteza de uma segunda temporada. Os três arcos mencionados, isto é, as três partes da primeira temporada disponibilizadas na Netflix, revezam o papel central dentro dos episódios dessa temporada. Tomada como um todo, a estrutura de Crônicas de Arthdal pode ser exaltada por sua complexidade, uma vez que a estrutura da produção revela uma sobreposição de três grandes arcos que, ao serem entrelaçados, exigem mais esforço por parte do roteiro e do espectador.

Desse modo, o drama sul-coreano consegue elaborar uma proposta muito atraente do ponto de vista da serialização, visto que brinca com as fronteiras dos arcos desenvolvidos dentro da trama. Assim, nota-se que desde o princípio a série trabalha com uma economia de informações, apresentando no decorrer dos episódios como os personagens lidam com elas, à medida que vão revelando-se.

Crédito: Twitter Haeri_Go_4815

Ficha técnica:

País: Coreia do Sul | Direção: Kim Won Seok | Roteiro: Kim Young Hyun e Park Sang Yeon | Elenco: Jang Dong Gun; Song Joong Ki; Kim Ji Won; Kim Ok Vin | Emissora: TvN | Episódios: 18 | Ano: 2019