CEA-UFF recebe pesquisadoras para um debate sobre Estudos Japoneses

No próximo sábado, dia 30/05, começando as 15:30 horas, o GT de Estudos sobre Japão do Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF) recebe as pesquisadoras Mônica Okamoto (UFPR), Junko Ota (USP), Krystal Cortez (MidiÁsia-UFF) e Mayara Araújo (MidiÁsia-UFF) para um debate sobre as possibilidades de realização de estudos sobre Japão.

Crédito: CEA-UFF.
Crédito: CEA-UFF.

Serão duas seções na quais serão discutidos: os caminhos da pesquisa em Estudos Japoneses (professoras Mônica e Junko) e o audiovisual pop como objeto (professoras Krystal e Mayara).

O evento online terá seu link disponibilizado na manhã do mesmo dia e as inscrição serão encerradas ao 12:00 do sábado.

Inscreva-se em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc87ZmdIi9_D-uRSuuj5vpiyZ4hSGnya_5LdCgdwcw_VJ2k7g/viewform

Academia de Estudos Japoneses do ICBJ oferece minicurso online “Pensar a cultura pop japonesa para além do animê: dramas de TV”

A Academia de Estudos Japoneses do Instituto Cultural Brasil-Japão (ICBJ) está com inscrições abertas para o minicurso online “Pensar a cultura pop japonesa para além do animê: dramas de TV”, que ocorrerá entre 9 de junho a 11 de agosto, todas as terças-feiras, no horário de 16h ás 18h. O minicurso é oferecido gratuitamente e consiste em um esforço acadêmico em disseminar os estudos sobre a cultura pop japonesa a partir de outras perspectivas, para além do tradicional eixo dos animês e mangás.

Ministrado pela professora e doutoranda em comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Mayara Araujo, a inciativa busca ainda, ao longo de 10 aulas online, discorrer sobre o conceito de cultura pop e de cultura pop asiática. Fazem ainda parte do programa do curso aprofundar a análise sobre a apresentação desse pop no Brasil e, por fim, explorar o que são os dramas de TV – popularmente conhecido como doramas – seus gêneros, formato e emulações por parte de outros países do leste asiático.

Crédito: Mayara Araujo.

Para mais informações e saber como realizar a sua inscrição mande email para: academiahistculticbj@gmail.com, incluindo os seguintes dados no corpo do texto: Nome Completo, CPF, Instituição de Origem, Curso, Titulação, Período. É também solicitado aos interessados informar se são alunos, associados ou membros de alguma associação ou instituição relacionada à cultura japonesa ou às artes marciais.

Novas normas sociais surgem na Coreia, na Era do Covid – 19

Via Koreapost/ Fonte Original Korea Herald

As mudanças podem ter chegado para ficar, exigindo que as pessoas se adaptem à nova realidade. Com a diminuição de novos casos de infecção por COVID-19 na Coreia do Sul, o governo começou a aplicar um aviso de distanciamento social relaxado a partir de 20 de abril. Apesar da orientação facilitada, muitos coreanos ainda estão seguindo “regras” que surgiram após a propagação do vírus.

“Enquanto fazemos nossa palestra usando o ‘Zoom’, temos que usar fones de ouvido”, disse Kim Ki Wook, estudante de pós-graduação. Ele explicou que, se os participantes da conferência ao vivo on-line não usarem fones de ouvido, o som do alto-falante do computador poderá causar feedback para todos que estiverem ouvindo. “No começo, as pessoas não conheciam essa ‘etiqueta’ e era difícil prosseguir com a palestra devido ao barulho”, explicou Kim.

Distanciamento social em refeitório. Crédito: Yonhap/Korea Herald

Kim também compartilhou sua experiência de encontrar os seus colegas em plataformas de transmissão ao vivo on-line para se conhecerem melhor. “O novo semestre começou, mas nunca nos conhecemos. Em nossa classe, costumamos dar feedback um ao outro sobre nossa tarefa; portanto, todos pensávamos que precisávamos de tempo para nos conhecer. Durante esta reunião, tivemos que ter certeza de ouvir a pessoa que está falando e não falar ao mesmo tempo”, afirmou.

