Instituto Confúcio na Unesp apresenta concerto em comemoração ao Ano Novo Chinês 2021

Via Revista Intertelas

O Instituto Confúcio na Unesp realizará, no próximo domingo, 28 de fevereiro, a partir das 11h, o Concerto Sinos da Primavera para celebrar a chegada do Ano Novo Chinês 2021. O concerto será executado pela Orquestra Carrilhões de Hubei, grupo profissional dedicado à pesquisa, interpretação e adaptação de antigas peças musicais para carrilhões e de outras obras do repertório tradicional chinês.

Além de peças tradicionais chinesas, a orquestra apresentará a obra do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos – Bachianas Brasileiras Nº 2 – IV. Tocata (O Trenzinho do Caipira). A apresentação será realizada no formato online e será transmitida ao vivo por meio do canal do Instituto Confúcio na Unesp no YouTube.

O Ano Novo Chinês ou Festival da Primavera é a maior festividade popular da China. Tradicionalmente, nessa época, toca-se o grande sino de Beijing com o intuito de pedir prosperidade e felicidade às vésperas do ano que se inicia. De acordo com a tradição chinesa, 2021 será o Ano do Boi e teve início no dia 12 de fevereiro. As festividades, na China, prolongam-se por duas semanas, que são encerradas com a Festa das Lanternas.

Sobre o Instituto Confúcio na Unesp

O Instituto Confúcio na Unesp é parte de uma rede de cerca de 600 Institutos Confúcio, localizados em mais de 140 países. Criado em 2008, o Instituto Confúcio na Unesp oferece cursos de língua chinesa e organiza eventos relacionados com a cultura tradicional e moderna da China.

Por meio do ensino da língua chinesa para brasileiros, o Instituto Confúcio na Unesp contribuiu para a aproximação cultural entre Brasil e China e a formação de estudantes, pesquisadores e profissionais melhor preparados para se relacionar com aquele país. Os cursos são gratuitos para alunos de escolas públicas. A Universidade de Hubei, em Wuhan, é a parceira chinesa do Instituto. Para assistir ao concerto, clique no link abaixo.

BLACK6IX realizará eventos de vídeo chamada para fãs da América Latina

Via Koreapost

BLACK6IX com certeza deixou saudades nos fãs brasileiros que acompanharam a turnê do grupo pelo nosso país em 2018, além de ter deixado outros tantos que não puderam ir com vontade de conhecer os meninos. Agora, com os meetings virtuais por chamada de vídeo, vamos ter essa grande oportunidade mais uma vez!

Far Music Entertainment, responsável pela vinda do grupo em 2018, estará realizando em março o evento virtual pela plataforma Zoom, onde os fãs da América Latina poderão conversar com os integrantes e matar aquela saudade dos eventos que rolavam por aqui  antes da pandemia! 

Data: 13 e 14 de março de 2021 (sábado e domingo)
Horário: 20h (horário de Brasília)
Plataforma: Zoom via Sympla Streaming
Valores: R$170,00. Parcelamento disponível através da Sympla.
Duração: 4 minutos
Ingressos:
Dia 13: Clique aqui para ir para o site da Sympla
Dia 14: Clique aqui para ir para o site da Sympla

E para ir se preparando, que tal dar uma conferida no último trabalho do grupo? O BLACK6IX lançou, em fevereiro de 2020, seu segundo mini álbum. Com o título ‘Nice to Meet You’, o álbum trouxe a faixa principai ‘Call My Name’ e o MV que você pode conferir abaixo: 

Havelis: um capítulo charmoso da arquitetura indiana

Via Beco da Índia

Um capítulo charmoso da história arquitetônica da Índia é composto pelos havelis, ou mansões tradicionais erguidas por ricos mercadores. Essas construções existem há vários séculos e são famosas por suas fachadas trabalhadas e exuberantes. Os havelis são construídos de arenito vermelho ou amarelo ricamente trabalhados com padrões complexos. A maioria dos havelis possui grandes varandas, vários andares e salas grandiosas. Eles são construídos em torno de um pátio central para escapar do calor escorchante do verão.

Patwon ki Haveli. Crédito: Wikimedia Commons.

