Companhia Hybe, do BTS, revela Museu Musical dedicado aos fãs e artistas

Crédito: Asia On.

Via Koreapost

Hybe, a potência do K-pop por trás do BTS, Seventeen e Enhypen, abriu o que chama de “museu da música” para seus artistas e fãs em sua nova sede no centro de Seul. O local de 4.700 metros quadrados espalhados por dois andares de subsolo, possui telas gigantes que mostram uma seleção rotativa de vídeos de seus artistas, bem como souvenirs da produção musical e objetos diversos que ajudaram a criar a potência do K-pop.

Uma prévia do Hybe Insight na quarta-feira começou com uma entrada através de uma série de molduras retangulares de luz que iluminaram um corredor escuro enquanto sons futuristas fluiam ao fundo. A curta caminhada levou a um espaço de exposição chamado “Innovative Sound”. Um guia no local explicou que o espaço de exposição é um dos três espaços no subsolo que usam som, movimento e história para explicar a música de Hybe.

O local foi decorado com animações, instalações e vídeos com produtores e artistas musicais do gigante do K-pop. Um vídeo, por exemplo, mostra os produtores Pdogg e Bumzu, afiliados aos selos Hybe Big Hit Music e Pledis, respectivamente, falando sobre sua filosofia musical. Vídeos gravados com câmeras de 360 ​​graus permitem que os visitantes naveguem por vários estúdios pessoais dos artistas com Pdogg e Bumzu, e RM, Suga e J-hope do BTS.

Museu de música no centro de seul dedicado aos fãs e artistas da hybe. Foto: hybe insight

Outro recurso interativo permite que os visitantes experimentem o gosto de ser um produtor musical, adicionando ou removendo camadas de som de canções de sucesso de Hybe, como “Bet Bet” do Ike do Nuest e “Fake Love” do BTS. Em contraste com o primeiro setor que se concentra no som, os outros dois setores no andar inferior giram em torno dos aspectos visuais da produção musical.

Telas gigantes mostram alguns dos artistas da companhia dançando em frente a telas decoradas de forma simples para que o público possa se concentrar exclusivamente na coreografia. Enquanto isso, gravações de bastidores de estúdios de dança mostram os cantores ajustando seus movimentos de dança, enquanto fones de ouvido e microfones que músicos Hybe – como Jimin do BTS e Vernon of Seventeen – usaram durante suas apresentações também estão em exibição.

Obras gráficas inspiradas nas letras de canções Hybe, como o megahit BTS “Dynamite”, bem como livros como “Art of Loving” de Erich Fromm, “Jung’s Map of the Soul” de Murray Stein e o romance de maioridade “Demian” também estavam em exibição. Os três livros são conhecidos por terem inspirado os álbuns do BTS “Love Yourself”, “Map of the Soul: Persona” e “Wings”.

Esta foto, fornecida por hybe insight, mostra o museu de música no centro de seul dedicado aos fãs e artistas de hybe.

Antes que os visitantes sigam para o andar superior, eles entram em uma câmara cheia de telas imersivas e uma parede de troféus de 8,5 metros que exibe todos os troféus ganhos pelos músicos da Hybe. Um vídeo de sete minutos narrado pelo cantor Lee Hyun leva os visitantes pela história da empresa e seus momentos marcantes. O andar superior, por sua vez, se afasta da música e mostra uma variedade de objetos e obras de arte que foram inspirados na música da Hybe. A empresa disse que planeja realizar exposições especiais com artistas visuais daqui e do exterior.

Para sua primeira exposição especial, a Hybe colaborou com o artista taiwanês americano James Jean, conhecido por suas pinturas e ilustrações poéticas e míticas. Jean trabalhou em uma pintura gigante intitulada “Garden”, inspirada na música do BTS “The Truth Untold”. Sete figuras totêmicas que lembram os integrantes do BTS também estão entre as obras de Jean em exibição.

Esta foto, fornecida por hybe insight, mostra uma obra de arte do pintor james jean em exibição no museu de música no centro de seul dedicado aos fãs e artistas de hybe.

O restante do piso superior permite aos visitantes vivenciar a música através de diferentes sentidos, como luz, vibração e cheiro. Um cômodo, por exemplo, está vazio, exceto por flores e decorações verdes penduradas no teto, enquanto um perfume inspirado na música “Euphoria” do BTS preenche o espaço.

Trajes e acessórios que BTS e Seventeen usaram também são exibidos. A exposição termina com um vídeo de 10 minutos de músicos da Hybe falando sobre música e vida. Por meio de telas instaladas em todas as paredes de um quarto escuro, eles falam sobre como foi estar separados de seus familiares e amigos para treinar ou a agonia de se comparar a pessoas mais talentosas.

Os visitantes podem baixar guias de áudio de algumas de suas celebridades favoritas – como rm do bts, so-won do gfriend e jung-won do enhypen – por meio de um aplicativo móvel. Foto: hybe insight

Eles, no entanto, chegam à conclusão de que existem por causa de seus fãs e os agradecem por estarem sempre presentes. Suga, membro do BTS, observa que ele “canta para aqueles que ouvem minha música” e promete continuar cantando até que “mais e mais músicos venham, tendo ouvido nossa música”. O Hybe Insight abriu para o público oficialmente em 21/05. O local funciona de terça a domingo, com ingressos disponíveis online.

