Fundador da SM fala sobre shows online, robôs e avatares no futuro do K-POP

Via Koreapost

Lee Soo Man, o produtor-chefe e fundador de uma das maiores agências de música da Coreia do Sul, a SM Entertainment, mencionou o potencial de shows online, robôs e avatares no futuro para a indústria de K-pop em um evento recente. A empresa, que gerencia grandes grupos de K-pop SHINeeEXO e NCT, foi uma das primeiras na indústria musical a realizar um concerto online este ano, pois a pandemia do Coronavírus levou o governo a ordenar o distanciamento social e efetivamente bloqueou os shows tradicionais.

Após o show Beyond Live do grupo SuperM em abril, a SM se uniu à JYP Entertainment para lançar uma empresa conjunta especializada em formatos de performance online com o uso de tecnologias como realidade aumentada (AR), permitindo que os artistas e público interajam em tempo real.

Lee Soo-man, fundador da SM Entertainment. Crédito: SM Entertainment.

“Vai além de simplesmente transmitir performances offline na internet. Em vez disso, pode ser visto como uma nova forma de show otimizado on-line, permitindo interações em tempo real com os espectadores, possibilitada com a mais recente tecnologia AR e um sistema de conexão de vídeo de vários pontos”, disse Lee durante seu discurso no Fórum Mundial da Indústria Cultural que foi transmitido online. O chefe da SM disse que o formato virtual permitiu que músicos e empresas de música ultrapassassem os limites espaciais e de tempo que vinham com os concertos tradicionais.

“Durante os shows offline, devido ao acesso limitado aos equipamentos de palco e às restrições espaciais e físicas que o palco tem, a atmosfera de palco não pode ser alterada instantaneamente. No ‘Beyond Live’, tais limitações não existem, e é possível dirigir o palco livremente”, disse ele.

“Mesmo que esteja sendo realizada online, em vez de se sentirem separados, eles sentem a mesma união que fazem offline”, disse Lee, mencionando como centenas de telas mostrando fãs de todo o mundo permitem que fãs de todo o mundo aproveitem o show juntos. O show do SuperM, por exemplo, foi realizado às 15h aqui (o que não é um horário habitual para um show), para que os fãs em Los Angeles pudessem se juntar às 23h e aqueles em Paris pudessem assistir às 8h.

O guru do entretenimento, por sua vez, projetou a indústria do entretenimento para crescer ainda mais em tempos de pandemia, à medida que as pessoas ficam em casa durante o distanciamento social e passam mais tempo ouvindo música e assistindo vídeos. Para atender a essa demanda, Lee disse que áreas aparentemente rebuscadas como nanotecnologia, biotecnologia e inteligência artificial podem ser a próxima grande tendência para a indústria.

Ele apresentou o próximo grupo feminino da agência, “æspa”, a quem explicou trabalhos sobre uma combinação de músicos da vida real e artistas virtuais, ou “avatares”, dos artistas. “Este grupo é o que eu sonhei enquanto projeta um mundo futuro centrado em celebridades e avatares, transcendendo fronteiras entre o mundo real e virtual”, disse Lee Soo Man.

Foi apresentado um vídeo com a integrante Karina conversando, dançando e até realizando uma sessão no Instagram Live com o seu avatar æ-Karina. “O futuro que eu imagino será definido por um mundo de celebridades e robôs. Com a pandemia global, o mundo inteiro está praticando o distanciamento social. À medida que as pessoas passam mais tempo em casa, seu interesse e necessidades por celebridades e entretenimento estão crescendo ainda mais”, disse Lee.

Simpósio Temático “Estudos Asiáticos e Culturas Orientais” da XIX Semana de História da UFG recebe comunicações até 28/11

De 7 a 11 de dezembro acontece a XIX Semana de História da Universidade Federal de Goiás. Entre uma de suas atividades está o Simpósio Temático “Estudos Asiáticos e Culturas Orientais”, organizado por Gustavo Oliveira, pesquisador do Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF).