O estado do Rajastão é conhecido por seus magníficos palácios de marajás, mas seus havelis são outro tipo de construção imperdível para os turistas. A bela cidade de Jaisalmer, por exemplo, encrustada no meio do Deserto de Thar, próxima da fronteira da Índia com o Paquistão, possui um famoso conjunto de Havelis : o Patwon Ji ki Haveli, que demorou 50 anos para ser construído.

Paredes pintadas do Patwon ki Haveli em Jaisalmer. Crédito: Wikimedia Commons.

Trata-se de um um conjunto de cinco havelis. O primeiro deles e o mais famoso é o  Kothari’s Patwa Haveli. Foi construído em 1805 por Guman Chand Patwa, um rico comerciante de jóias. Toda a sua família trabalhava com joias e fios de ouro e prata usados em bordados de roupas sofisticadas. Jaisalmer ficava no caminho da famosa Rota da Seda e enriqueceu muito durante o auge dessas antigas caravanas comerciais.

Detalhe do balcão do principal haveli de Jaisalmer. Crédito: Wikimedia Commons.

O comerciante mandou erguer o agrupamento de cinco havelis para seus cinco filhos. O Patwon Ji Ki é conhecido por suas paredes ornamentadas com pinturas e balcões em arenito amarelo trabalhado chamados “jharokhas”. Hoje, os havelis são administrados pelo Departamento de Arte e Artesanato do governo estadual do Rajastão e pelo Instituto de Pesquisa Arqueológica da Índia. O Patwon Ji ki Haveli,  com 60 balcões, foi o primeiro haveli construído em Jaisalmer e o segundo no Rajastão.

CEA-UFF realiza conferência com José Medeiros da Silva, professor e um dos tradutores da obra de Xi Jinping

Na próxima segunda01 de março, das 21h às 23h (horário do Brasil), o Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF) realizará a conferência “A Questão Camponesa na China”, com o professor José Medeiros da Silva, docente da Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang e um dos tradutores da obra de Xi Jinping “A Governança da China” para o português. O evento será online, emitirá certificado de participação, e as inscrições podem ser feitas gratuitamente até 28/02 em: https://linktr.ee/ceauff.

Crédito: CEA-UFF.

O BTS está na lista da Esquire sobre as 10 melhores bandas de todos os tempos

Via Koreapost

O grupo BTS, a sensação do K-pop, está na lista da Esquire, revista masculina estadunidense, sobre as “10 melhores bandas pops de todos os momentos”. Em 30 de janeiro, a Esquire anunciou que o BTS estava fazendo parte desta lista, a qual inclui bandas como os Beatles e Queen. Ao apresentar o grupo de sete integrantes, a revista diz: “Com uma fanbase descrita de maneira apropriada como ‘ARMY’, o amado septeto do BTS redefiniu rapidamente as boy bands, fandoms e a própria música pop“.

Crédito: Poshmark.

É indiscutível que o BTS seja a vanguarda, um dos grupos a abrirem as portas e serem os pioneiros para sucesso mundial incomensurável do K-Pop“. A Esquire acrescentou: “Os sucessos deles, como ‘Dynamite ’e‘ Life Goes On ’oferecem uma mistura de pop, hip-hop, disco e R&B, com melodias cativantes que costumam ser acompanhadas de letras baseadas em assuntos sociais”. Na lista das 10 bandas top, além de estarem junto com os Beatles e o Queen, também estavam os Supremes, um trio de R&B que serviu de modelo na vida real para o filme “Dreamgirls”, ABBA da Suécia, Beach Boys, Fleetwood Mac, Sly e Family Stone , The Temptations and Destiny’s Child, o grupo feminino de Beyoncé.

Clube do Livro ICBJ realiza debate online dos contos “Rashômon & De Dentro do Bosque”, de Ryunosuke Akutagawa

Via Revista Intertelas

Nesta sexta-feira19 de fevereiro, às 17h30, o Clube do Livro do Instituto Cultural Brasil-Japão (ICBJ) do Rio de Janeiro realiza seu segundo debate online do ano de 2021 sobre os dois contos “Rashômon & De Dentro do Bosque”, de Ryunosuke Akutagawa. O evento será realizado através da Plataforma Google Meet e para confirmar presença, envie mensagem para o e-mail: academiahistculticbj@gmail.com 

Os contos “Rashomōn e De dentro do bosque” foram escritos em 1915 e 1922 respectivamente e são excelentes janelas para conhecermos o Japão mais moderno, ao mesmo tempo as histórias falam de um Japão mais tradicional com personagens e cenários tradicionais. Akutagawa tornou-se tão famoso que dá nome a um dos prêmios mais famosos de literária no Japão: o Prêmio Akutagawa.