CEA-UFF promove evento sobre a literatura produzida por descendentes de asiáticos no Brasil

Crédito: CEA-UFF.

Via CEA-UFF

Neste sábado, 29 de maio, às 15h, o Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF) vai realizar o evento “Literatura brasileira: outras vozes”, sobre a literatura produzida por descendentes de asiáticos. A transmissão será realizada pela Página do Centro no Facebook. Para tanto, foram convidadas as autoras Marilia Kubota, Rafaela Tavares Kawasaki e Marina Yukawa. Entre os temas a serem debatidos estão: a identidade, a alteridade e a escrita feminina. Não é necessário realizar inscrição para o evento e haverá certificação. A iniciativa tem o apoio de Editora Urutau, Lavra Editora e Medusa. Saiba um pouco mais sobre a trajetória das escritoras abaixo:

Crédito: CEA-UFF.

Marilia Kubota nasceu em Paranaguá, no Paraná. É poeta, jornalista e mestra em estudos literários pela Universidade Federal do Paraná. Autora de “Velas ao vento” (Medusa, 2020), “Eu também sou brasileira” (Lavra, 2020), “Bicicletas caiçaras” (Edição da autora, 2020), “Diário da vertigem” (Patuá, 2015), “micropolis” (Lumme, 2014) e “Esperando as Bárbaras” (Blanche, 2012).

Crédito: CEA-UFF.

Marina Yukawa nasceu na cidade de Tokorozawa, no Japão, mas vive em São Paulo desde os dois anos de idade. É escritora, jornalista, e graduada em comunicação social com habilitação em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Autora de “Sorrisos Amarelos — Histórias de jovens mulheres orientais no Brasil” (Viseu, 2020) e dos contos “Setas que voam de dia e Abutre” presentes na coletânea “Isto Não é Direito” (Terra Redonda, previsto para 2021).

Crédito: CEA-UFF.

Rafaela Tavares Kawasaki nasceu em Araçatuba, no noroeste paulista. É escritora, jornalista e formada em comunicação social com habilitação em jornalismo pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba. Autora de “Enterrando Gatos” (Patuá, 2019) e “Peixes de Aquário” (Urutau, em pré-lançamento/2021).

MidiÁsia entrevista Tássia Assis, escritora brasileira especializada em K-pop

Por Daniela Mazur

Já não é mais uma novidade o fato da Onda Coreana ser um fenômeno da atualidade. Contudo, essa concretização e reconhecimento da cultura pop sul-coreana na arena global demanda não só o aprofundamento no que entendemos sobre o fenômeno, mas também uma cobertura da imprensa mais próxima e específica dessa indústria e seus artistas. Todos os anos novos grupo de K-pop são lançados no mercado, assim como novas músicas, álbuns e projetos de artistas veteranos e novatos são compartilhados com o grande público. Segundo os dados de 2020 da Korea Foundation, já são mais de 100 milhões de fãs da Hallyu no mundo, presentes em 109 países. São esses e tantos outros que consomem a infinidade de produtos que a indústria do K-pop planeja, arquiteta, prepara e vende para os mercados local, regional e global. A imprensa tem papel essencial para que esses artistas cheguem a novos públicos e também dialoguem de forma mais direta com seus fãs de diferentes nacionalidades. Jornalistas e escritores de veículos internacionais noticiam, resenham e entrevistam esses que movimentam e são a cara do K-pop para o mundo. E entre eles está a brasileira radicada em Portugal, Tássia Assis.

Tássia é escritora freelancer especializada em abordar o K-pop nos seus textos. Ela escreve em inglês para grandes veículos da imprensa internacional, especialmente aqueles baseados nos Estados Unidos, como MTV, GRAMMYs e Teen Vogue. No currículo estão entrevistas com artistas de grande porte do K-pop: SuperM, TWICE, NCT Dream, Taemin, Baekhyun, Chung Ha, Golden Child e Pentagon são alguns dos nomes, além de resenhas e matérias sobre o universo do K-pop em geral. Tássia acabou, então, se tornando uma ponte entre o universo da cultura pop sul-coreana e o Brasil. Conversamos com a escritora, que nos explicou um pouco sobre como é o processo profissional de diálogo com os artistas, o papel da imprensa nessa mediação, o lugar do K-pop no mercado global e também a importância de termos uma voz brasileira e potente cobrindo o cenário da Hallyu (Onda Coreana), que está sempre em constante expansão.

Você é uma jovem escritora freelancer brasileira vivendo em Portugal e seu trabalho já chegou a um estágio de reconhecimento internacional bastante relevante, com destaque para veículos como TeenVogue, GRAMMYs, MTV News, CLASH Magazine e Seoulbeats. Como foi o seu processo de iniciação e estabelecimento como uma escritora de nicho musical? E porque resolveu se especializar em cobrir o universo do K-pop?

