Netflix revela elenco de remake coreano de “A Casa de Papel”

Via Koreapost

A Netflix finalmente revelou o elenco escalado para a versão coreana da popular série espanhola La Casa de Papel! Internacionalmente conhecida como Money Heist e no Brasil como “A Casa de Papel” , esta é uma série televisiva produzida pela Espanha que foi ao ar em 2017. Sua história foca em um homem misterioso conhecido como “O Professor”, que reune um grupo de criminosos talentosos cujos pseudônimos são nomes de cidades famosas, para cometerem o maior roubo da história.

Crédito: Netflix.

A estrela de “When My Love Blooms”(2002) Yoo Ji-Tae estará liderando o elenco, bem como o grupo no drama como “O Professor”, alguém misterioso que serve como mentor, possuindo uma inteligência genial. O personagem é conhecido como Sergio Marquina no drama original.

Como cérebro e alma da operação, ele está sempre calmo e controlado e todos os outros integrantes dependem dele em situações críticas. Estrelando em oposição a ele esta Kim Yun-Jin (de Miss Ma, Nemesis) como Seon Woo-Jin, líder da equipe de negociação de crises da Agência Nacional de Polícia. Seu personagem é conhecido como a Inspetora Raquel Murillo.

Crédito: Netflix Korea.

Enquanto isso Park Hae-So (de Prison Playbook) está escalado para representar o ambicioso irmão do Professor, Berlin. Segundo em comando dentro do grupo e quem toma as decisões quando O Professor está indisponível, Berlin não se envolve com ninguém do grupo e o sucesso da operação é a única coisa que importa. Já a novata em ascenção Jeon Jong-Seo (de The Call) irá interpretar Tokyo, uma ladra ousada que se especializa em diversas formas de luta diferentes, incluindo tiro e combates a curta distância, além de ser a narradora da trama.

Lee Won-Jong (de L.U.C.A: The Beginning) irá atuar como Moscou, um ex-convicto especializado em escavações. Denver, filho de Moscou no drama original, irá ser interpretado pela estrela de Flower of Evil (2020) Kim Ji-Hoon. Park Jung-Woo (de Team Bulldog: Off-duty Investigation) irá representar Rio, perito em tecnologia e hacker do grupo.

Jang Yoon-Ju (de Three Sisters) será Nairobi, especialista em falsificações. Na versão espanhola, Nairobi é a responsável pela impressão das cédulas e derretimento do ouro. Kim Ji-Hoon (de The Good Detective) e Lee Gyu-Ho (de Dr. Romantic 2) serão Helsinki e Oslo, que, na série original, são veteranos da guerra Sérvia.

Crédito: Netflix Korea.

Park Myung-Hoon (de Crash Landing on You) será Cho Young-Min, diretor da Casa da Moeda e um dos reféns. Na versão original ele é Arturo Roman, que possuiu um caso secreto com a secretaria Monica Gaztambide. Na adaptação Monica será a contatora Yun Mi-Seon, interpretada por Lee Joo-Bin (de She Would Never Know). Por fim temos Kim Sung-Oh (de L.U.C.A: The Beginning) interpretando o Capitão Cha Moo-Hyuk, um ex-agente especial enviado para se passar como um dos reféns. A adaptação irá conter 12 episódios e será lançada exclusivamente na Netflix.

Crédito: Netflix Korea.


UERJ e Consulado Geral do Japão no Rio realizam evento online sobre bolsa de estudos

O Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) realizam evento online sobre os programas de bolsas de estudos oferecidos pelo governo japonês (MEXT) através do Consulado e da UERJ, com as universidades japonesas conveniadas. A inciativa ocorre no dia 27 de abril de 2021, terça-feira, às 15h30, horário de Brasília. Para realizar a sua inscrição acesse o formulário disponível até dia 25 de abril. Você receberá o link do evento no dia anterior, por e-mail. Caso queira receber certificado de participação, solicite-o ao preencher a inscrição no seguinte link: https://forms.gle/fQ61gALt2fkTrpWi7

Crédito: Consulado Geral do Japão no Rio.

