Grupo de Estudos AMSEC realiza webinário sobre “Rock, Ficção Científica e Ensino de Ciências”

Via Revista Intertelas

Nesta quinta-feira, dia 1 de abril, às 19h, será realizado o Primeiro Webinário Papo AMSEC – Rock, Sci-Fi e Ensino, evento que integra o 11º Simpósio Ciência, Arte Cidadania. Com o objetivo de explorar as possibilidades oferecidas pela cultura pop ao ensino de ciências, o Grupo de Estudos Anime, Mangá e Ficção Científica no Ensino de Ciências (AMSEC) do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz passa a promover encontros com acadêmicos, estudantes, profissionais, entusiastas e demais produtores de conteúdo que transitem na interface da cultura pop com o ensino e a divulgação das ciências, na forma de webnários mensais.

Crédito: Grupo de Estudos Anime, Mangá e Ficção Científica no Ensino de Ciências (AMSEC).

A cada mês um ou mais convidados participarão de uma conversa informal sobre um tema específico na interseção da cultura pop com o ensino de ciências. Haverá emissão de certificado para os participantes do evento. Para o mês de abril, o tema escolhido foi “Rock, Ficção Científica e ensino de ciências”. O convidado será o professor e doutor Emerson Ferreira Gomes (IFSP/USP) e a moderação será do professor e doutor Octávio Aragão (ECO/UFRJ). Os participantes que fizerem o cadastro no site Campus Virtual Fiocruz (clique aqui para fazer a sua inscrição) terão emissão de certificado. A transmissão do webnário será feita através do Canal Animê, Mangá e Sci-Fi no Ensino de Ciências – AMSEC no YouTube.

Minuto Otaku realiza debate sobre “Pokémon do game à ciência”, nesta quinta-feira

A plataforma Minuto Otaku promove, nesta quinta-feira, 1 de abril, das 20h às 22h, a live “Pokémon do game à ciência”, através do Canal Minuto Otaku no YouTube. Organizada pelo Jornal 140 e apresentada pelo jornalista Jorge Massarollo, o programa objetiva realizar entrevistas mensais e bate-papos sobre o melhor da cultura japonesa, animes, mangás e claro, o multiverso Otaku. Nesta edição, Massarollo recebe os pesquisadores André Almo e Vladimir Pedro para debater como o jogo Pokémon levou a uma nova compreensão sobre o cérebro humano.

Crédito: Minuto Otaku.

CEA-UFF e IEÁSIA-UFPE oferecem “Curso de Atualização em Estudos Asiáticos – Módulo I”

Via Revista Intertelas / CEA-UFF

Entre 15 de abril e 01 de julho, sempre às quintas-feiras, o Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF) e o Instituto de Estudos da Ásia da Universidade Federal de Pernambuco (IEÁSIA – UFPE) promoverão o “Curso de Atualização Estudos Asiáticos – Módulo I”, com carga horária de 36 horas, distribuídas ao longo de 12 aulas com duração de 3 horas cada. O objetivo do curso é proporcionar um espaço de formação sistemática e aprofundada no campo de estudos da Ásia para estudantes da educação básica, graduandos, pós-graduandos, professores, pesquisadores independentes e demais interessados no tema.

Crédito: CEA-UFF.
Crédito: CEA-UFF.
Crédito: CEA-UFF.

O curso contará com a participação de 15 professores, oriundos de 10 instituições, sendo 9 brasileiras e uma portuguesa. Inscreva-se gratuitamente até 11 de abril. Haverá emissão de certificado para os participantes que frequentarem, no mínimo, 70% do curso (8 aulas). O curso será online e as informações de acesso serão enviadas até dois dias antes de cada aula; certifique-se de que é seu e-mail mais usado e de que é acessível e estável. Não deixe de conferir atentamente a programação completa do curso acima! As vagas são limitadas! Para realizar a sua inscrição, acesse o formulário disponibilizado pelo CEA-UFF.