Tássia Assis (TA): Obrigada pelas palavras! Foi um processo que aconteceu meio que naturalmente. Não digo que não teve planejamento, porque teve, mas não foi algo com o qual eu sonhava. Na verdade, eu sequer imaginava que era possível. Não sabia mesmo que dava para fazer o que eu faço atualmente. Eu sempre escrevia bastante, mas nunca tinha pensado em trabalhar na área ­— tanto é que me formei em design, e não em jornalismo ou algo do tipo. Mas quando eu descobri o K-pop, descobri também um universo que me instigava a escrever de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Então eu comecei como a maioria dos fãs, escrevendo em blog pessoal, que depois evoluiu para uma newsletter, até eu descobrir que ser escritora freelancer era algo que existia e que eu poderia experimentar. Felizmente, os editores maravilhosos com quem eu trabalho até hoje aceitam meus pitches (propostas de trabalho) e, por conta disso, posso compartilhar meu trabalho com o mundo. Em resumo, decidi escrever porque acho que é o que eu sei fazer de melhor, e decidi cobrir o K-pop porque é que eu amo. Simples assim.

Tássia Assis e NCT 127 em 2019. Crédito: Instagram pessoal da entrevistada.

Quais foram e são as demandas, preparos e requisitos para essa especialização, uma vez que se trata da cobertura de um cenário cultural que se estrutura para além das lógicas ocidentais ao mesmo tempo em que participa do mercado global da música?

TA: Acredito que ler e se informar é a base para tudo, então diria que esse é o passo mais essencial quando você vai produzir qualquer tipo de conteúdo. Tento sempre estar atualizada não só nos lançamentos musicais, mas também no contexto cultural, pesquisando sobre pontos de vista diferentes, e aprendendo com a comunidade de fãs e profissionais da área. Acho também importante saber separar o lado fã do lado profissional. Existem certas regras e códigos éticos e morais que devem ser respeitados nessa profissão. Ser fã é um momento de descontração, mas escrever para veículos que serão lidos por milhares de pessoas é um trabalho que deve ser levado a sério. É muita responsabilidade.

Como foram as suas primeiras entrevistas com artistas sul-coreanos? Quais foram as dificuldades para conquistar esse espaço de diálogo especialmente nesse início de carreira?

TA: Como minha formação não é em jornalismo, essas primeiras entrevistas foram bastante na cara e na coragem. Eu nunca tinha entrevistado alguém de verdade na vida, muito menos uma celebridade, mas foi uma experiência que me senti bastante preparada para fazer desde a primeira vez — provavelmente porque era algo que eu queria muito. Foi um caminho trilhado à pura tentativa e erro. Eu não tive mentor ou ajuda específica além do Google, fui abrindo as portas e me conectando com as pessoas por conta própria. O mais difícil até hoje é conseguir um veículo que publique o seu texto, alinhar as expectativas deles com as das companhias de K-pop e, então, acertar no timing de tudo. São vários pequenos detalhes que dependem um do outro, e você, como freelancer, é quem vai conectando as peças. Mas, depois de passar por todas essas dificuldades, conversar com o idol é quase natural.

Print da entrevista com o cantor Taemin. Crédito: Instagram pessoal da entrevistada.

De que forma você normalmente conduz, se inspira e se prepara para as suas entrevistas? Você passa por um processo de recorte e seleção de temas dependendo dos interesses do veículo e do artista, ou você também se baseia no contexto industrial do momento para pensar a sua abordagem?

TA: Tudo isso e mais um pouco! Eu começo a pensar na história que o artigo vai contar assim que entro em contato com os editores, pois é através dessa ideia inicial que eles decidem se querem publicar ou não (isso quando não acontecem problemas de dinheiro ou tempo, o que acontece bastante). Quando confirmo a publicação e a entrevista, eu mergulho no conteúdo, tento ler e assistir tudo que posso sobre o artista (ou pelo menos tudo desde o último comeback [quando um grupo lança uma nova música ou álbum]) para elaborar as perguntas e a direção geral do artigo. O contexto industrial às vezes não cabe por restrições das empresas de K-pop, que vetam muitos assuntos que eles consideram “controversos”. Porém, sempre que possível, tento inserir informações importantes de alguma forma e, assim, criar um equilíbrio entre a história do artista naquele momento e o que isso significa para o mundo em geral.

Quais foram os momentos mais marcantes da sua carreira como escritora especializada na cobertura do K-pop até hoje? Existiram trocas com esses artistas que te fizeram aprofundar ou até mesmo repensar seus próprios entendimentos sobre a Hallyu e os elementos e agentes relacionados a ela?

TA: Difícil escolher! Todas as entrevistas foram e são muito marcantes para mim, muitas estão no território surreal da vida! Cada pessoa que eu entrevisto tem uma cor muito própria e me ensina algo novo. Às vezes é um entendimento muito sutil, muito pessoal, sobre mim ou sobre o mundo, mas sempre aprendo algo. Às vezes a gente pensa “ah, mas esse artista/grupo não tem nada demais”, só que isso muda quando você conversa e pensa sobre tudo o que existe por trás das aparências. Essas experiências me fazem refletir sobre o meu papel como escritora, e sobre a responsabilidade que eu tenho por ser o meio através do qual a audiência vai enxergá-los. É uma posição que eu me sinto constantemente agradecida e honrada de ter. Eu guardo um carinho especial pela minha entrevista com o Baekhyun por ter acontecido em um momento muito importante para mim e para ele também. Se não me engano, foi a única entrevista escrita para veículo internacional que ele deu na época. E em termos de entender a Hallyu, o Taemin, o Woodz e a Sorn me surpreenderam com a visão que têm sobre o próprio trabalho. Eles sabem exatamente o que estão fazendo, para onde querem ir, o que querem expressar. É incrível quando o artista possui essa liberdade de se articular e dividir um pouco do mundo deles com a gente.