CEA-UFF e IEÁSIA – UFPE prorrogam novamente inscrições para o curso de Atualização em Estudos Asiáticos – Módulo I

Via Revista Intertelas

Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF) informa que as inscrições para o “Curso de Atualização em Estudos Asiáticos – Módulo I” foram prorrogadas novamente até 21 de abril, quarta-feira,  e podem ser feitas pelo formulário disponibilizado online (clique aqui para acessar). Lembrando que a iniciativa é gratuita e online, não tendo qualquer restrição ao público participante. A aula inaugural ocorreu na semana passada, 15 de abril, mas ainda dá tempo de participar! Entre 15/04 e 01/07, o CEA-UFF e o Instituto de Estudos da Ásia da Universidade Federal de Pernambuco (IEÁSIA – UFPE) promoverão o curso online de atualização em “Estudos Asiáticos”, com carga horária de 36h, distribuídas ao longo de 12 aulas.

Em razão do alto número de interessados, o curso vai ser transmitido pelo YouTube da UFPE . As aulas necessitam de aprovação dos professores para serem disponibilizadas, posteriormente. Por isso, não há garantia que irão permanecer no canal. Para os que desejam a emissão de certificado é necessário frequentar, no mínimo, 70% do curso (8 aulas). A verificação da presença ocorrerá em cada aula, com formulário de chamada que será disponibilizado pela equipe organizadora na sessão de comentários. Verifique atentamente a programação abaixo e garanta sua vaga!

Crédito: CEA-UFF.
Crédito: CEA-UFF.
Crédito: CEA-UFF.

Seul incluirá proteção às pessoas LGBT, deficientes e multiculturais no plano de direitos estudantis

Via Koreapost

Apesar da forte oposição de alguns grupos conservadores, o Escritório Metropolitano de Educação de Seul, pela primeira vez na história, estipulou a proteção aos direitos das minorias sexuais no plano de direitos dos estudantes. De acordo com o Regulamento de Direitos Humanos do Estudante Metropolitano de Seul, o plano deverá ser estabelecido e implementado em até três anos.

Sob a visão de garantir os direitos humanos na vida cotidiana nas escolas em Seul, a implementação consistirá em 5 objetivos, 10 orientações e 20 tarefas/obrigações. Ainda, o escritório de educação de Seul protegerá os alunos de minorias, incluindo minorias sexuais, enquanto fortalece a educação sobre direitos humanos. Também será criado, em 11 agências de suporte à educação, um grupo de apoio para alunos com deficiência, com o objetivo de ajudar as instalações estabelecidas para garantir o direito à aprendizagem de alunos deficientes.

Para proteger os alunos de famílias multiculturais, o escritório administrará um centro de apoio à educação multicultural. Será fornecido uma variedade de medidas de apoio, incluindo educação personalizada da língua coreana, consultoria sobre plano de carreira e serviços de consultoria psicológica/emocional.

Crédito: http://yonah.org/

Com relação à proteção de estudantes de minorias sexuais, o escritório apoiará consultas sobre casos de violação de direitos humanos, incluindo discriminação e ódio, enquanto fortalece o monitoramento da igualdade sexual em materiais educacionais. Ainda, para aumentar a conscientização sobre minorias, serão realizados cursos em educação em direitos humanos para alunos e professores, ao mesmo tempo que serão elaborados e distribuídos, guias preventivos contra o preconceito.

Recentemente, alguns grupos cristãos conservadores opuseram-se fortemente ao esboço do plano que inclui a proteção de minorias sexuais e educação para a igualdade sexual. Mesmo assim, o escritório confirmou o plano sem omitir tal conteúdo. Consequentemente, a oposição de tais grupos e as disputas subsequentes provavelmente continuarão a existir.

Minorias sexuais e ativistas falam em uma entrevista coletiva em frente ao prédio da comissão nacional de direitos humanos em seul em 13 de novembro de 2019. Crédito: yonhap

O escritório também tomou medidas para proteger os direitos humanos dos estudantes atletas – será conduzido consultas com os indivíduos regularmente e a punição para incidentes envolvendo violência ou abuso serão endurecidas. Com os direitos de aprendizagem e os tempos de descanso, os alunos atletas terão a garantia de aprimorar suas habilidades acadêmicas básicas.

Além disso, com a idade de voto reduzida para 18 anos, os alunos do último ano do ensino médio agora podem votar. Neste contexto, a educação sobre as eleições também será reforçada e será dado apoio para encorajar os alunos a discutir e debater questões sociais.

Por que tantos dramas coreanos são baseados em romances chineses?