Os funcionários de escritório que ainda precisam se deslocar para o trabalho estão aderindo a novas regras sociais. “Um aviso no elevador diz para usar máscaras e evitar conversas”, disse Cho Seo Jin, funcionário de um escritório em Mokdong, em Seul.

“Vi um homem falando ao telefone sem máscara há algumas semanas. Ninguém disse nada a ele, mas notei que todos pareciam desconfortáveis. Ao usar o desinfetante em spray na entrada do nosso escritório, também asseguro que não haja ninguém por perto antes de pulverizar em meu casaco”, acrescentou Cho. Ele disse que não havia algum tipo de penalidade para quem não seguir as regras, mas, como são consideradas boas maneiras, ele e muitos de seus colegas sentem uma obrigação social de segui-las.

O uso de máscaras tornou-se obrigatório na Coreia do Sul. Crédito: Yonhap/Korea Herald

“Nossa equipe de RH nos acompanha de perto e regularmente. Disseram-nos para usar máscaras e sentar na distância de um assento um do outro durante as reuniões. Agora, a maioria das pessoas segue. No início, muitas pessoas tiravam as máscaras durante as reuniões, mas nossa equipe de RH rapidamente mostra uma tela de smartphone com a frase ‘Por favor, use sua máscara’ na janela da sala de reuniões”, disse um funcionário da empresa de TI local sob condição de anonimato.

“Nossa equipe geralmente saía junto para jantar pelo menos uma vez a cada 2 meses. Mas desde fevereiro não fazemos isso, pois nossa empresa proibiu reuniões de grupo após o horário de trabalho”, disse Yang Ji Ae, funcionário de um escritório em Gangnam, Seul. “Ainda almoçamos juntos como uma equipe. Mas hoje em dia ninguém pergunta aos outros se eles querem compartilhar a comida.”

Yang também pede que entregadores deixem a comida que trazem na frente da porta após tocar a campainha. “Faço isso para minimizar o contato. Eu acho que isso é bom para o entregador e para mim”, disse Yang. Como a maioria das etiquetas visa minimizar o contato e manter distância, muitos especialistas as veem como eficazes na prevenção da propagação do novo coronavírus.

“Penso muito no público após a nova etiqueta. É claro que algum crédito deve ser destinado ao governo e à equipe médica, mas o papel do público também foi importante”, disse Kim Woo Joo, professor de doenças infecciosas no Hospital Guro da Universidade da Coreia“Acho que isso foi possível devido à experiência que as pessoas tiveram de passar com outros vírus como o Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a gripe suína”.

Fila para testagem Covid-19. Crédito: Yonhap/Korea Herald

“A nova etiqueta, como apertar botões com as costas das mãos, é ótima, pois os dedos e as palmas das mãos podem transmitir e espalhar o vírus com mais facilidade”, disse Kim Dong Hyun, presidente da Sociedade Coreana de Epidemiologia e especialista em medicina preventiva da Hallym Medical School. Os especialistas também enfatizaram que, juntamente com os indivíduos que seguem novas normas sociais, também é crucial que a sociedade como um todo faça alguns ajustes para uma pandemia futura.

“Pode haver uma segunda onda do vírus neste inverno. Alguns especialistas ainda dizem que o padrão da pandemia pode ser repetido até 2024. Portanto, a nova maneira de viver, como as palestras ou reuniões on-line, provavelmente se tornará algo normal para muitos. Como sociedade, devemos estar prontos para isso”, disse o professor Kim Dong Hyun.

“A menos que exista uma vacina (para COVID-19), é importante se ajustar à situação e ter uma nova etiqueta. Por exemplo, acho que empresas como o Starbucks remover alguns assentos e mesas para manter as pessoas afastadas é uma ótima ideia”, disse o professor Kim Woo Joo.

“O refeitório do nosso hospital também possui placas de acrílico instaladas entre cada assento, como uma biblioteca, para impedir fisicamente que as gotículas se espalhem.” Olhando para o futuro, alguns especialistas disseram que em breve as pessoas se acostumarão às normas sociais e que isso logo tornará nossa sociedade mais individualizada.