Print da capa da entrevista com o cantor Baekhyun. Crédito: Instagram pessoal da entrevistada.

Hoje em dia vemos um número relevante de jornalistas e escritores especializados em cultura pop sul-coreana nos grandes veículos internacionais, especialmente aqueles sediados nos Estados Unidos. Quando você começou a enxergar o K-pop e a Hallyu sendo levados a sério pela cobertura da imprensa além-Ásia, especialmente a ocidental?

TA: Acredito que houve mesmo um boom após a performance do BTS no American Music Awards (AMAs) em 2017, isso é inegável. Muitos veículos finalmente reconheceram o poder do K-pop depois dessa apresentação, e muitas pessoas também entraram em contato com a cultura sul-coreana através do fenômeno que o BTS é. Porém, a mídia internacional e ocidental já cobria o K-pop há anos, antes mesmo até de eu saber do que se tratava. Era mais difícil, menos reconhecido, mas sempre existiu. E sobre levar a Hallyu a sério… Até hoje encontramos problemas com isso, então continua a ser um esforço para combater a desinformação.

As barreiras linguísticas são um fator relevante na abordagem do K-pop pela mídia internacional. Como você lida com essa questão central, que é a idiomática, na comunicação com os artistas e suas empresas?

TA: Essa realmente é uma das questões mais complexas de navegar. Começando pelo fato de o inglês não ser a minha língua nativa — e nem a da maioria dos idols (ídolos da música pop sul-coreana). Apesar dos managers (empresários), tradutores, e PRs (profissional de relações públicas) falarem inglês e a comunicação ser perfeita na maioria dos casos, tem sempre alguma nuance que pode se perder nessa troca. Eu estou estudando coreano (ainda começando) e espero conseguir quebrar um pouco dessa barreira um dia. Mas, de fato, nós como escritores dependemos muito de um bom tradutor. Um profissional que seja sensível e capaz de transmitir os detalhes de ambos os lados. Certamente há ocasiões em que isso funciona melhor do que em outras, mas é um trabalho bem difícil e que admiro muito.

Print da capa da entrevista com o grupo TWICE. Crédito: Instagram pessoal da entrevistada.

Atualmente, quais os maiores problemas que você enxerga na cobertura internacional do K-pop? E, de forma mais específica, existem questões que você percebe especialmente na imprensa brasileira quanto a isso?

TA: Acho que a desinformação e o preconceito são os maiores problemas, em qualquer lugar do mundo. Muito sensacionalismo também. Todo mundo quer cobrir o K-pop porque traz cliques, mas quase ninguém quer tratar os fãs e os artistas com o respeito e a seriedade que eles merecem. Sem falar no tal “lado obscuro do K-pop”, como se qualquer outra indústria também não tivesse problemas iguais ou até piores. Uma questão que percebo mais na imprensa brasileira, porém, é o fato de o brasileiro não ter tanto entusiasmo pela leitura como tem por assistir vídeos. No Brasil, o conteúdo sobre K-pop é muito dominado pelo YouTube, Instagram Reels e TikTok. Uma entrevista escrita com um idol em um veículo brasileiro raramente recebe muita atenção, enquanto nos países de língua inglesa o interesse e a valorização são bem maiores.

Você acredita que o seu ponto de vista brasileiro, mediado também pela atual residência em Lisboa, traz uma perspectiva diferenciada para as suas peças textuais? Especialmente no caso da Hallyu, existem obstáculos e/ou privilégios de falar sobre esse assunto para um público ocidental a partir da perspectiva brasileira?

TA: Acredito que sim. Por ser brasileira, meu entendimento do mundo é muito diferente de uma pessoa americana, por exemplo. Há uma tendência em veículos de língua inglesa a analisar o mundo sob a ótica única e exclusiva deles, o que faz sentido, mas para todos nós que não nascemos lá (e principalmente quando somos de algum país de fora do eixo considerado como o “primeiro mundo”), esse ângulo é bem aparente. Acho que ser brasileira me faz ter mais facilidade para entender que o mundo é muito maior do que a minha cultura e os problemas dela. E morar em Lisboa me faz ter mais empatia com o sentimento de ser “estrangeira”. Embora eu não destoe fisicamente e fale a mesma língua, eu sou brasileira. Nunca serei portuguesa e nunca serei percebida totalmente como uma. Acho que essa posição me traz um pouco mais de compreensão pelas dificuldades que os artistas sul-coreanos passam quando vistos pelo resto do mundo.

Print da capa da entrevista com o grupo SuperM. Crédito: Instagram pessoal da entrevistada.

Você acabou se tornando uma ponte entre os fãs brasileiros e os artistas do K-pop. Como você lida e entende esse lugar de mediação entre o Brasil e a Coreia do Sul através das suas entrevistas com esses agentes da indústria da Hallyu?