Via Revista Intertelas/The Korean Times

Dong Sun Hwa
Articulista do Korean Times

Tradução do inglês para o português: Alessandra Scangarelli Brites – Intertelas

Shin Hye Sun, à esquerda, e Kim Jung Hyun, os atores principais do drama da tvN, “Mr. Queen”. Crédito: tvN/Korea Times.

Quando foi revelado que o drama da tvN“The Golden Hairpin”, e “Until the Morning Comes” da JTBC estavam em preparação para o final deste ano, várias pessoas na Coreia ergueram suas sobrancelhas em vez de recebê-los com grande expectativa. A razão era simples – os antecedentes chineses das produções irritavam as pessoas.

Os dois próximos programas de TV são interpretações coreanas de romances chineses populares, que devem ter elencos repletos de estrelas. Embora os remakes não sejam novidade para as produtoras de drama, um número crescente de espectadores aqui, hoje em dia, está expressando seu descontentamento com as obras originárias da China, em grande parte devido ao conflito cultural em curso entre Seul e Pequim sobre as “origens” dos ativos tradicionais coreanos, incluindo kimchi e hanbok.

O ultraje anti-China que se seguiu espalhou-se para a cena do entretenimento local. Recentemente, o drama de fantasia histórica de grande orçamento da SBS“Joseon Exorcist”, foi encerrado após a exibição de apenas dois episódios, já que os espectadores o boicotaram por “distorcer a história e desnecessariamente apresentar acessórios chineses”. Algumas semanas atrás, “Vincenzo” e “True Beauty” da tvN também foram envolvidos em controvérsias sobre “colocação excessiva de produtos chineses”.

No entanto, há uma razão por trás da inclinação dos produtores coreanos para o conteúdo chinês, de acordo com especialistas. Na verdade, recentemente houve muitas novelas baseadas em romances ou dramas chineses, incluindo “Mr. Queen” da tvN e “A Love So Beautiful” da Kakao TV. “A China tem um enorme mercado de romances online; mais de dois milhões de romances são criados em um ano e o número de leitores ultrapassou 300 milhões em 2016. Dado esse enorme mercado, muitas vezes acredita-se que uma obra chinesa de sucesso tenha qualidade garantida em termos de narrativa“, disse Choi Min Sung, professor de Conteúdo Cultural Coreano-Chinês da Universidade Hanshin, ao The Korea Times. “Assim, as produtoras de teatro coreanas pensam que refazer essas obras pode reduzir os riscos da produção em certos graus e ajudá-las a obter mais críticas positivas do público”.

Mas o crítico de dramas Yun Suk Jin, também professor de Língua e Literatura Coreana na Universidade Nacional de Chungnam, acredita que é o dinheiro chinês – e não a qualidade das histórias chinesas – que atrai os produtores. “No geral, a qualidade do conteúdo chinês ainda não é tão alta quanto a do conteúdo coreano“, disse Yoon. “Portanto, parece que a tendência atual é mais atribuível aos investimentos chineses, que se infiltraram no mercado de dramas coreano já há um bom tempo. Em comparação com o passado, os investidores chineses hoje parecem exigir mais dos produtores coreanos, colocando-os sob o controle do dinheiro chinês“.

Observando que o tamanho do mercado chinês é o maior da Ásia, o professor também explicou por que os produtores de dramas coreanos não podem fechar os olhos aos telespectadores chineses. “Para atingir melhor o mercado chinês, os produtores coreanos procuram por obras populares chinesas que possam ser usadas como fontes originais“, disse ele. “Usar essas fontes torna mais fácil para eles atrair espectadores no país vizinho e promover suas criações lá“.

Em relação às recentes disputas relacionadas à China no cenário dos dramas, os especialistas apontaram que os criadores e produtores devem ser mais sensíveis e evitar ações míopes. “Se os produtores de séries de TV forem movidos apenas por seus lucros, eles enfrentarão mais conflitos e controvérsias“, disse Yoon. “Eles têm que lembrar que os dramas coreanos têm uma identidade com os produtos coreanos“. Choi ecoou esse sentimento, dizendo que os criadores deveriam estar mais cientes da singularidade da cultura coreana e então tentar adicionar os valores universais do Leste Asiático às suas criações.