Centro de Internacionalização UFPA realiza evento sobre estudo e pesquisa na Coreia do Sul, com participação da Embaixada do país

Via Revista Intertelas

Nesta quarta-feira24 de março, a partir das 14h, o Centro de Internacionalização da Universidade Federal do Pará (UFPA) realiza o evento “Conexões Internacionais, conectando você ao mundo: estudar e pesquisar na Coreia do Sul”, com a participação da Embaixada da República da Coréia. Para a iniciativa foram convidados a primeira-secretária de assuntos culturais da Embaixada, Yoo Soo Ah, e o assessor de imprensa, cultura e relações públicas Elton Pacheco. A transmissão será realizada pela plataforma Zoom. Para mais informações e realizar a sua inscrições, preencha o formulário disponibilizado na internet.

Crédito: Centro de Internacionalização UFPA.

“Mãe”: vingança e busca por justiça em uma Índia tolerante com a cultura do estupro

Por Alessandra Scangarelli (Via InterTelas)

É uma inverdade afirmar que todas as mulheres podem ser mães. Da mesma forma, também não é uma realidade que os laços profundos entre mães e filhos são possíveis apenas entre os que compartilham uma origem consanguinea. O chamado amor incondicional é para poucos, fazendo com que os que nutrem por alguém tamanho e complexo sentimento, sejam capazes de tudo. Aos que se encontram em tal situação, é simplesmente insuportável ver o sofrimento e a injustiça ser perpetuada àqueles que amam e podem, sim, chegar a cometer atos extremos, no intuito de proteger, ou restaurar a honra e a vida de seus amados.

O filme “Mãe” (2017), dirigido por Ravi Udyawar traz esta questão como a energia impulsionadora de sua trama. Apresenta a crueldade de uma Índia, cuja sociedade e sistema jurídico permanecem tolerantes ao crime de estupro e à violência de gênero. Assim, em um contexto injusto e desigual, só restam às reais mães tomar certas atitudes e fazer justiça com as próprias mãos. Trata-se de um real levantar-se contra o mal maior, mesmo que isso seja utilizar de métodos considerados moralmente errados.

Baseado no roteiro escrito por Girish Kohli e produzido por Sunil ManchandaMukesh TalrejaNaresh Agarwal e Gautam Jain, este suspense policial foi estrelado pela já falecida Sridevi, atriz e produtora indiana, conhecida como a primeira superestrela da indústria cinematográfica da Índia, ganhadora e indicada a muitos prêmios nacionais. Uma grande artista que ficou conhecida por interpretar mulheres fortes, dispostas a enfrentar situações desafiadoras. Neste filme, a personagem de Sridevi persegue os estupradores de sua enteada Aarya Sabarwal, vivida pela atriz paquistanesa Sajal Ali.

Crédito: Netflix.

A obra também conta com a presença de nomes como Nawazuddin SiddiquiAkshaye Khanna e o ator paquistanês Adnan Siddiqui em papéis coadjuvantes. Lançado em 7 de julho de 2017, em quatro idiomas, a produção tornou-se um sucesso de crítica e comercial, recebendo dois prêmios no 65º National Film Awards e seis indicações no 63º Filmfare Awards. O filme ganhou certa audiência mundial, em especial na China. Entre as diversas razões para o seu sucesso pode-se destacar um enredo bem construído que consegue abordar uma temática delicada sem ativismos, mas de forma envolvente, realista, sem moralismos e, assim, torna-se uma poderosa ferramenta para impulsionar reflexão e impacto no público sobre um problema tão urgente.

Já nos primeiros momentos, o espectador conhece a professora de biologia Devki Sabarwal, uma figura caridosa e popular entre seus alunos. De imeadiato ela precisa lidar com alunos problemático como Mohit Chadda (Adarsh Gourav) que envia à enteada Aarya Sabarwal(Sajal Ali) e aos colegas um vídeo ofensivo. A professora não pensa duas vezes e joga o telefone do rapaz pela janela. Logo após, é possível conhecer o ambiente descontraído da casa de Devki. Porém, apesar de sua insistência em abordar carinhosamente à enteada, esta permanece fria e distante, rejeitando uma aproximação com a madastra, tentando preservar a memória da mãe, suposta falecida, ainda muito recente.