“Por enquanto, a maioria das pessoas está no estágio em que deseja voltar ao modo como costumava viver e encontrar as pessoas pessoalmente. Mas se o vírus persistir por muito tempo, como até o final deste ano, as pessoas em breve se acostumarão com o novo estilo de vida e pensarão que sair para o trabalho ou ter uma reunião off-line é uma perda de tempo”, diz Kwak Geum Joo, professor de psicologia da Universidade Nacional de Seul. “Mas se essa mudança for inevitável, é importante se ajustar gradualmente à situação. Por exemplo, aprender a se concentrar no trabalho fora do escritório pode ser útil.”


GEHJA oferece minicurso online de introdução à cultura do Kimono

O Grupo de Estudos Japoneses da Universidade Federal Fluminense (GEHJA-UFF) está com inscrições abertas para o minicurso online sobre “Introdução à cultura do Kimono”, que terá duração de três meses. O curso inicia dia 3 de junho, das 15h às 16h.

As vagas são limitadas. O objetivo da iniciativa é “detalhar a história do traje japonês, as mudanças sofridas através das Eras, significado das cores, padronagens e estampas, além de definir os tipos de kimono e as ocasiões de uso. Para tanto, vai-se utilizar recursos como audiovisual e bibliografias complementares“.

Crédito: Facebook GEHJA-UFF.

O minicurso será ministrado pela Prof.ª Luiza Vieira, pesquisadora da área de Moda e Estética pelo Grupo de Estudos Japoneses da UFF, formada em Design de Moda pelo Centro de Tecnologia da Industria Química e Têxtil SENAI-CETIQT.

Hoje, ela assume a coordenação de área referente aos Estudos de Moda & Estética Japonesa na Academia Nipo-Brasileira de Estudos de História & Cultura Japonesa do Rio de Janeiro. Para conhecer a ementa, a forma de inscrição e outras informações, envie um e-mail para: gehja.ceia.uff@gmail.com

A Confucius Classroom na UFF convida para aula de Taiji Quan

Via Confucius Classroom na UFF

Hoje, dia 22 de maio (sexta-feira), às 18 horas, a Confucius Classroom na Univerisidade Federal Fluminense (UFF) vai realizar uma aula online através do Instagram da instituição com o artista marcial e doutorando em educação pela PUC-Rio Gabriel Guarino (@guarinowushu). Os interessados, para participar, devem acessar o perfil @confuciusuff. Taiji Quan ou Tai Chi Chuan é uma arte marcial chinesa interna, parcialmente baseada no bagua. Este estilo de arte marcial é reconhecido também como uma forma de meditação em movimento. 

Crédito: Facebook da Confucius Classroom na UFF.

Observatório dos BRICS promove evento – “Como pensar a China e a Índia no contexto de uma crise profunda do capitalismo: para onde?”

Via Observatório dos BRICS

O Observatório dos BRICS e das Relações Sul-Sul da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) convida toda comunidade interessada para a palestra “Como pensar a China e a Índia no contexto de uma crise profunda do capitalismo: para onde?”, com o professor e pesquisador Marcos Costa Lima. O evento vai ocorrer dia 2o de maio, às 15h.

Crédito: Observatória dos BRICS

A iniciativa visa tentar compreender as seguintes temáticas:

A realidade pós pandemia será outra; mas como entender dois países extremamente importantes e sua relações?

Quais serão as mudanças? 

Para onde a Índia e a China estão indo? Quais serão suas marcas?

Essas e mais outras questões serão respondidas pelo Professor Doutor Marcos Costa Lima que é docente da UFPE, possui doutorado em Ciências Sociais pela UNICAMP e pós-doutorado pela Universidade Paris XIII – Villetaneuse.