Mas, mais trabalho precisa ser feito para aprimorar e trazer um futuro melhor para as novelas coreanas, dizem os especialistas. “Os produtores de drama coreanos hoje em dia não parecem imersos em pesquisa e desenvolvimento – eles não estão muito interessados ​​em caçar talentos nem em desenvolver novos roteiros. A maioria deles está ocupada procurando produtos acabados que possam ser usados ​​imediatamente para produção“, Yoon disse.

Prevendo a noção de que mais séries de TV coreanas baseadas em novelas ou dramas chineses estarão disponíveis no futuro, Choi ressaltou: “Devemos continuar levando o mercado chinês em consideração para nosso próprio crescimento“. Ele também abordou a polêmica sobre a Terminal High Altitude Area Defense (THAAD). Desde 2016, a China impôs restrições “não oficiais” ao hallyu, a onda global da cultura coreana.

Esses regulamentos são considerados parte da retaliação de Pequim contra Seul, provocada por uma disputa sobre a implantação do THAAD, um sistema de defesa antimísseis dos EUA, em solo coreano. A China opõe-se à sua implantação “para sua segurança nacional”, mas a Coreia ainda instalou o sistema em Seongju, província de Gyeongsang do Norte, em 2017. Como resultado, séries de TV, filmes e shows coreanos foram praticamente proibidos no país vizinho. “Embora a questão do THAAD tenha prejudicado o relacionamento entre Seul e Pequim por vários anos, a China será novamente um parceiro comercial crucial no campo da cultura assim que a situação melhorar no futuro“, disse Choi.

Seletiva Brasileira do Kpop World Festival 2021 recebe inscrições!

Via Koreaonbrazil

O Comitê KOREA ON em parceria com a Embaixada da República da Coreia torna público o Edital da Seletiva Brasileira do Kpop World Festival 2021. A edição deste ano renova a realização online do concurso, em respeito ao distanciamento social e reforça os cuidados para o combate do Covid-19.

A novidade é que covers solos e em dupla poderão inscrever-se e participar deste que é o maior concurso cover de Kpop do mundo, organizado pelo Ministério das Relações Exteriores da Coreia e pela emissora KBS. Os interessados devem ler atentamente o edital que prevê a dinâmica do concurso e as regras de participação, para então realizarem a inscrição, que este ano será feita através do preenchimento do seguinte formulário online.

Crédito: https://koreaonbrazil.com/

A final da Seletiva Brasileira do Kpop World Festival 2021 acontece dia 11 de julho como parte da programação do Festival da República da Coreia, e poderá ser acompanhada no conforto de casa com exibição em live. O Comitê KOREA ON se coloca à disposição para auxiliar os interessados no concurso com informações e retirada de dúvidas que porventura não tenha sido contempladas por intermédio do edital, exclusivamente através do e-mail contato.kon@gmail.com intitulado com o assunto [DÚVIDA KWF 2021]. Confira o Edital da Seletiva Brasileira do KWF 2021 AQUI!

Concurso Internacional de Resenhas de Literatura Coreana recebe inscrições até dia 14 de maio

Via Embaixada da República da Coreia

A Associação Nacional de Escritores-ANE, em parceria com a Embaixada da República da Coreia no Brasil, lança o “Concurso Internacional de Resenhas de Literatura Coreana”, com a obra “Por favor, cuide da mamãe”, de Kyung-sook Shin. O concurso faz parte da programação oficial do Festival República da Coreia 2021 e tem inscrições até o dia 14 de maio. Leiam essa história e submetam seu trabalho. Os trabalhos devem ser em língua portuguesa e estrangeiros, sobretudo de países lusófonos, são incentivados a participar. O edital com todas as informações está disponível no site da ANE: https://anenet.com.br/concurso-internacional-de-resenhas…/

Crédito: Embaixada da República da Coreia.

Programação da Semana Espacial Brasil-Japão segue com atividades até 11 de abril

Via Revista Intertelas

Em comemoração ao Dia Mundial da Astronomia, celebrado em 08 de abril, a Japan House São Paulo, o Consulado Geral do Japão em São Paulo e a Embaixada do Japão no Brasil, realizam até dia 11 de abril de 2021, a Semana Espacial Brasil-Japão. Com o objetivo de informar e despertar o interesse pela astronomia, o evento, totalmente online, apresenta uma série de atividades sobre o assunto, como workshops, palestras, lives e vídeos. Os conteúdos evidenciam as atuações da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), a cultura dos animes e mangás com o espaço, o futuro da exploração espacial, observação de atividades dos cosmos, entre outros.