Até 28 de novembro, o simpósio está recebendo comunicações. A iniciativa visa reacender a discussão sobre o espaço do tema nos eventos acadêmicos brasileiros. O evento será totalmente online. Os interessados devem realizar sua inscrição gratuitamente pelo site: https://www.even3.com.br/xixsemanadehistoriaufg/

Crédito: XIX SEMANA DE HISTÓRIA – UFG

The Witness: um triste retrato da indiferença

Por Mayara Araujo

Desde o merecido Oscar de Parasita e a recente pandemia de COVID-19 que tem impossibilitado o amplo acesso às salas de cinema, a plataforma de streaming norte-americana, Netflix, tem nos brindado com catálogo relativamente diverso de filmes sul-coreanos. Esse é o caso da inserção de The Witness, do estreante Jo Kyoo-Jang que entre altos e baixos traz a ácida crítica da indiferença com a qual a sociedade contemporânea lida com as relações humanas.

Com um roteiro extremamente simples, a narrativa traz o olhar de Sang Hoon (Sung-min Lee), que ao chegar do trabalho em uma madrugada, acaba testemunhando um brutal assassinato de uma moça através de sua janela. Antes que pudesse denunciar o acontecimento, sua esposa acorda no meio da noite e acende as luzes, chamando a atenção do assassino do lado de fora, que imediatamente nota Sang Hoon. Assustado ao ser percebido, Sang Hoon deixa de denunciar o crime para a polícia e passa a viver acuado com a possibilidade de ser encontrado e com o bem-estar de sua família.

Esses minutos iniciais da trama marcam o início de uma perseguição implacável que nosso protagonista passará a experienciar, na qual tudo o que parece importar é a sua própria segurança e a de seus entes-queridos. Para isso, San Hoon estará disposto a se calar, a mentir sobre a verdade e a ignorar a dor da perda dentro de sua própria vizinhança. 

Crédito: BrazilKorea.com

Na manhã seguinte, o corpo da vítima é encontrado e o detetive Jae-Yeob (Kim Sang-Ho) assume o caso. Para isso, Jae-Yeob passa a interrogar os moradores do complexo residencial para tentar localizar o criminoso. No entanto, ele se depara com a fria indiferença da maior parte dos moradores e uma preocupação exclusiva com a possível alteração no valor dos imóveis devido a má fama da região.

Enquanto isso, o assassino Tae-ho (Kwak Si-yang), sempre à espreita, atua como um verdadeiro stalker, mapeando e vigiando as testemunhas para garantir que não seja pego. Assim, intimida o protagonista, comete outro assassinato, bem como manda “mensagens” horripilantes – como matar um animal de estimação e enviar sua cabeça para os donos – no intuito de controlar a situação.

O filme se perde pelo meio do caminho ao enfatizar excessivamente na atmosfera de thriller e preterir o roteiro. A violência, típica da estética cinematográfica sul-coreana, chega a incomodar, visto que se sobrepõe à narrativa e torna o passar dos minutos um tanto quanto arrastados. 

Crédito: canaltech.com

As motivações de Tae-ho não são explicadas na trama, falta aprofundamento em sua personalidade e o seu passado não é revelado. Não há nuances em sua apresentação, tornando-o um vilão meramente vil. De fato, o roteiro carece de “nós” que deixariam a história mais envolvente e bem amarrada.

Mais para o término, Sang Hoon e detetive Jae-Yeob conseguem agir em alguma sintonia, visto que ambos possuem o objetivo em comum de impedir que o assassino continue à solta. Grotescamente, é Sang Hoon que consegue limitá-lo e levar Tae-ho para de trás das grades. Assim, nosso protagonista finalmente alcança a paz necessária para continuar vivendo com sua família – agora em outra vizinhança. 

Ainda assim, de forma irônica, o filme é encerrado da mesma forma que começa: no pátio do complexo residencial, com Sang Hoon, agora transformado por suas últimas experiências, gritando por socorro no meio da noite. Ele aguarda que as luzes acendam e que alguém venha averiguar o que está acontecendo, principalmente depois de traumáticos assassinatos ocorridos na vizinhança. E se choca, em uma brilhante atuação de Sung-min Lee, ao perceber que nada mudou e que ninguém acenderá a luz, revelando, por fim, a total indiferença com o bem-estar do outro.

Crédito: sessaosemedo.com

Sem dúvida, o que The Witness traduz não passa de um retrato triste da sociedade contemporânea, que vive os seus dias fechada dentro de suas próprias bolhas e com uma cruel falta de empatia com a vida dos outros. 