TA: Me sinto honrada em ser considerada uma ponte, apesar de não me achar nada disso. Eu diria que sou bem anônima, na realidade. As vezes vejo brasileiros que leem meu trabalho, curtem, compartilham, mas nunca se dão conta de que eu sou brasileira também, é uma sensação engraçada. Porém, para os brasileiros que de fato me conhecem e apoiam meu trabalho, eu agradeço muito. É um privilégio enorme poder fazer o que amo e poder de alguma forma conectar o meu país com o K-pop. Poder dizer “uma brasileira fez isso” é reconfortante, ainda mais na situação em que estamos, onde o Brasil nos traz tanta decepção. Espero que o meu trabalho seja reconfortante e encorajador para os brasileiros.

Para finalizar, existem escritores, fontes e canais que você gostaria de recomendar aos leitores do MidiÁsia para que possam estender de forma mais responsável o entendimento sobre o K-pop?

TA: Pergunta difícil porque tem tanta gente incrível e eu não quero esquecer ninguém! Acho que um bom começo são os episódios do podcast K-papo com a Babi Dewet e a Érica Imenes no Spotify. Tem também o trabalho de Gus Balducci (Revistas Capricho e Elle), Gio Orlando (Portal R7), Louise Queiroga (Jornais Extra e O Globo), Fefo Caires (canal de Youtube), e muitos outros. Além do próprio site do MidiÁsia e pesquisadores nas redes sociais (inclusive você, Dani!). Em inglês, a CedarBough Saeji  no Twitter tem muito conhecimento sobre a Coreia do Sul como um todo, além de divulgar várias palestras, aulas e textos essenciais. Gosto muito da cobertura da Teen Vogue sobre K-pop e como eles exploram diversos aspectos do fandom sempre com muito cuidado. E para quem quiser mais, é só dar uma olhada no meu Twitter porque eu tento sempre divulgar trabalhos legais e pessoas que admiro.

Tássia e o grupo NCT 127 em 2019 Crédito: Instagram pessoal da entrevistada.

Mangá “One Piece” atinge a marca de 1000 capítulos publicados! Veja quais são os personagens favoritos do público

Crédito: TecMundo.

Via Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro

A famosa série de mangá sobre piratas, One Piece, atingiu a marca de 1000 capítulos publicados! Para comemorar esse marco, foi feita uma enquete de popularidade para descobrir quais os personagens favoritos do seu público de leitores. E o mundo respondeu. Foram mais de 12 milhões de votos para um elenco de mais de mil personagens. Você pode conferir o ranking global ou regional no site oficial World Top 100 (clique aqui).

Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) promove o 15º Bunka Matsuri – A Festa da Cultura Japonesa

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Via Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo)

Neste final de semana, nos dias 22 e 23 de maio, a partir das 17 horas, com transmissão pelo Youtube e Facebook, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) realiza o 15º Bunka Matsuri – A Festa da Cultura Japonesa. O tema principal deste ano será “A Harmonia que nos Conecta“, com muitas novidades preparadas pelos voluntários da comissão organizadora, como as Experiências Online, o Bunka Experience, a Live Kids e o Delivery. Serão 2 dias de Live sobre a cultura japonesa, para acompanhar no conforto da sua casa e curtir com toda a família, com os temas Mundo Pop, Gastronomia, Música e Dança.

A nossa expectativa para o Bunka Matsuri é bastante otimista, teremos um evento com muitas novidades e devido ao agravamento da pandemia, com algumas adaptações para atender este momento. Estamos trabalhando bastante, as engrenagens estão se encaixando, e será um evento lindo com experiências de contato com a cultura japonesa e atividades para toda família”, revela o coordenador geral do evento, Takayuki Kato.

Mundo Pop traz convidados especiais

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A live começará nos dois dias com as atrações do Mundo Pop. No sábado, 22/05, o destaque é a participação da Crunchyroll, uma companhia WarnerMedia e a marca mais popular de anime do mundo, que conecta fãs de anime e mangá em mais de 190 países e territórios.

Para falar sobre a atuação da empresa, convidamos Yuri Petnys, que trabalha no business development e marketing da companhia no Brasil e em Portugal. Logo em seguida, teremos a participação dos dubladores do anime Jujutsu Kaisen, sucesso da Crunchyroll, que participam do evento a convite do Bunka Matsuri.

Os atores Yuri Tupper (Yuuji Itadori), Amanda Brigido (Nobara Kugisaki), Erick Bougleux (Toge Inumaki) e o diretor de dublagem do anime, Leonardo Santhos (Mahito) falam sobre suas experiências na indústria e os desafios da carreira na dublagem. No encerramento, os tradutores Gustavo Hoffmann Moreira, Mari Brito e Fernando Sato Mucioli contam um pouco de seu aprendizado como profissionais de tradução japonês-português.

E no domingo, 23/05, o bloco será todo dedicado ao anime One Piece, um dos maiores sucessos de toda história da indústria, que acompanha as aventuras de Monkey D. Luffy e sua tripulação pela Grand Line, em busca do grande tesouro. O bloco terá presença do canal Mitsubukai, formado pelos atores e dubladores Glauco Marques (Roronoa Zoro), Adrian Tatini (Capitão Usopp) e Francisco Júnior (Crocodile).