Crédito: Japan House São paulo.

Destacando a colaboração de empresas japonesas para o desenvolvimento do segmento, no dia 09 de abril, às 19h, no YouTube, acontece o ‘Universo Conectado: Espaço, Ciência e Tecnologia’, um debate entre o astrônomo Fernando Roig e Fernanda Mendes, consultora da NEC, multinacional japonesa de tecnologia, que contribuiu diretamente para o desenvolvimento projeto Hayabusa2. Com mediação de Eric Klug, presidente da JHSP, o evento destaca a Hayabusa2, sonda espacial da JAXA, a importância da exploração espacial e da tecnologia necessária a projetos deste porte, além do impacto em nosso cotidiano. No mesmo dia, será publicado um vídeo da Mitsubishi Electric sobre as contribuições da empresa no âmbito da exploração espacial. Para conferir o restante da programação, acesse o site da Japan House de São Paulo.

A música pop tailandesa e vietnamita estão surgindo na Ásia – esses são os artistas a serem observados

Via Revista Intertelas

Por: Rebecca Souw
Colaboradora da South China Morning Post

Tradução inglês para português: Alessandra Scangarelli Brites, editora da Intertelas

A música pop tailandesa e vietnamita – T-POP e V-POP – que antes eram mantidas nos limites territoriais de seus respectivos países, hoje, estão tendo sucesso na Ásia e em outros lugares. A música e o entretenimento são fundamentais para a cultura tailandesa e, no T-POP, as realizações de artistas como Tata YoungBird ThongchaiDa Endorphine e Palmy abriram caminho para artistas mais jovens. Os músicos tailandeses têm estilos vocais, musicais e um senso de moda distintos. Tal autenticidade fez com que muitos fossem descobertos fora da Tailândia.

Phum Viphurit cresceu na Nova Zelândia e mudou-se para Bangkok aos 18 anos. Phum, que escreve canções em inglês, alcançou fama internacional como cantor e compositor indie pop tailandês com seu single de 2018, “Lover Boy”. Desde então, ele teve várias colaborações, notadamente com o grupo de hip-hop chinês “Higher Brothers” da gravadora 88rising e a banda de indie rock coreana “Se So Neon” na música “So! YoON!”.

A artista tailandesa-alemã Jannine Weigel, que tem mais de 3,7 milhões de seguidores no YouTube e cerca de 750.000 no TikTok, é um influenciadora com uma personalidade alegre. Ela foi a primeira artista a assinar com a RedRecords, uma joint venture entre a Universal Music Group e a companhia aérea de baixo custo AirAsia, com base na Malásia.

Kenny Ong, diretor da Astro Radio and Rocketfuel Entertainment da Malásia e ex-diretor administrativo do Universal Music Group na Malásia, estava por trás da fundação da RedRecords e da assinatura de Weigel. “Ela já era conhecida por sua música especialmente no Vietnã”, diz ele. “Sua popularidade crescente na Indonésia e na Malásia tornou nossa escolha clara, pois estávamos procurando por uma artista que é bem recebida nos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean)”.

Weigel grava em tailandês e inglês, e recentemente lançou “Passcode” – uma faixa produzida pelo produtor musical indicado ao Grammy Tommy Brown, que trabalhou com artistas como Ariana GrandeTravis Scott e The Weeknd. Ela também atuou em séries de televisão e filmes tailandeses. Com sua educação no exterior, Weigel e Phum trazem uma perspectiva mais ampla e diferentes estilos musicais para o pop tailandês. Ong diz: “Há uma melhor chance de expandir para além da Tailândia se eles cantarem em inglês, incorporarem sons mais globais ou fazerem experiências com o gênero hip hop”.

Outra estrela em ascensão na Tailândia é a rapper Milli. Descoberta há dois anos no programa de talentos The Rapper 2, ela alcançou a fama com a provocativa faixa “Phak Khon”. Ela cita o rapper Nicki Minaj como uma influência, e as semelhanças entre os dois ficaram evidentes na performance extravagante de Milli no Double Happiness Winter Wonder Festival da 88rising. Além de seus solos, Milli frequentemente colabora com artistas locais de hip hop tailandês, como MaiyarapLazyLoxyBen Bizzy e Autta.