Ficha Técnica:

País: Coreia do Sul | Direção: Jo Kyoo-Jang | Roteirista: Lee Young-jong | Elenco: Lee Sung-min, Kim Sang-ho, Jin Kyung, Kwak Si-yang  | Duração: 111 min | Ano: 2018

Conheça alguns contos tradicionais do Japão

Via Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro

Neste vídeo o grupo JapaTora apresenta a história do “Hoichi, o sem orelhas” (Mimi-nashi Hōichi), uma história que foi escrita por Yakumo Koizumi (1850 – 1904), nome japonês do autor Lafcadio Hearn, cujo trabalho divulgou a cultura japonesa no Ocidente. O conto representa o verão e as histórias de fantasmas, que são super populares na época mais quente do ano no Japão.

Este vídeo faz parte de uma série de quatro vídeos de contos tradicionais japoneses, cada um representando uma estação do ano, e faz parte de uma colaboração entre a Embaixada do Japão em Portugal, a Fundação Japão em Madri e o grupo JapaTora. Os vídeos estão legendados em português.

Para ver a série inteira, acesse:

Conheça as pinturas em tecidos que contam histórias tradicionais indianas

Via Beco da Índia

A tradição de contar histórias é antiga na Índia. E nada melhor do que contá-las com ajuda de belas imagens. Daí a função da pintura pattachitra, feita em uma espécie de rolo de tecido, muito comum nos estados de Odisha e Bengala Ocidental, no Leste da Índia.

As pinturas fazem referências a temas mitológicos e religiosos, especialmente aos culto do deus Vishnu e seu avatar Krishna, a chamada tradição Vaishnava. Tradicionalmente, um patua ou um chitrakar narrava histórias por meio dessas pinturas. Os temas de pattachitras incluíam tradições locais, histórias de deuses, deusas e da mitologia indiana. A casa do chitrakar, ou seja, o artista e contador de histórias, é uma espécie de estúdio. Toda a família envolve-se no trabalho de elaboração dessas peças.

Pattachitra revela Ravana combatendo Jatayu. Crédito: NMNewdelhi.

Um exemplo de pattachitra, que pertence ao acervo de antropologia do Museu Nacional de Nova Délhi, é a imagem que retrata o demônio Ravana, de dez cabeças, lutando contra Jatayu, um pássaro divino. Jatayu, por sua vez, tenta proteger o deus Shiva. O folclore e histórias mitológicas são repassadas há séculos por meio da patachitra, criada para uso ritualístico  nos templos, ou como arte narrativa durante a performance de uma música.

Crédito: Wikipedia Commons.

Além dos Patachitra pintados em tecidos, há os Bhirri Chitra nas paredes e os Tala Patra Chitra, pintados em folhas de palmeira. No estado de Odisha é comum que os temas ilustrados nos patachitra estejam relacionados à Jagannath, uma encarnação local do deus Vishnu.

Pattachitra sobre mitologia Hindu mostra desfile do deus Ganesha. Crédito: Wikipedia.

As linhas dos desenhos de pattachitra são no geral bastante claras, nítidas, sem paisagens ou perspectivas. Muitas vezes o fundo das pinturas contém decorações de flores e folhagens e a cor vermelha é predominante. No século 16, tornou-se comum a representação de cenas com Krishna, a encarnação do deus Vishnu, Radha e vaqueiras camadas e Gopis.

Governo coreano lança “On: Hallyu Festival”, evento online que terá shows de K-POP e duração de 1 semana

Via Koreapost

Um evento com duração de uma semana com o objetivo de promover a indústria cultural sul-coreana será realizado online este mês em meio ao novo coronavírus, anunciou o Ministério da Cultura, Esporte e Turismo do país. O “ON: Hallyu Festival” acontecerá de 16 a 23 de novembro, com encontros sobre negócios, sessões ao vivo de comércio e vendas e shows online.

O evento de uma semana terminará com um show online com as estrelas do K-pop SuperMMONSTA X e ITZY, assim como a cantora e compositora indonésia Raisa e o boy group tailandês Trinity. Como parte do evento, o Ministério disse que venderá produtos de 12 empresas da indústria de beleza e moda sul-coreana por meio de “comércio ao vivo” – sessões de vendas em tempo real. Uma sala será montada nas instalações da convenção COEX no sul de Seul para 79 empresas se encontrarem com compradores em potencial de 200 países em reuniões online.