Crédito: Facebook ICBJ.

NC Curadorias oferece o curso “HONRA & ESPADA – O Fenômeno da Guerra Samurai no Japão Feudal”

De 01 a 29 de março de 2021, das 18h30 às 20h, a Nélida Capela Curadorias oferece o curso “HONRA & ESPADA – O Fenômeno da Guerra Samurai no Japão Feudal”. A iniciativa vai realizar uma introdução à história dos guerreiros Samurais desde sua formação na Era das Cortes, passando pelas grandes batalhas, analisando a transição das formas de combate, a adaptação das técnicas e mentalidades, a ascensão ao poder dos famosos shoguns e, por fim, seu declínio ante a modernidade japonesa do Séc. XIX. Também será possível conhecer as armas e armaduras que foram tão importantes para a identidade dos Samurais e, por fim, debater a sua representação nos games, mangás, filmes e animações nos tempos atuais.

O minicurso ocorrerá por meio de aulas expositivas de 1 hora e 30 minutos de duração semanal, sob caráter remoto, que busquem abordar os temas de cada encontro, motivando um dinamismo a partir de debates com os participantes. Através dessas aulas serão discutidas e indicadas diversas bibliografias que possam permitir maior desenvolvimento posterior do conhecimento acerca do assunto tratado.

O curso será ministrado por Douglas Magalhães Almeida, historiador formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduado em história militar da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), coordenador geral do Grupo de Estudos Japoneses da UFF (GEHJA-CEIA/UFF) e da Academia Nipo Brasileira de Estudos sobre História & Cultura Japonesa do Instituto Cultural Brasil Japão (ANBEHCJA-ICBJ). Para mais informações e realizar a sua inscrição, acesse o link do Sympla.

Revista Prajna realiza chamada para o dossiê “Crenças, Práticas e Ideias Religiosas Orientais”

A Revista Prajna, periódico semestral acadêmico especializado em culturas orientais e vinculado ao Laboratório de Pesquisa sobre Culturas Orientais (LAPECO) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realiza chamada para o dossiê “Crenças, Práticas e Ideias Religiosas Orientais”. O prazo para submissão vai até 15 de maio de 2021.

Organizado por Richard Gonçalves André (UEL) e Leonardo Henrique Luiz Universidade Estadual de Maringá (UEM), o dossiê pretende acolher artigos de caráter não confessional desenvolvidos por pesquisadores que contemplem as mais diferentes dimensões do componente religioso oriental. Com foco multidisciplinar, serão privilegiadas análises que abordem os desenvolvimentos das crenças provenientes da Ásia, bem como sua em diferentes regiões do mundo.

Dessa forma, busca-se contribuições que tratem dos diversos budismos, xintoísmos, confucionismos, hinduísmos, taoísmos e demais práticas religiosas ao longo do tempo. Espera-se temas que tratem as conexões com a política, o poder econômico, a atuação social, o proselitismo no Oriente e Ocidente, as disputas com o discurso científico, práticas digitais, assim como as repressões e resistências que tais grupos vivenciaram. Para saber mais, acesse o site Para saber mais, acesse o nosso site: https://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna ou as redes sociais da revista no Facebook e Instagram – @revistaprajna. E-mail: revista.prajna@gmail.com

Bungee Jumping of their own: as diversas faces de almas gêmeas

Por Mayara Araujo

Até que ponto iríamos para estar com a nossa alma gêmea? Será que o amor pode ser um sentimento que ultrapasse as barreiras do corpo físico? O quanto estamos dispostos a arriscar para estar com a pessoa amada? Essas e outras importantes questões são introduzidas na mente do espectador na obra Bungee Jumping of their own, longa lançado em 2001, do diretor Kim Dae-Sung. O filme poderia recorrer aos clichês do gênero melodrama, mas acaba por trilhar caminhos mais obscuros ao enfrentar os tabus sociais a respeito da homossexualidade na Coreia do Sul.