Tuan Tang, um observador da indústria da música pop asiática desde o início dos anos 2000, também foi produtor executivo dos programas Project SuperstarThe X-Factor e The Voice no Vietnã. Ele diz: “A Tailândia tem processos melhores para artistas e distribuição de música com a [empresa de entretenimento] GMM Grammy e empresas semelhantes. Então é provável que eles obtenham reconhecimento internacional muito mais rápido do que o Vietnã”.
O pop vietnamita deve seu lugar no mapa ao “Príncipe do V-pop”Son Tung M-TP. Ele foi o primeiro artista vietnamita na parada LyricFind Global da Billboard, e sua faixa de reggaeton “Hay Trao Cho Anh”, uma colaboração com o rapper americano Snoop Dogg, foi vista mais de 222 milhões de vezes no YouTube desde seu lançamento em julho de 2019.

Outro popster vietnamita digno de nota é Erik, um ex-membro da boy band de V-pop Monstar que se tornou cantor solo, hipnotizou os fãs com sua aparência infantil, talento vocal e movimentos de dança. Ele colaborou com o grupo feminino de K-pop Momoland na balada “Love is Only You”. Enquanto isso, Min, anunciada pelo maior jornal online do Vietnã, Zing News, como uma versão vietnamita da cantora K-pop BoA, é conhecida por cantar e dançar. Tuan diz: “Son TungErik e Min podem parecer infundir K-POP em suas músicas porque eles cresceram com esses artistas. Eles são jovens e tendem a experimentar novos estilos, adaptando-se rapidamente ao público vietnamita”.

No entanto, baladas de amor tradicionais inspiradas na música folk são as favoritas no Vietnã, especialmente nas áreas rurais, diz ele. O V-POP incorpora sons vernaculares e poucos artistas gravam em inglês, tornando o gênero autenticamente vietnamita. Os videoclipes são filmados com cores fortes e retêm elementos vietnamitas, desde fantasias a adereços e valores tradicionais. Um exemplo de grupo vietnamita com um som distinto é a banda de pop rock indie Chillies, que estreou em 2018 e assinou contrato com a Warner Music Vietnam.

O V-pop continuará crescendo além do Vietnã? “Os artistas têm o que é preciso, mas como a música está tão interligada com a TV local, esse processo exigiria uma interrupção consistente [para] viajar além de nossas fronteiras”, diz Tuan. Ong diz que os artistas do sudeste asiático podem encontrar novos públicos almejando nichos de mercado, mas, por enquanto, os artistas do mercado de massa encontrarão principalmente fãs e fama em casa.

Quando Bollywood inspira-se em Dostoiévski

Via Beco da Índia

O sangrento e doloroso processo de divisão da Índia após a sua independência, que resultou na criação do Paquistão e saparou famílias, amigos e amantes, é uma fonte inesgotável de roteiros cinematográficos indianos. Em Chhalia (Malandro), de 1960, um filme clássico de Bollywood encenado e produzido pelo astro Raj Kapoor (1924- 1988),  e dirigido por Manmohan Desai (1937- 1994), o drama indiano é inspirado em uma novela russa de 1848: Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski.

Os filmes de Manmohan Desai são no estilo masala (ou seja, que mistura vários gêneros, como são em geral os filmes de Bollywood), e focam em histórias de famílias que se separam e se reúnem. Durante os anos 50 e 60, a Índia e a então União Soviética tinham uma relação muito estreita, inclusive culturalmente. Os filmes indianos, especialmente os de Raj Kapoor, faziam muito sucesso entre os soviéticos.

Na novela russa, o cenário é a majestosa e fantasmagórica São Petersburgo, na beira do Rio Nievá, durante o verão das noites brancas, quando o sol praticamente não se põe. O sonho do amor de um homem por uma moça  dura apenas quatro dias. Não foi apenas o cinema indiano que bebeu na fonte de Noites Brancas: Luchino Visconti também filmou a novela de Dostoiévsky com seu olhar neorealista, três anos antes de Chhalia.

O filme Chhalia (1960), com Raj Kapoor no papel principal, é inspirado em Noites Bracas de Fiódor Dostoiévski. Crédito: Beco da Índia.

Na trama indiana, o sonho também acaba em frustração, mas o cenário é bem mais conturbado do que as calmas águas dos afluentes do Nievá na cidade construída por Pedro, o Grande. As primeiras cenas do filme indiano são em Lahore, cidade que foi um importante polo cultural da Índia pré-partição, hoje situada no Paquistão.