Bloco Gastronomia terá doces e clima de izakaya

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No sábado, 22/05, o clima dos izakaya (barzinhos japoneses) será o destaque do bloco de Gastronomia, com participação de Lúcio Ouba, do Izakaya Matsu. Inaugurado em 2015, o Matsu homenageia o bairro onde está instalado (Pinheiros) e possui um longo balcão no piso térreo, com 16 lugares que dão uma visão privilegiada para a cozinha aberta, onde os pratos são preparados.

No interessante bate-papo com Lucas Yokota, do Além do Sushi, vamos aprender mais sobre os izakayas no Japão e no Brasil; quais são os petiscos servidos pela casa, como karaaguê, edamame, kimpirá gobô; além das bebidas, como cervejas e saquês importados do Japão. Uma viagem além do sabor, em busca de novos conhecimentos sobre a cultura japonesa!

Crédito: https://www.bunkyo.org.br/

E no domingo, dia 23/05, o destaque será a confeitaria contemporânea japonesa, com o chef Cesar Yukio, da Hanami Confeitaria. A influencer Dani Polis, do Trippolis, vai conversar com o chef sobre os segredos do yogashi (doces japoneses em estilo ocidental).

Formado em gastronomia e especializado em confeitaria, César Yukio estudou nas melhores universidades na França, Estados Unidos e Argentina. Já trabalhou ao lado de grandes nomes da gastronomia, como Helena Rizzo, Alex Atala e Erick Jacquin. É chef executivo da Hanami Confeitaria, chef instrutor da Callebaut no Brasil e professor de confeitaria, ministrando aulas por todo o Brasil, Estados Unidos e Japão.

Apresentação de danças e música em harmonia

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A arte e a cultura japonesa são essenciais no Bunka Matsuri. No sábado, teremos uma apresentação especial com a participação dos grupos Ishin Yosakoi Soran e Ryo Kochi Yosakoi, que vão apresentar as danças e responder perguntas do público.

O Ryo Kochi Yosakoi foi fundado em 2017, em São Paulo, para difundir a cultura da província de Kochi através do Yosakoi, estilo de dança originado na província, e foi nomeado embaixador do Yosakoi no Brasil em 2018, título concedido pelo governo da província. A dança utiliza o naruko – conhecido como castanhola japonesa, que antigamente era utilizado para espantar passarinhos das plantações. 

Em 1992, um grupo de jovens universitários conheceu o Yosakoi em Kochi, e eles ficaram tão impressionados que levaram a dança para sua província natal, em Hokkaido, onde misturaram os passos com a dança da província (Soran Bushi). Daí nasceu o Yosakoi Soran, cujo festival é atualmente o principal evento de verão de Hokkaido, reunindo mais de 40 mil dançarinos.

Em 2003, a dança chegou ao Brasil, e no mesmo ano foi formado o Ishin Yosakoi Soran, com integrantes de 18 a 60 anos. O grupo participou dos 10 primeiros Festivais de Yosakoi Soran do Brasil, ficando em primeiro lugar na categoria adulto em 2006 e até hoje continua divulgando a dança e a província de Hokkaido, sempre com muita alegria e energia.

As cordas em harmonia, no shamisen e sanshin

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E no domingo, para encerrar a programação do Bunka Matsuri 2021, teremos a participação dos músicos Vinicius Sadao (shamisen) e Rafael Kiyoiti Kamiya (sanshin), que vão falar sobre a história dos instrumentos, explicar cada parte dos instrumentos e responder as perguntas do público, além de se apresentarem com performances emocionantes!

Vinicius Sadao é formado em composição musical pela Unicamp e atua no shamisen desde 2008. Fundador do Projeto Sankyu, que leva o ensino, difusão e inovação dos instrumentos tradicionais japoneses. Durante sua participação, o músico vai explicar sobre o Shamisen, um instrumento de cordas tradicional japonês, que tem presença em diversas manifestações artísticas como teatro kabuki, teatro bunraku e na cultura popular com o minyo. É um instrumento dinâmico, que liga a tradição ao mundo moderno.

Sanshin é um instrumento musical da província de Okinawa, precursor do shamisen. Frequentemente comparado ao banjo, consiste de um corpo feito de couro de cobra e de um braço com três cordas. Rafael Kiyoiti Kamiya começou a tocar sanshin aos 12 anos. Em 2007 ganhou o concurso de Música Folclórica promovido pela Associação Ryukyu Minyo Kyokai filial do Brasil e leciona na Associação Okinawa de Vila Alpina.

BTS é indicado em 4 categorias no Billboard Music Awards 2021

BTS. Crédito: https://www.purebreak.com.br/

Via Koreapost

O BTS conquistou indicações em quatro categorias – o maior número para as superestrelas do K-pop – no próximo Billboard Music Awards 2021 marcado para este mês. Os sete integrantes foram nomeados nas categorias Melhor Duo / Grupo, Melhor Artista de Vendas de Músicas, Melhor Artista Social e Música Mais Vendida do ano no BBMAs, programado para ocorrer em 23 de maio (horário dos EUA), de acordo com a Billboard.

É o maior número de nomeações para o BTS desde que o grupo foi nomeado pela primeira vez a Melhor Artista Social em 2017. Este ano, o grupo recebeu sua primeira indicação para Canção Mais Vendida e Melhor Artista de Vendas de Músicas. Para a música mais vendida, o megahit do BTS “Dynamite” competirá com “I Hope” de Gabby Barrett com Charlie Puth, “WAP” de Cardi B com Megan Thee Stallion, “Savage” de Megan Thee Stallion e “Blinding Lights” de The Weeknd.