Pôster do evento: Crédito: Ministry of Culture, Sports and Tourism.

A sessão será transmitida ao vivo para cerca de 230 países através do VLive, de acordo com o ministério. Eventos semelhantes também acontecerão nos centros de negócios da Agência de Conteúdo Criativo da Coreia, em Jacarta e Pequim. “Este evento proporcionará conforto às pessoas em todo o mundo que estão exaustos com o COVID-19, ao mesmo tempo que proporcionará oportunidades úteis para as empresas locais através do poder de Hallyu”, disse o Ministro da Cultura, Park Yang-woo. Mais detalhes sobre o evento estão disponíveis no site do evento.

NHK General irá exibir primeiro longa do Studio Ghibli feito completamente em computação gráfica

Via Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro

A NHK General no dia 30 de dezembro, às 19:30 irá exibir o primeiro longa do Studio Ghibli feito completamente em computação gráfica, Dirigido por Goro Miyazaki e por Hayao Miyazaki, o filme conta a história da orfã Aya. Adotada por Bella Yaga e Mandrake, ela se muda para uma misteriosa casa que parece ter magia em cada canto. A obra é uma adaptação do livro “Tesourinha e a Bruxa”, de Dyana Wynne Jones, que também é autora de “O Castelo Animado”, livro que deu origem ao filme de mesmo nome. Além disso, o Festival de Cannes escolheu Aya e a Bruxa em sua Seleção Oficial.

Crédito: https://studioghibli.com.br/

CEA-UFF está com inscrições abertas para o minicurso “UKIYO-E: gravura japonesa no Brasil”

No dia 17 de novembro (terça-feira), das 18h30min às 19h30min acontece o minicurso “UKIYO-E: gravura japonesa no Brasil”, através da plataforma Google Meet. As inscrições poderão ser feitas até o dia 16 de novembro. Em mais um evento promovido pelo Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Federal Fluminense (CEA-UFF), a professora Rosana de Freitas, docente da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA – UFRJ), apresentará seus conhecimentos em torno do tema das gravuras japonesas, as Ukiyo-e, e algumas orientações para quem deseja pesquisar essa arte no Brasil. Os dados de acesso da sala virtual do Google Meet serão enviados por e-mail na véspera do evento e haverá emissão de certificado. Para realizar sua inscrição preencha o Formulário do Google Docs.

Crédito: Facebook do CEA-UFF.

LAPECO-UEL realiza encontros de debates sobre “Introdução a História Contemporânea Chinesa”

O Laboratório de Pesquisa em Culturas Orientais (LAPECO) da Universidade Estadual de Londrina divulga sua última atividade do ano. ⁣⁣Nos dias 17 de novembro e 01 e 15 de dezembro, sempre às 14:30, iniciará o eixo de discussão “Introdução a História Contemporânea Chinesa”, coordenado pelo membro do LAPECO, Flávio Alexandre de Oliveira Filho. A iniciativa visa realizar três encontros, um a cada quinze dias, em que um coordenador faça a proposta de um tema e conduza o debate a partir de uma bibliografia selecionada. ⁣⁣Aos interessados em participar basta entrar em contato através das redes sociais Instagram e Facebook, ou pelo e-mail: lapeco.uel@gmail.com

Crédito: Facebook do LAPECO.

“Jornada Visões da Ásia” chega a sua segunda edição

Em 17 e 19 de novembro, sempre a partir das 10h da manhã (horário de Brasília), será realizada a segunda edição da “Jornada Visões da Ásia”. O tema escolhido, “Escrever a Ásia Moderna”, visa incentivar o debate sobre os grupos de pesquisa e iniciativas da área, e os métodos e temas da escrita da história da Ásia moderna no Brasil.

Esta uma iniciativa da comissão organizadora formada por Margareth Gonçalves (UFRRJ), Célia Tavares (UERJ), Patrícia Faria (UFRRJ), Rozely Vigas (Unicamp) e Romulo Ehalt (JSPS / Universidade Sophia). Para realizar a sua inscrição, acesse e preencha o Formulário do Google Docs. Para outras informações, envie e-mail ao seguinte endereço: visoesdaasia@gmail.com

Crédito: The Trustees of the British Museum (https://www.britishmuseum.org/collection/image/166897001
Crédito: The Trustees of the British Museum (https://www.britishmuseum.org/collection/image/166897001