Novas normas sociais surgem na Coreia, na Era do Covid – 19

Via Koreapost/ Fonte Original Korea Herald

As mudanças podem ter chegado para ficar, exigindo que as pessoas se adaptem à nova realidade. Com a diminuição de novos casos de infecção por COVID-19 na Coreia do Sul, o governo começou a aplicar um aviso de distanciamento social relaxado a partir de 20 de abril. Apesar da orientação facilitada, muitos coreanos ainda estão seguindo “regras” que surgiram após a propagação do vírus.

“Enquanto fazemos nossa palestra usando o ‘Zoom’, temos que usar fones de ouvido”, disse Kim Ki Wook, estudante de pós-graduação. Ele explicou que, se os participantes da conferência ao vivo on-line não usarem fones de ouvido, o som do alto-falante do computador poderá causar feedback para todos que estiverem ouvindo. “No começo, as pessoas não conheciam essa ‘etiqueta’ e era difícil prosseguir com a palestra devido ao barulho”, explicou Kim.

Distanciamento social em refeitório. Crédito: Yonhap/Korea Herald

Kim também compartilhou sua experiência de encontrar os seus colegas em plataformas de transmissão ao vivo on-line para se conhecerem melhor. “O novo semestre começou, mas nunca nos conhecemos. Em nossa classe, costumamos dar feedback um ao outro sobre nossa tarefa; portanto, todos pensávamos que precisávamos de tempo para nos conhecer. Durante esta reunião, tivemos que ter certeza de ouvir a pessoa que está falando e não falar ao mesmo tempo”, afirmou.

Os funcionários de escritório que ainda precisam se deslocar para o trabalho estão aderindo a novas regras sociais. “Um aviso no elevador diz para usar máscaras e evitar conversas”, disse Cho Seo Jin, funcionário de um escritório em Mokdong, em Seul.

“Vi um homem falando ao telefone sem máscara há algumas semanas. Ninguém disse nada a ele, mas notei que todos pareciam desconfortáveis. Ao usar o desinfetante em spray na entrada do nosso escritório, também asseguro que não haja ninguém por perto antes de pulverizar em meu casaco”, acrescentou Cho. Ele disse que não havia algum tipo de penalidade para quem não seguir as regras, mas, como são consideradas boas maneiras, ele e muitos de seus colegas sentem uma obrigação social de segui-las.

O uso de máscaras tornou-se obrigatório na Coreia do Sul. Crédito: Yonhap/Korea Herald

“Nossa equipe de RH nos acompanha de perto e regularmente. Disseram-nos para usar máscaras e sentar na distância de um assento um do outro durante as reuniões. Agora, a maioria das pessoas segue. No início, muitas pessoas tiravam as máscaras durante as reuniões, mas nossa equipe de RH rapidamente mostra uma tela de smartphone com a frase ‘Por favor, use sua máscara’ na janela da sala de reuniões”, disse um funcionário da empresa de TI local sob condição de anonimato.

“Nossa equipe geralmente saía junto para jantar pelo menos uma vez a cada 2 meses. Mas desde fevereiro não fazemos isso, pois nossa empresa proibiu reuniões de grupo após o horário de trabalho”, disse Yang Ji Ae, funcionário de um escritório em Gangnam, Seul. “Ainda almoçamos juntos como uma equipe. Mas hoje em dia ninguém pergunta aos outros se eles querem compartilhar a comida.”

Yang também pede que entregadores deixem a comida que trazem na frente da porta após tocar a campainha. “Faço isso para minimizar o contato. Eu acho que isso é bom para o entregador e para mim”, disse Yang. Como a maioria das etiquetas visa minimizar o contato e manter distância, muitos especialistas as veem como eficazes na prevenção da propagação do novo coronavírus.

“Penso muito no público após a nova etiqueta. É claro que algum crédito deve ser destinado ao governo e à equipe médica, mas o papel do público também foi importante”, disse Kim Woo Joo, professor de doenças infecciosas no Hospital Guro da Universidade da Coreia“Acho que isso foi possível devido à experiência que as pessoas tiveram de passar com outros vírus como o Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a gripe suína”.