O enredo parece simples: In-woo (Lee Byung-hun) e Tae-hee (Lee Eun-ju) acabaram de entrar na faculdade e ambos não acreditam na ideia de amor à primeira vista. No entanto, acabam se apaixonando dessa forma e se envolvendo em uma relação profunda e verdadeira que pareceria ser capaz de durar para sempre. No experienciar da juventude do casal, eles prometem selar esse amor eterno com um salto de bungee jump em um famoso pico da Nova Zelândia. Enquanto isso, nós, como espectadores, também somos levados a acreditar que esse amor – comum e heterossexual – sobreviveria às mazelas do tempo e poderia se tornar duradouro.

Acontece que sem nenhuma espécie de aviso prévio para o público, somos transportados até o futuro. Dezessete anos mais tarde, nos encontramos mais uma vez com In-woo, agora mais velho, formado e professor de uma escola de ensino médio. Ele tem uma filha ainda pequena e está casado – com uma mulher que não é Tae-hee. 

Crédito: theeast.org

Essa nova realidade nos leva inevitavelmente ao seguinte questionamento: o que aconteceu com Tae-hee? Rapidamente, a narrativa do filme tenta nos ajudar a respondê-la, quando um dos estudantes de In-woo, Im Hyun-bin (Yeo Hyun-soo), indaga o professor sobre o seu primeiro amor. Com as memórias ainda vívidas, In-woo percebe que ainda tem sentimentos por Tae-hee, mesmo depois de tantos anos, e passa a investigar o paradeiro de sua amada. Renasce, assim, a sutil esperança de reencontrá-la.

A partir desse ponto que a graça e as nuances do filme de Kim Dae-seung se apresentam sob o desenrolar de um estranho mistério que, por vezes, poderia até mesmo ser considerado sobrenatural. Na medida em que a trama se desenvolve, estranhas situações envolvendo o estudante Im Hyun-bin, de dezessete anos, acontecem. Itens outrora pertencentes à Tae-hee reaparecem nas mãos do rapaz. Observar essas inusitadas situações, impotente e sem entender o que está acontecendo, vai levando In-woo ao limite do bem-estar emocional e da confusão mental.

Afinal, quem é o jovem Hyun-bin e por que ele parece estar diretamente conectado ao seu professor? Nesse momento, Hyun-bin também parece estar sendo levado para uma trama que ele não entende, a partir do descobrir de seus próprios sentimentos. Assim, o rapaz encerra o seu relacionamento com sua namorada de outra classe e, cada vez mais, se vê envolvido com In-woo, mesmo sem entender as razões e tendo que lidar com o desconforto da desconfiança e olhares jocosos advindos dos colegas de classe e do corpo docente.

Crédito: Buena Vista International Korea

Por outro lado, In-woo passa a questionar a própria vida. Ele ainda amava sua esposa? Ou melhor, ele ainda a desejava? O que estaria havendo, afinal, com a sua própria identidade sexual? Desesperado, In-woo chega até mesmo a buscar ajuda médica no intuito de descobrir se existe algum desvio. É nesse ínterim que o filme apresenta a sua verdadeira face: aquela que lida e desafia os preconceitos com a comunidade LGBT na Coreia do Sul. Para além do drama e do romance existentes na trama, sua verdadeira mensagem diz respeito a uma contundente crítica social à discriminação que permeia as diversas camadas da sociedade sul-coreana. 

Cabe aqui ressaltar que a Coreia do Sul é um dos países que nem sequer reconhece casamentos ou união estável de pessoas do mesmo gênero. Em 2014, alguns membros do Partido Democrata chegaram a apresentar à Assembleia Nacional um projeto de lei que legalizaria o relacionamento LGBT, no entanto, isso nem sequer foi levado a votação até os dias atuais. O máximo da conquista dessa comunidade aconteceu em 2019, quando o governo sul-coreano anunciou que reconheceria cônjuges do mesmo gênero de diplomatas estrangeiros que fossem para a Coreia do Sul, mas que não reconheceria o casamento entre diplomatas homossexuais sul-coreanos, ainda que residam e trabalhem no exterior.

Após a situação se tornar caótica e repleta de rechaços, In-woo é finalmente demitido da instituição. Confuso sobre a situação, ele decide ir embora para a Nova Zelândia para realizar o sonho que construiu com sua amada Tae-hee. Imediatamente em seguida, ele é acompanhado pelo estudante Hyun-bin até a estação de trem, onde sua verdadeira face finalmente se revela. No reflexo do trem, vemos a imagem de Tae-hee se aproximando de In-woo. 