Uma festa do dia dos namorados ocorre em uma fazenda distante e Aarya tenta persuadir Devki e o pai Anand Sabarwal (Adnan Siddiqui) de que o local é seguro, convencendo o casal hesitante a permitir a sua saída. Durante o evento, Aarya encontra seus colegas de aula abusadores e, particularmente, rejeita as investidas de Mohit e do primo dele Charles Deewan (Vikas Verma). Estes, inconformados, resolvem, junto com o criminoso Jagan Singh(Abhimanyu Singh) e o segurança da casa da fazenda Babu Ram Yadav (Pitobash Tripathy), sequestrar Aarya. Assim, estupram brutalmente a menina e jogam seu corpo em um córreo à beira de uma estrada, quase sem vida. Devki, assim que percebe a demora da enteada em ar notícias, vai ao seu encontro, porém sua busca é em vão.

Crédito: India TV News.

Logo, a madrasta recorre à polícia, porém policiais descrentes em suas afirmações apenas contribuem para o seu desespero. Neste meio tempo, Daya Shankar “DK” Kapoor(Nawazuddin Siddiqui), detetive particular, a observa e decide abordá-la, oferecendo ajuda e entregando o seu cartão de visita, mas Devki suspeita dele. O tempo passa e já é dia quando Aarya é encontrada e levada para o hospital em estado deplorável. Ao recuperar a consciência, a jovem denuncia seus agressores ao policial Matthew Francis (Akshaye Khanna) que inicia uma busca e prende os criminosos.

No julgamento, uma corte comprada diz não haver provas suficientes e os réus são inocentados. Devki e Anand estão arrasados. Aarya entra em depressão. Sem ter outra solução, a madastra busca auxílio com o detetive DK. Juntos, eles iniciam uma caçada impiedosa aos culpados, ao mesmo tempo, que são observados pelo policial e oficial Francis, também obstinado a fazer com que a lei seja cumprida.

A interação entre a professora, o detetive particular e o policial promove transformações chaves no enredo da trama, criando momentos de suspense, ação, introspecção, que crescem no enredo com o auxílio de atuações memoráveis. Especialmente os olhares vão para Sridevi, que presenteia o espectador com uma interpretação sóbria e repleta de nuances, onde se testemunha a mudança paulatina de uma simples professora e dona de casa em uma obstinada, calculista, fria e atroz justiceira, porém não menos amorosa, capaz de sentir com a mesma intensidade a dor e o sofrimento da enteada.

Crédito: Mango Bollywood.

“Mãe” suscita reflexões, questionamentos, em sua narrativa bem construída, sem procurar por soluções exageradas aos acontecimentos. Desta forma, o espectador tem o desenvolver de uma história crível, que fluí com toques característicos e típicos do cinema indiano. Apesar de se tratar de ficção, a trama é bastante caucada na realidade de uma Índia que teve, somente no ano de 2019, 88 estupros registrados diariamente, conforme o National Crime Records Bureau, agência do governo responsável por coletar dados de crimes como estipulado pelo código penal indiano.

É preciso ainda salientar as falas impactantes da trama, como a que acontece entre Devki e DK em uma estação de metrô. Pensativo e cheio de dúvidas sobre a natureza de suas ações, se o que ambos estão fazendo é certo, professora replica: “É errado, mas pior ainda é não fazer nada. Se tiver de escolher entre o errado e o muito errado, qual escolherá?“.

DK não responde e segue com o plano. Quando está para ir embora, DK pede à Devki que confie no poder do Deus Shiva, pois ele tudo resolverá. Devki retruca dizendo que o Deus Shiva não pode estar em todos os lugares. Assim, DK é tácito em sua tréplica: “Eu sei, por isso ele criou as mães“. “Mãe” é um filme poderoso e que pode, agora, ser assistido no Brasil através da plataforma Netflix.

Crédito: divulgação.