“Dynamite”, uma faixa animada de disco-pop lançada em agosto, é uma das canções mais históricas do grupo. Tornou-se a primeira música de um artista pop coreano a chegar ao topo da Billboard Hot 100 e reinou no primeiro lugar por três semanas. Ela também rendeu ao BTS sua primeira indicação ao Grammy. O BTS vai competir com Justin Bieber, Megan Thee Stallion, Morgan Wallen e The Weeknd na categoria Melhor Artista de Vendas de Músicas.

O BTS também está de olho em sua quinta vitória consecutiva na cateagoria Melhor Artista Social. O grupo foi indicado junto com outros artistas de K-pop BLACKPINK, Seventeen, bem como Ariana Grande e SB19 nesta categoria que é votada pelos fãs. O grupo, entretanto, ganhou sua terceira indicação consecutiva para Top Duo / Grupo, na qual competirá com AC / DC, AJR, Dan + Shay e Maroon 5. BTS venceu a categoria na premiação de 2019.

O BBMAs deste ano – baseado em paradas compiladas entre 21 de março de 2020 e 3 de abril deste ano – irá ao ar pela NBC no Microsoft Theatre em Los Angeles. A curiosidade é se BTS fará sua primeira apresentação do single “Butter” na premiação. O segundo single em inglês do grupo será lançado em 21 de maio.

Sayaka Murata é convidada especial da Japan House São Paulo em encontro on-line

A autora Sayaka Murata. Crédito: https://rascunho.com.br/

Via Revista Intertelas

A assessoria da Estação Liberdade anuncia que a Japan House São Paulo vai realizar um encontro on-line com Sayaka Murata, aclamada escritora japonesa considerada um dos principais nomes da literatura contemporânea. Realizado em colaboração com a Revista Quatro Cinco Um e a Editora Estação Liberdade, o evento acontece no dia 20 de maio, às 20h, no canal do YouTube da instituição nipônica. A mediação será de Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da JHSP, e de Paulo Werneck, editor da Quatro Cinco Um.

Com tradução simultânea japonês/português, o encontro traz um panorama da carreira de Murata, que já foi tema do terceiro episódio da primeira temporada do podcast da Japan House São Paulo. Ela também protagonizou dois encontros do Clube de Leitura da instituição em parceria com a Quatro Cinco Um: em torno do best-seller internacional “Querida konbini”, publicado em trinta idiomas e que já vendeu 1,4 milhão de exemplares no mundo; e outro sobre “Terráqueos”, seu segundo romance traduzido para o português, que acaba de ser lançado no Brasil pela Editora Estação Liberdade. Neste último, a autora questiona e confronta o conceito de normalidade da sociedade atual e deixa com uma simples pergunta: “até onde você iria para ser você mesmo?”.

Na ocasião, o público terá a oportunidade de fazer perguntas à escritora nos quinze minutos finais do bate-papo. A ação é parte da programação do Clube de Leitura da Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um, que conta com a curadoria de Natasha Barzaghi Geenen e Paulo Werneck. Com encontros on-line realizados toda última quinta-feira de cada mês, o Clube considera livros traduzidos diretamente do japonês para o português, buscando ampliar o acesso dos brasileiros a esse universo literário.

A discussão de caráter informal conta com a participação de um convidado especial e todos os participantes são convidados a trocar ideias e compartilhar leituras. “O Clube de Leitura tem sido um desses projetos de grande engajamento e muito envolvimento. Participantes assíduos, excelentes discussões e trocas com os convidados e muitas boas descobertas, além da adesão cada vez maior. A conversa com a autora virá enriquecer ainda mais esses laços“, declara Natasha.

Sayaka Murata nasceu em 1979 na cidade Inzai, na província de Chiba, próxima a Tóquio. Desde a sua infância já escrevia histórias com facilidade por ser fã de mangás e ficção científica. Seu romance “Querida konbini” (Estação Liberdade, 2018), que já vendeu mais de 1,4 milhão de exemplares em todo o mundo, rendeu-lhe o Prêmio Akutagawa em 2016, uma das mais prestigiadas honras literárias japonesas. Antes, havia recebido os Prêmios Gunzo e Noma, em 2003 e 2009, ambos voltados para novos escritores, e o Prêmio Yukio Mishima, em 2013. “Terráqueos”, o segundo romance da autora traduzido para o português, foi publicado recentemente pela Estação Liberdade.

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Grupos de Estudos em RI e Cultura Coreana do Núcleo Em Rede Juiz de Fora realizam encontro sobre ensino da história da Ásia no Brasil

No dia 12 de maio, às 18h, ocorre um encontro do Grupo de Estudos de Relações Internacionais em parceria com o Grupo de Estudos em Cultura Coreana, ambos do Núcleo Em Rede Juiz de Fora. Os participantes serão: o professor Mateus Nascimento, mestre em História pela UFF e pesquisador do Centro de Estudos Asiáticos (CEA) da UFF e do MidiÁsia da UFF, colunista da Revista Intertelas, que apresentará a palestra “Ensino de História da Ásia no Brasil”, e o professor Edelson Parnov, doutorando em História Social pela USP e também pesquisador do CEA – UFF e colunista da Revista Intertelas, apresentará a palestra “A invenção da Ásia”. A bibliografia para discussão já está disponível na internet (clique aqui para acessar), assim como o link de inscrição para o evento (clique aqui para preencher o formulário)!