Resultado de imagem para bungee jumping of their own filme
Crédito: gayhf.com

De volta ao passado, o paradeiro de Tae-hee é revelado. Em uma noite, indo ao encontro de In-woo, Tae-hee sofre um terrível acidente e morre no ato. Dezessete anos mais tarde, em um lindo e sensível diálogo entre Tae-hee, agora no corpo de Hyun-bin, e In-woo o mistério é resolvido. “Eu demorei muito para chegar”, diz Hyun-bin. “Você chegou no momento certo”, responde In-woo. Assim, os dois se encaminham para o destino final na Nova Zelândia.

Ao término do filme, In-woo e Tae-hee vivendo sob a carcaça de Hyun-bin, cometem o seu ato dramático de amor final, ao pularem sem nenhum equipamento de Bungee Jump. Agora, quem se comunica são apenas almas que vagam sobre um riacho: “eu prometo voltar mulher na próxima vida”, diz Tae-hee. “E se eu voltar mulher também?”, Indaga In-woo. “A gente tenta de novo”, responde. 

Crédito:  moviefit.me

Ficha Técnica:

País: Coreia do Sul | Direção: Kim Dae Seung | Roteiristas: Ko Eun Nim | Elenco: Lee Byung Hun, Yeo Hyeon Soo, Lee Eun Ju, Hong Su Hyeon, Jeon Mi Seon, Chang Suk Won | Duração: 100 min | Ano: 2001

Seul ganhará estúdio para apresentações teatrais e musicais virtuais

Via Koreapost

Com a pandemia de COVID-19 empurrando a indústria da arte para uma mudança online, o Governo Metropolitano de Seul planeja lançar um estúdio para transmissões online no centro de Seul visando abrir caminho para performances virtuais. O antigo Namsan Creative Center, que fechou no ano passado, será transformado em um novo estúdio para produção e transmissão de apresentações virtuais de arte.

De acordo com o Governo Metropolitano de Seul, o novo estúdio será inaugurado oficialmente em abril de 2022, após um período de testes. O estúdio estará equipado com câmeras e sistemas de áudio e iluminação de última geração.

O estúdio de 1.966 metros quadrados de dois andares será capaz de hospedar vários gêneros de performance, desde música, dança, gugak (música tradicional coreana) a dramas e musicais. A nova instalação também acomodará aulas de educação artística, exposições, bem como filmagens de filmes e comerciais.

O centro foi inicialmente inaugurado como uma quadra de tênis em 1995, mas foi transformado em uma instalação cultural em 2007, usada para práticas musicais e dramáticas. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto de Cultura e Turismo da Coreia, 40,7% de 1.223 artistas e criadores responderam que participaram de produções online sem contato de janeiro a agosto do ano passado.

Entre aqueles que tiveram experiência na criação de produções online, 56,5% disseram que o suporte para a produção de vídeo, tanto espaço quanto técnica, é necessário para transmissões de performances de melhor qualidade. Seul deve revelar um plano mais detalhado para o lançamento do estúdio, após consultar artistas e especialistas em produção de vídeo.

Crédito: https://revistakoreain.com.br/

“Na era pós-coronavírus, apresentações presenciais e virtuais coexistirão. O Governo Metropolitano de Seul espera que os artistas possam realizar diversas artes cênicas aqui, usando o estúdio equipado com equipamentos de última geração”, disse Yoo Yeon-sik, diretor da Sede de Cultura do governo da cidade. “Esperamos que este estúdio seja mais do que apenas uma unidade de produção. Esperamos que apoie a criação de arte sem contato, oferecendo arte performática virtual de qualidade para as pessoas”, disse Yoo.

Como o cenário das artes cênicas foi duramente atingido pela pandemia em curso, as autoridades e instituições relacionadas estão tentando dar seu apoio à indústria, oferecendo oportunidades para criar performances de transmissão online. Os principais locais de arte, como o Sejong Center for the Performing Arts e Lotte Concert Hall, têm executado ou estão executando programas que suportam transmissões online também.

De acordo com as regras de distanciamento social do Nível 2.5, os locais de artes cênicas devem deixar duas cadeiras vazias entre cada membro da audiência. A cena artística local tem pedido às autoridades que relaxem a medida, citando dificuldades financeiras.