Fila para testagem Covid-19. Crédito: Yonhap/Korea Herald

“A nova etiqueta, como apertar botões com as costas das mãos, é ótima, pois os dedos e as palmas das mãos podem transmitir e espalhar o vírus com mais facilidade”, disse Kim Dong Hyun, presidente da Sociedade Coreana de Epidemiologia e especialista em medicina preventiva da Hallym Medical School. Os especialistas também enfatizaram que, juntamente com os indivíduos que seguem novas normas sociais, também é crucial que a sociedade como um todo faça alguns ajustes para uma pandemia futura.

“Pode haver uma segunda onda do vírus neste inverno. Alguns especialistas ainda dizem que o padrão da pandemia pode ser repetido até 2024. Portanto, a nova maneira de viver, como as palestras ou reuniões on-line, provavelmente se tornará algo normal para muitos. Como sociedade, devemos estar prontos para isso”, disse o professor Kim Dong Hyun.

“A menos que exista uma vacina (para COVID-19), é importante se ajustar à situação e ter uma nova etiqueta. Por exemplo, acho que empresas como o Starbucks remover alguns assentos e mesas para manter as pessoas afastadas é uma ótima ideia”, disse o professor Kim Woo Joo.

“O refeitório do nosso hospital também possui placas de acrílico instaladas entre cada assento, como uma biblioteca, para impedir fisicamente que as gotículas se espalhem.” Olhando para o futuro, alguns especialistas disseram que em breve as pessoas se acostumarão às normas sociais e que isso logo tornará nossa sociedade mais individualizada.

“Por enquanto, a maioria das pessoas está no estágio em que deseja voltar ao modo como costumava viver e encontrar as pessoas pessoalmente. Mas se o vírus persistir por muito tempo, como até o final deste ano, as pessoas em breve se acostumarão com o novo estilo de vida e pensarão que sair para o trabalho ou ter uma reunião off-line é uma perda de tempo”, diz Kwak Geum Joo, professor de psicologia da Universidade Nacional de Seul. “Mas se essa mudança for inevitável, é importante se ajustar gradualmente à situação. Por exemplo, aprender a se concentrar no trabalho fora do escritório pode ser útil.”


Ministério da cultura da Coreia fará concerto de K-pop para streaming mundial

Via Korea Times

Segundo Lee Gyu Lee, do jornal Korea Times, o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo e a Ministério da Cultura, Esportes e Turismo e Agência de Conteúdo Criativo da Coreia (KOCCA) organizarão o concerto “Viagem ao K-POP”, que será transmitido on-line globalmente. O evento de três dias – de 19 a 21 de maio – foi idealizado para ajudar as pessoas que sofrem com a pandemia de coronavírus. O objetivo é enviar a mensagem “Vamos superar”.

Apresentado por Sandeul do B1A4, o show contará com 12 artistas, incluindo iKON, Oh My Girl, APRIL e Kim Jae Hwan. O presidente da agência de conteúdo, Kim Young Jun, disse que o show oferecerá uma mensagem esperançosa e encorajadora para os fãs de K-pop que passam por momentos difíceis.

Os artistas de k-pop Kim Jae Hwan, à esquerda, Oh My Girl, no topo, e o iKON se apresentarão no show ao vivo “Trip to K-POP”. Crédito: Arquivo do Korea Times.

Como o distanciamento social tornou-se crucial em meio ao COVID-19, espero que essas performances ofereçam uma oportunidade para as pessoas desfrutarem de atividades culturais, mantendo distância“, disse ele. O concerto será realizado às 19h. por três dias e corra por cerca de 80 minutos. A transmissão ao vivo estará disponível no Vlive e no YouTube do Naver.

Live da vice-coordenadora da Gradução de Estudos de Mídia da UFF debate o futuro do audiovisual após a pandemia

Amanhã, quarta-feira, 13 de maio, às 18h, a vice-coordenadora do curso de graduação em Estudos de Mídia e docente da pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense Ariane Holzbach fará uma live, abordando o tema “O que será do audiovisual após a pandemia?”.


Na ocasião, o debate também vai contar com a presença do professor e pesquisador curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina José Cláudio Castanheira. Ele que também é lider do Grupo de Estudos em Imagens, Sons e Tecnologias (GEIST) e realiza pesquisas nas áreas de cultura digital, música, estudos do som e cinema.

Crédito: Facebook Estudos de Mídia.

Segundo Holzbach: “este é um projeto que objetiva refletir sobre os papeis e a relação das mídias com o momento único que estamos vivendo. As lives duram uma hora e são ótimas oportunidades para interagirmos nesta situação de distanciamento/isolamento“.