Kewal e Shanti, recém-casados, tem a sua noite de núpcias interrompida devido ao caos que tomou conta da cidade, com os sangrentos conflitos religiosos entre muçulmanos e hindus e tamém sikhs. Era véspera da Partição, quando milhões de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas.

Hindus e sikhs que moraram no futuro Paquistão se dirigiam para a Índia de trem, a cavalo, em carros de boi, ou mesmo a pé. E muçulmanos da Índia fugiam para o Paquistão com o que conseguiam levar nas malas. Foi a maior migração forçada da história: 10 milhões de deslocados. E pior ainda, entre 1 a 2 milhões de mortos. Foi um momento da história em que “o sangue é mais barato do que água”, como lamenta a personagem Shanti no filme.

A atriz Nutam Samarth, que faz o papel de Shanti em Chhalia. Crédito: divulgação.

Na fuga para a Índia, Shanti é deixada para trás por Kewal. Cinco anos depois, ela consegue ir para Delhi, a capital indiana, e  procura o marido, com um filho no colo. Mas Kewal e sua família a rejeitam porque o filho tem o nome muçulmano e isso os fizeram desconfiar de que o menino não era filho do hindu. Mas a verdade é que  Anwar, o bondoso homem muçulmano  que ajudou Shanti, o fez porque ele próprio tinha o seu trauma da Partição: ao salvar a hindu Shanti, ele pensava na sua irmã muçulmana que ele havia perdido no processo de divisão da Índia.

Assim, o menino é de fato filho de Kewal e Shanti não havia se envolvido com o muçulmano. Aí surge pela primeira vez no filme uma analogia ao épico Ramaiana, no qual Sita, mulher do príncipe Rama, também é rejeitada por ele após ter sido raptada pelo demônio Ravana. Voltaremos ao Ramaiana no final.

Chhalia é o personagem de Raj Kapoor, um malandro bonitão, pobre e boa praça que canta (sim, é um filme musical): “Eu saúdo a todos, muçulmanos, hindus, sikhs e cristãos. Eu sou o príncipe dos pobres, não ligo para castas ou para religião. Nem sei à qual casta ou religião pertenço”. A mensagem da Índia secularista e socialista do então primeiro-ministro Jawaharlal Nehru está sempre presente nos filmes de Kapoor.

Quando Chhalia vê Shanti chorando na rua, observa que ela deixou cair no chão uma carta. Ele a lê: era uma carta de despedida da vida. Chhalia a convida para o seu barraco de madeira. E o inevitável acontece: Chhalia se apaixona por Shanti. “Eu escorreguei no amor sem ter bebido”, canta ele na chuva.

Crédito: divulgação.

A atriz principal que faz o papel de Shanti é um ícone na Índia: Nutam Samarth (1936- 1991), filha de um diretor e de uma atriz, ela é tia da estrela bollywoodiana Kajol, que brilhou principalmente nos anos 90 ao lado do mega astro Shah Rukh Khan. Tudo em família como costuma ser na Índia. Nutam Samarth começou a atuar com apenas 14 anos de idade e acabou transformando-se em uma referência para outras atrizes que se seguirem após ela.

Como nos filmes dirigidos por Desai, as famílias acabam se reunindo e Chhalia é responsável por esse final glorioso: ele mesmo amarra o reencontro de Shanti e Kewan durante o grande festival do Dussera. Quando o demônio Ravana, de dez cabeças (do épico Ramaiana)  é queimado neste festival de rua, como manda a tradição,  Kewan percebe que suas dúvidas sobre Shanti foram dissipadas, uma referência ao destino de Sita, que teve que se submeter ao teste do fogo para provar a sua pureza.

Raj Kapoor , em Chhalia. Crédito: divulgação.

No filme, Shanti é recebida de volta.  A Índia dos anos 60 fez uma releitura do épico milenar. No Ramaiana, Sita não é aceita de volta ao coração de sua família nem mesmo após ter saído ilesa da prova de fogo. Se fosse refilmado na Bollywood do século 21, com várias personagens femininas cada vez mais fortes e independentes, a história de Chhalia e Shanti provavelmente seria outra e a mulher provavelmente não correria atrás do marido o filme inteiro.