Crédito: Emredejf.

PRINT/UFF convida para realização do evento “Índia/Brasil: Vidas Trans em (Re)existência”

Nesta quarta-feira, dia 12 de maio, às 19h30, ocorre o evento online “Índia/Brasil: Vidas Trans em (Re)existência”. Nesta ocasião, também acontece a estreia brasileira de “Ek Aasha”, filme indiano, legendado em português por Sara Wagner York, Regiane Ramos e Joel Windle. Na sequência, o público poderá acompanhar uma conversa com o diretor Mayur Katariya.

Crédito: http://letras.uff.br/

Em seguida, na sexta-feira, dia 14 de maio, às 20h30, todos estão convidados para participar de um bate-papo sobre cinema, culturas trans, pandemia e muito mais, com Anne Mota, estrela do filme “Alice Junior”, Disha Yadev, estrela de “Ek Aasha”, o realizador da obra Mayur Katariya, e Sara Wagner York, ativista e professora trans. O encontro tem o apoio do Grupo de Trabalho de Ações Afirmativas do PosLing-UFF, além de grupos de pesquisa da UFF, UERJ, UFOP e UEMS. O evento será transmitido pelo canal Trans Education Brazil no YouTube (clique aqui para acessar) com tradução para Libras, e sem necessidade de inscrição.

Estrelas do K-POP lançam campanha Kstars4climate para alertar sobre o perigo das mudanças climáticas

Via Koreapost

As estrelas populares do K-pop deram as mãos em uma campanha para enfatizar os perigos da mudança climática e pedir uma ação mais ousada no desafio que define a época, marcando o 41º Dia da Terra na quinta-feira (22/04). Cerca de 31 membros de sete grupos de K-pop incluindo Oh My Girl, BTOB, Day6 e The Boyz compartilharam seus pensamentos sobre as mudanças climáticas e encorajaram seus milhares de fãs ao redor do mundo a participarem da ação climática.

No primeiro vídeo, divulgado quinta-feira no site oficial da campanha, os ídolos definem as mudanças climáticas em uma frase e explicam o que isso significa para eles em suas próprias palavras. Mais três vídeos serão lançados até o final de junho. “É uma grande honra para mim fazer parte, na verdade,” Seo Eun Kwang do BTOB disse, descrevendo as mudanças climáticas como “lição de casa para todos nós” que não pode ser adiada. “Estou muito interessado nas questões ambientais. Espero que enfrentemos as mudanças climáticas juntos. ”

Hyojung, do grupo feminino Oh My Girl, disse que a mudança climática é “uma questão a se pensar para ser feliz”. “Acredito que nossas pequenas ações pelo meio ambiente podem levar a uma mudança significativa. Espero que mais e mais pessoas se importem com a mudança climática, que precisa de esforços globais para ser combatida ”.

Astros do K-pop posam para uma foto com camisetas explicando o que a mudança climática significa para eles. /Climate Media Hub. Crédito: KoreaHerald

Patrocinada pela Embaixada Britânica na Coreia e pelo Climate Media Hub, a campanha – chamada Kstars4climate – é a primeira desse tipo entre os grupos K-pop, que visam aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas. Espera-se que a campanha das estrelas do K-pop inspire milhões de pessoas a agir sobre a mudança climática devido à imensa popularidade do K-pop. Existem cerca de 1.835 fãs-clubes de K-pop em 98 países, abrangendo cerca de 100 milhões de integrantes em 2020.

Eles são os últimos selecionados a uma lista de sensações do K-pop que levantaram sua voz pela ação climática. Outros incluem Blackpink, defensoras oficiais da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26), e Red Velvet, embaixadoras do International Day of Clean Air for Blue Skies (Dia Internacional do Ar Limpo por Céus Azuis) da ONU. Atendendo aos apelos de suas estrelas favoritas, fãs de K-pop de todo o mundo criaram sua própria plataforma –Kpop4Planet – para apoiar o movimento global por justiça climática.

O ímpeto para a ação climática parece estar crescendo em todo o mundo, com a pandemia de coronavírus em curso, desencadeando uma busca profunda nas relações humanas com a natureza e outras espécies. Este ano também é marcado por eventos significativos para lidar com a emergência climática – desde a cúpula do P4G em Seul até a COP26 da ONU em Glasgow.

É ótimo ver vozes coreanas mais influentes como essas falando pela ação climática”, disse Simon Smith, o embaixador britânico em Seul. “A crise climática é o maior desafio que enfrentamos, mas está ao nosso alcance enfrentá-lo. Todos nós precisamos agir agora para proteger nosso planeta para as gerações futuras”. Vídeos e fotos da campanha Kstars4Climate estão disponíveis no site oficial da campanha, kstars4climate.com, e também em seu canal no YouTube e plataformas de mídia social com a hashtag #Kstars4climate e a hashtag Hangul correspondente.