Para acompanhar a live, acesse o perfil no Instagram de Holzbach: @ari_diniz.

Mais informações é possível encontrar na página do Estudos de Mídia no Facebook.

Documentário aborda o combate de Wuhan ao Covid-19


Via Coletivo LGBT Comunista – SP

Lançado no começo de abril, o documentário em curta metragem “Wuhan 2020: como nós combatemos o COVID-19” (em tradução livre), foi produzido pelo Tsingying Film, uma produtora de filmes composta por estudantes e professores da Universidade Tsinghua, com gravações de cidadãos de Wuhan usuários do aplicativo Kuaishou – um “Tiktok” chinês.

O filme acompanha os dois primeiros meses do ano, com a população de Wuhan comprando café-da-manhã e celebrando o Ano Novo, felizes e tranquilas. Até que o número de casos de pessoas infectadas pelo novo Coronavírus começa a aumentar e a transmissão através do contato pessoal é confirmado, fazendo com que as máscaras cirúrgicas e o álcool em gel sumissem das prateleiras das farmácias e sentimentos de medo, desesperança e desolação se aflorassem.

A solidão dos cidadãos do epicentro da então epidemia é vista em imagens da província em confinamento, com as ruas completamente desertas. Mas isso começa a se transformar num sentimento de coletividade quando o governo começa a construir o Hospital de Huoshenshan, a enviar mantimentos e equipamentos para a região e a incentivar a população a enviar mensagens de voz e fazer chamadas de vídeo com seus amigos e familiares, pra demonstrar que isolamento social não deve significar distanciamento emocional.

O curta termina homenageando o médico Li Wenliang e a população de Wuhan com uma adaptação de um trecho de um poema do famoso poeta da dinastia Song, Su Shi, que originalmente diz: “Que todos nós sejamos abençoados com a longevidade / Embora a milhares de milhas de distância, ainda somos capazes de compartilhar a beleza da lua juntos.” nos trazendo a mensagem de que a amizade e o companheirismo não possui barreiras.

Esta semana a província não registrou nenhum novo caso confirmado ou suspeito de COVID-19 e nenhuma morte confirmada ou suspeita de ter sido causada pela doença. Na quarta-feira, a Torre do Grou Amarelo, importante marco de Wuhan, foi reaberta 98 dias após o fechamento.

Wuhan 2020: como nós combatemos o COVID-19

Lançado no começo de abril, o documentário em curta metragem “Wuhan 2020: como nós combatemos o COVID-19” (em tradução livre), foi produzido pelo Tsingying Film, uma produtora de filmes composta por estudantes e professores da Universidade Tsinghua, com gravações de cidadãos de Wuhan usuários do aplicativo Kuaishou – um “Tiktok” chinês.O filme acompanha os dois primeiros meses do ano, com a população de Wuhan comprando café-da-manhã e celebrando o Ano Novo, felizes e tranquilas. Até que o número de casos de pessoas infectadas pelo novo Coronavírus começa a aumentar e a transmissão através do contato pessoal é confirmado, fazendo com que as máscaras cirúrgicas e o álcool em gel sumissem das prateleiras das farmácias e sentimentos de medo, desesperança e desolação se aflorassem.A solidão dos cidadãos do epicentro da então epidemia é vista em imagens da província em confinamento, com as ruas completamente desertas. Mas isso começa a se transformar num sentimento de coletividade quando o governo começa a construir o Hospital de Huoshenshan, a enviar mantimentos e equipamentos para a região e a incentivar a população a enviar mensagens de voz e fazer chamadas de vídeo com seus amigos e familiares, pra demonstrar que isolamento social não deve significar distanciamento emocional.O curta termina homenageando o médico Li Wenliang e a população de Wuhan com uma adaptação de um trecho de um poema do famoso poeta da dinastia Song, Su Shi, que originalmente diz: “Que todos nós sejamos abençoados com a longevidade / Embora a milhares de milhas de distância, ainda somos capazes de compartilhar a beleza da lua juntos.” nos trazendo a mensagem de que a amizade e o companheirismo não possui barreiras.Esta semana a província não registrou nenhum novo caso confirmado ou suspeito de COVID-19 e nenhuma morte confirmada ou suspeita de ter sido causada pela doença. Na quarta-feira, a Torre do Grou Amarelo, importante marco de Wuhan, foi reaberta 98 dias após o fechamento.

Posted by Coletivo LGBT Comunista – SP on Wednesday, April 29, 2020