Inscreva-se pelo link para certificação: 

www.even3.com.br/obsbricschinaindia/

NC Curadorias está com inscrições abertas para o curso “Visões da Cultura Japonesa”

Via Revista Intertelas

NC Curadorias está com inscrições abertas para o curso online Visões da Cultura Japonesa, uma série de quatro encontros, com duração de 1h 30 minutos,  sobre história, sociedade, cultura, estilo de vida e literatura japonesa. Os encontros vão ocorrer todas as quartas, 1 a 3 de junho de 2020das 15h às 16h30, pelo aplicativo Zoom – uma ferramenta de videoconferência.

Basta ter um computador ou celular com acesso a internet. Você receberá o link após fazer a inscrição. O objetivo, segundo a assessoria de imprensa da NC Curadorias é “promover um espaço lúdico, terapêutico e acolhedor para leitores e interessados em cultura japonesa de todas as idades. (recomenda-se a participação de todos os interessados acima de 18 anos)“.

As aulas serão ministradas por Mateus Nascimento – mestrando do programa de pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH-UFF) e graduado em História pela mesma universidade (2017). Também é idealizador e pesquisador efetivo do Centro de Estudos Asiáticos (CEA-UFF), pesquisador associado do Núcleo de Estudos Tempo Literário do Instituto Cultural Brasil-Japão e do MidiÁsia/UFF, Grupo de pesquisa em mídia e cultura asiática contemporânea, além de integrar a Red Iberoamericana de Investigadores en Anime y Manga (RIIAM) e da Academia Nipo-Brasileira de Estudos de Literatura Japonesa.

Crédito: Sympla.
Oportunidade especial com inscrições gratuitas ainda em maio

No dia 27 de maio, das 15h às 15h30, uma aula aberta será oferecida aos interessados. É uma oportunidade para já experiênciar como ocorrerão os encontros em junho. Para participar, clique na foto abaixo. 

Crédito: NC Curadoria.

Nélida Capela Curadorias  é uma iniciativa independente de curadoria para organização e produção de eventos, treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial para o mercado editorial, produção de conteúdo, edição de livros e revistas, comercialização de livros, ensino de arte e cultura. Para realizar a sua inscrição e ter mais informações sobre o curso em junho, acesse o site do Sympla – Visões da Cultura Japonesa

Ministério da cultura da Coreia fará concerto de K-pop para streaming mundial

Via Korea Times

Segundo Lee Gyu Lee, do jornal Korea Times, o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo e a Ministério da Cultura, Esportes e Turismo e Agência de Conteúdo Criativo da Coreia (KOCCA) organizarão o concerto “Viagem ao K-POP”, que será transmitido on-line globalmente. O evento de três dias – de 19 a 21 de maio – foi idealizado para ajudar as pessoas que sofrem com a pandemia de coronavírus. O objetivo é enviar a mensagem “Vamos superar”.

Apresentado por Sandeul do B1A4, o show contará com 12 artistas, incluindo iKON, Oh My Girl, APRIL e Kim Jae Hwan. O presidente da agência de conteúdo, Kim Young Jun, disse que o show oferecerá uma mensagem esperançosa e encorajadora para os fãs de K-pop que passam por momentos difíceis.

Os artistas de k-pop Kim Jae Hwan, à esquerda, Oh My Girl, no topo, e o iKON se apresentarão no show ao vivo “Trip to K-POP”. Crédito: Arquivo do Korea Times.

Como o distanciamento social tornou-se crucial em meio ao COVID-19, espero que essas performances ofereçam uma oportunidade para as pessoas desfrutarem de atividades culturais, mantendo distância“, disse ele. O concerto será realizado às 19h. por três dias e corra por cerca de 80 minutos. A transmissão ao vivo estará disponível no Vlive e no YouTube do Naver.

“Hiroshima e Holocausto Nunca Mais” realiza debate na internet entre sobreviventes do ataque nuclear e do Nazismo

Via Revista Intertelas

Nesta quinta-feita, 14 de maio, às 20h, o Sobreviventes Pela Paz fará um bate-papo ao vivo, pelo seu canal no YouTube entre dois sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. São eles: Kunihiko Bonkohara, que testemunhou o ataque nuclear perpetuado pelos Estado Unidos, em 1945, em Hiroshima, no Japão; e Andor Stern, único brasileiro nato que sobreviveu ao Holocausto e presenciou os horrores dos campos de concentração de Auschwitz – Birkenau, construídos pela Alemanha nazista. O evento contará com a mediação do historiador e professor Gabriel Pierin e terá apresentação de Rogério Nagai, idealizador do projeto, que hoje leva o nome de “Hiroshima e Holocausto Nunca Mais”.