Ficha Técnica:

País: Índia | Diretor: Ravi Udyawar | Roteirista: Kona Venkat, Girish Kohli, Ravi Udyawar | Elenco: Sridevi, Akshaye Khanna, Sajal Ali | Ano: 2017 | Duração: 2h26min

Academia de Estudos Coreanos (AKS, na sigla inglês) recebe inscrições online para mestrado e doutorado sobre o país

Via Embaixada da República da Coreia

A Academia de Estudos Coreanos (AKS, na sigla inglês) recebe inscrições online de estudantes interessados em seus programas de mestrado e doutorado sobre o país. Para participar é preciso ter diploma do grau anterior aquele que pretende obter na Coreia.

Além disso, é preciso saber coreano (ter TOPIK ou passar por uma entrevista por telefone). Neste ano, apenas para os interessados em pesquisar no campo de Cultura Coreana e Sociedade é possível aplicar com testes de proficiência em inglês A inscrição é feita online diretamente com AKS, portanto, as dúvidas deverão também ser direcionadas a eles. Dúvidas deverão ser sanadas via e-mail: admission_intl@aks.ac.kr Tel. +82 31 730 8183. Leia atentamente o edital e outras informações no site: http://intl.aks.ac.kr/english

Crédito: Embaixada da República da Coreia.

IREE realiza, amanhã, webinar “Novas oportunidades para a cooperação entre Brasil e China”

Via Revista Intertelas

Amanhã, 19 de março, às 10h30, o Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) vai receber o embaixador da República Popular da China no Brasil, Yang Wanming, para um diálogo ao vivo sobre “Novas oportunidades para a cooperação entre Brasil e China”, com a participação do ex-ministro da fazenda Henrique Meirelles, do ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro, do ex-ministro do desenvolvimento Armando Monteiro, do presidente do Instituto Pensar Agro (IPA)Nilson Leitão, e do presidente do IREE, Walfrido Warde.

Crédito: IREE.

No evento online, serão abordadas as perspectivas do desenvolvimento econômico e social da China, o 14º plano quinquenal do país asiático e as oportunidades das relações China-Brasil, dentro outros temas. O debate será realizado através do canal IREE TV, no YouTube. Para mais informações e receber o link da transmissão por e-mail, momentos antes do início do webinar, preencha o formulário disponível no site da IREE.

Escritora coreana discute novos rumos do feminismo no K-POP

Via Koreapost

Como a câmera normalmente olha para as idols femininas do K-pop? Quais são alguns dos adjetivos arquetípicos associados aos grupos femininos? Por que é mais raro que idols femininas produzam suas próprias canções? Vocês acham que serem chamadas de ‘elfas‘ e ‘deusas‘ são realmente elogios para elas?

Em seu novo livro “Is Being Called Goddess a Compliment?” a autora Choi Ji-sun  realiza um exame completo da forma como os idol groups do K-pop, especialmente os grupos femininos, são produzidos e consumidos, revelando a dinâmica de gênero na indústria musical ao longo do caminho. Com base em seus 20 anos de experiência em análise de música popular, Choi levanta dezenas de questões sobre temas que vão desde esquemas de cores, adjetivos e trajes tipicamente associados a mulheres até sua relação com a ideia de feminilidade.

Escritora Coreana Discute Os Novos Rumos Do Feminismo No Kpop
Imagem: “is being called goddess a compliment? ― questions surrounding female idols” da autora choi ji-sun ainda não tem previsão de lançamento no brasil.

Estudando e escrevendo sobre a teoria e a história da música pop, naturalmente passei a prestar atenção nos ídolos do K-pop. Como mulher, meu interesse em examinar a vida e a música de artistas femininas também se refletiu no processo “, disse a autora ao The Korea Times, explicando seu motivo para escrever o livro. Ela pensou em como os grupos femininos enfrentam a dupla função de ser ídolo e mulher ao longo de suas carreiras e decidiu expor os pontos de sua curiosidade nos capítulos.

É verdade que os ídolos K-pop masculinos e femininos têm denominadores comuns em sua linha de trabalho. Desde pequenos, eles treinam por anos em dança, música e atuação para serem transformados em mercadoria por sua agência de gestão. Eles são artistas que não podem ser totalmente explicados apenas pela música, pois exercem influência em muitos outros campos, incluindo moda, novelas e comerciais.

Eles também são tratados literalmente como ídolos e, às vezes, objetos de ‘romance’, sendo vistos por muitos como um ser humano ideal, sem falhas morais aparentes. Mas Choi enfatiza que existe uma clara diferença entre grupos masculinos e femininos em termos das imagens que buscam alcançar e suas posições na indústria. “Eu queria examinar como esses elementos se apresentam de maneira diferente e se eles agem como um mecanismo de discriminação em vez de uma simples questão de diferença“.

O problema mais comum e profundo é a objetificação sexual de integrantes de grupos femininos em videoclipes e clipes de performance sob o olhar masculino. Nesses vídeos, cada parte do corpo de uma mulher, desde as pernas, seios, lábios até os quadris, são separados do todo, destacados no nível nano e consumidos separadamente. Os videoclipes de “Who’s Your Mama?” De Park Jin-young e “Catallena” de Orange Caramel são alguns dos exemplos que levam esse tipo de objetivação ao extremo, segundo o livro.

Mas, além desse contexto sexualmente carregado, ídolos femininos são constantemente objetivadas, com as imagens mais representativas sendo as de uma jovem colegial, elfa ou deusa. Esses três rótulos foram visualmente associados aos ideais femininos “tradicionais” de pureza, ingenuidade e inocuidade.

Os grupos femininos promovem a imagem da inocência e da juventude geralmente usando uniformes escolares como roupas de palco. Enquanto boy bands como EXO e BTS usam uniformes para reviver o espírito de desafio dos adolescentes angustiados e realçar seus movimentos poderosos por meio de camisas e gravatas soltas; as meninas são retratados em um ambiente altamente romantizado e nostálgico que se concentra em suas atividades cotidianas e vida amorosa em escola, o livro explica.

Enquanto os uniformes das boy bands podem servir como uma ferramenta para criticar a sociedade e seu sistema, os uniformes dos grupos de meninas geralmente se limitam a ser uma metáfora para memórias distantes do amor infantil e da inocência passada”, escreve a autora. As mulheres também são objetificadas como seres míticos transcendentes e dessexualizados.

As integrantes tornam-se seres não humanos, ingênuos em relação à sexualidade e distanciados do desejo secular. Devem exercer um tremendo esforço para produzir e manter tais imagens. E quando o tempo passa e eles envelhecem, essa imagem não mais permanece válida e elas são descartadas no final“. É claro que alguns grupos tentaram romper com essa narrativa promovendo a chamada imagem de “girl crush” – Esse termo indica uma mulher progressista e autônoma, distante da ideia tradicional de feminilidade. À medida que subvertem a dinâmica de gênero existente, geralmente são mais bem-vindos pelas consumidoras do que pelos homens.

Crédito: grupo miss a (itsakpopwayoflife).

Mas Choi afirma que a imagem da “girl crush” tem seus próprios limites. Por representar o oposto de inocência, fofura e passividade, parece problematizar, e até difamar, as características típicas associadas à feminilidade, ao invés de direcionar a crítica ao sistema mais amplo de desigualdade de gênero. Como frequentemente visto nos videoclipes e letras do grupo feminino agora dissolvido Miss A, a imagem às vezes estabelece um padrão irrealista, alto demais para se qualificar como “girl crush“, uma supermulher que é absolutamente perfeita em termos de aparência e poder econômico.

Apesar de tais limites, no entanto, “é importante estar aberto às possibilidades e tentar o máximo possível”, enfatizou a autora. “Se a tentativa em si lança uma questão significativa, isso não a tornaria bem-sucedida [independentemente do resultado]? E se for possível tentar coisas novas constantemente, os produtos dos grupos femininos podem ser diversificados e, por sua vez, indicam que nossa própria sociedade também está pronta para abraçar essa diversidade “, disse ela, acrescentando que as mulheres na vida real podem ser impactadas positivamente por esses esforços.