Crédito: Facebook Sobreviventes pela Paz.

O projeto Sobreviventes Pela Paz deu origem a peça documental Os Três Sobreviventes de Hiroshima, que traz ao público histórias e depoimentos de três cidadãos japoneses, que estavam na cidade durante o lançamento da bomba nuclear. Fazendo uso de técnicas do teatro documentário, ou teatro de não-ficção, o evento utiliza-se de documentos, fatos e memórias como fontes primárias para a sua elaboração.

Tal forma teatral surgiu na Alemanha, em 1925, com o dramaturgo Erwin Piscator, após a sua participação na Primeira Guerra Mundial. Assim, três sobreviventes da bomba atômica narram suas experiências e memórias. Neste ano, a iniciativa foi reformulada e vai promover a interação entre os sobreviventes de Hiroshima e um do Holocausto, que ao contarem suas histórias, buscam provocar uma reflexão no público, no intuito de propagar uma conscientização política em favor da paz.

Como uma rádio comunitária ajuda vítimas de eventos causados pelas mudanças climáticas no sul da Índia

Via Beco da Índia

Ciclones, enchentes e até tsunamis. O Sul da Índia é um alvo frequente dos efeitos perversos das mudanças climáticas e recentemente sofreu sérios golpes. Como educar as pessoas, especialmete as crianças,  a se precaverem diante dessas sitações dramáticas que acontecem de forma cada vez mais frequente?

A rádio Kalanjiam Samuga Vanoli, localizada no vilarejo de Vizhuthamavadi, a 320 quilômetros de Chennai, a capital do estado indiano de Tamil Nadu, tem sido fundamental para informar as pessoas e prevenir maiores desastres, informa uma matéria publicada no site  do One Earth. Um belo exemplo de como a união de comunidades pode ser decisivo em momentos de crise.

Vizhuthamavadi. Crédito: INDIA.MONGABAY.COM

A rádio cobre cerca de de 20 quilômetros, alcançando oito vilarejos. Segundo Aparna Shukla, a diretora da rádio (que conta com o apoio da Fundação DHAN), as pessoas da região, boa parte pobres,  não necessariamente compreendem a questão das mudanças climáticas.  

O tsunami do Oceano Índico, em 2004, teve sérias consequência na costa do estado de Tamil Nadu, com muitos mortos. O Ciclone Gaja, por exemplo, atingiu em cheio o estado, em novembro de 2018,  e a rádio ajudou muito com alertas e mensagens, além de oferecer serviços de reabilitação após o evento.

Crédito: Newsrack.in

Um grupo de repórteres locais, batizado de “Voz dos Vulneráveis”, faz cobertura sobre questões relacionadas ao  meio ambiente e às mudanças climáticas que geralmente não não muito explorados na mídia em geral. Hoje, há 25 jornalistas comunitários, a maioria mulheres entre 15 e 25 anos.  O rádio acabou levando à criação de uma newsletter chamada Coastal Watch com matérias sobre a comundade de agricultores e pescadores.

Vinod Pavarala, especialista em radio comunitária da Universidade de Hyderabad, e ligado às Organizaçoes das Nações Unidas (ONU), explica que a filosofia básica  da rádio comunitária é empoderar os marginalizados., com informações credíveis  em tempos de crises. Em um dos programas, a rádio divulgou um belo poema de um voluntário, na língua Tamil, sobre o choque dos pescadores diante desses eventos extremos:

Nós levamos nosssos barcos até as ondas incessantes\ Sem nenhum descanso, para pescar\ Nosso corpo está  fatigado, mas estamos animados\ Nós voltamos para a costa para encontrar nossos parentes\ Mas não havia nem pessoas, nem cabanas\Onde você os levou?”