Ela mencionou a performance e o videoclipe de “Butterfly” do grupo LOONA como um exemplo de uma tentativa significativa que subverter a objetificação típica das mulheres. As meninas usam calças pretas e blusas de mangas compridas – roupas não reveladoras que naturalmente chamam a atenção dos telespectadores para sua performance ao invés de suas partes corporais.

No mv, mulheres de diversos países, incluindo CoreiaHong KongFrança e Islândia, aparecem enquanto correm nas ruas, dançam com fervor e sobem em mesas para expressar sua independência e identidade. “Muitas meninas anônimas realizam atividades físicas dinâmicas, sem que nenhuma de suas formas sejam singulares ou uniformes, mas positivamente incompletas. Meninas com gesso na perna ou tapa-olho, meninas asiáticas de uniforme e roupa de ginástica, uma outra subindo pelas paredes, uma garota usando um hijab… grupos tão diversos de mulheres de diferentes nacionalidades, raças, religiões e tipos de corpo demonstram suas rotinas. ”

Na indústria K-pop, ídolos femininos ainda são amplamente marginalizados, enquanto compositores, produtores, engenheiros de som e outros especialistas por trás da cena de produção geralmente são homens. A idade também se torna uma questão central na indústria, pois “há uma ideia comum de que mulheres idosas não podem retratar a sensibilidade de uma jovem“, acrescentou Choi.

Crédito:  scrrenshots do mv “butterfly” (2019) – loona (youtube)  scrrenshots do mv “butterfly” (2019) – loona (youtube).

E as integrantes muitas vezes não estão em posição de abordar assuntos delicados, especialmente tópicos relacionados a gênero, como feminismo, algo que tende a incomodar os consumidores masculinos. Dentro desse tipo de ambiente, Choi insiste que todos os agentes da indústria – as próprias mulheres, produtores, agências de entretenimento, mídia de massa, críticos e consumidores – trabalhem juntos para trazer uma mudança significativa e sustentável.

No livro, ela não está tentando sugerir uma única imagem como a “correta” ou objetivo dos ídolos, mas sim promover uma discussão saudável. “Espero que as pessoas possam compartilhar e discutir várias limitações e problemas enfrentados por grupos de garotas. Precisamos fazer perguntas e compartilhar pensamentos uns com os outros para encontrar coletivamente uma alternativa apropriada.”

CEA-UFF e Revista Intertelas debatem o cinema do Vietnã no programa “Ásia em Pauta”

Via Revista Intertelas

Na próxima sexta-feira19 de março, às 19h, o Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF) e a Revista Intertelas, em programa produzido conjuntamente, o “Ásia em Pauta”, recebem a mestre e doutoranda em letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz, pesquisadora em cinema brasileiro e audiovisual do mundo em desenvolvimento Clarissa Damasceno Melo para uma entrevista acerca do cinema vietnamita. O evento gratuitoonline e ao vivo, será transmitido pelo Facebook da Intertelas e pelo Facebook do CEA-UFF.

Crédito: Raphaella Marisse.

A história da indústria cinematográfica do Vietnã confunde-se obviamente com os acontecimentos históricos do país que, nas décadas de 1940 e 1970, se encontra em plena guerra de libertação nacional, guerra civil e processo revolucionário. Por esta e outras razões, os filmes produzidos nesta época carregam muito o caráter político destas questões. Com o fim deste período, inicia-se nova fase que promove um cinema mais abrangente, onde uma série mais variada de temas são abordados, em produções de cunho inclusive comercial.

Clube do Livro do ICBJ-Rio debate a literatura kirishitan de Ryunosuke Akutagawa

O Instituto Cultural Brasil Japão (ICBJ) é a casa da cultura japonesa no Rio de Janeiro. Entre sua programação diversa está o Clube do Livro do ICBJ, com já três anos realizando atividades. No dia 26 de março de 2021, às 17h, o próximo encontro do clube terá como tema central a literatura kirishitan de Ryunosuke Akutagawa. Os contos recomendados são: “Memorando Ryôsai Ogata“, “Ogin” e “O Mártir” (edição da Hedra). É preciso confirmar presença. Para tanto, mande um e-mail para academiahistculticbj@gmail.com e receba as informações necessárias.

Crédito: ICBJ.