NC Curadorias oferece 1ª Oficina de Elaboração e Apresentação de Projetos Acadêmicos

A Nélida Capela Curadorias vai realizar no dia 30 de outubro a 1ª Oficina de Elaboração e Apresentação de Projetos Acadêmicos. A atividade ocorrerá em uma sexta-feira, das 14h às 16h. A iniciativa versará sobre os diversos aspectos que envolvem a elaboração, estruturação e apresentação de projetos acadêmicos. A oficina é voltada para estudantes da graduação e candidatos a vagas em programas de pós-graduação a nível de especialização, mestrado e doutorado que buscam apreender técnicas de escrita, estruturação textual e apresentação oral como suporte na elaboração e defesa de seus projetos.

Aulas serão online e ao vivo com o mediador. O link de acesso é enviado no e-mail de confirmação da inscrição – é o mesmo para todos os encontros. Guarde seu e-mail com essa informação. Material parcial das aulas e gravações serão disponibilizadas no Google Drive – alunos terão acesso por link. Caso a turma não alcance o número mínimo de participantes, cancelamento será realizado 72 horas antes do evento e reembolso realizado. Inscritos serão informados por e-mail. Para participar da oficina, acesse o site do Sympla.

Crédito: Facebook NC Curadorias.


Será dado enfoque nos seguintes tópicos:

1) Elementos centrais e específicos na elaboração do Projeto de Pesquisa

2) Organização de ideias e Estruturação do Projeto de Pesquisa

3) Elementos centrais e específicos na Defesa Oral do Projeto de Pesquisa.

A atividade ainda contará com a revisão e correção de projetos que eventualmente tenham sido produzidos pelos participantes da oficina e serão encaminhadas individualmente a cada aluno em duas semanas após o término da atividade. 

A oficina será ministrada por Krystal Urbano que é Doutora (2014-2018) e Mestre (2011-2013) em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (PPGCOM|UFF). Jornalista (2002-2006) e Especialista em Epistemologias do Sul (2017-2018) pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO|Argentina). Fundadora do Asian Club (Estudos de Mídia|UFF), Coordenadora Adjunta do Grupo de Pesquisa em Mídia e Cultura Asiática Contemporânea da UFF ( MidiÁsia ) e integrante da Red Iberoamericana de investigadores en Anime y Manga ( RIIAM ), além de coordenar a área de Estudos do Pop Midiático como membro do colegiado da Academia Nipo-Brasileira de Estudos da História e Cultura Japonesa do Instituto Cultural Brasil-Japão ( ANBEHCJA-ICBJ ). Atualmente, realiza pós-doutorado no Programa da Pós Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM|UFF) e atua como Professora no Curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense.

Artistas de K-pop continuam encontrando seus fãs online

Via Koreapost

Enquanto a pandemia continua a persistir, artistas de K-pop estão cada vez mais encontrando e se comunicando com seus fãs de forma online. Mais recentemente, o boy group Seventeen organizou seu 4º fanmeeting anual “Seventeen in Carat Land” no final de agosto por meio da plataforma Weverse.

Foram 4 horas de show, que ofereceram uma grande variedade de entretenimentos, desde performances das músicas mais icônicas do grupo até apresentações nas quais os integrantes fingiam ser apresentadores ou atletas competindo em um evento de esporte. A pré-filmagem dos MVs e fotos mostravam os integrantes em pijamas, deitados no sofá e comendo snacks, como um sinal de solidariedade por seus fãs, que estavam majoritariamente assistindo de suas casas.

Crédito: Korea Herald.

Os integrantes também apareceram sentados em um estádio vazio durante o encontro, dizendo aos fãs que tinham esperanças de se encontrarem lá com eles em breve. “Nós deveríamos estar nos encontrando em breve, mas tivemos que esperar, então está sendo ainda mais divertido ver vocês, CARATS, hoje”, disse Hoshi. “Enquanto não estivermos no mesmo espaço físico, foi muito significante para mim, porque pude ler seus comentários e ver suas reações individualmente”. “Dessa forma, todos puderam sentar na frente, enquanto vestiam pijamas e comiam o que quer que fosse e na posição mais confortável”, adicionou Woozi.

Crédito: Korea Herald.

“Independente do que acontecer, estaremos sempre juntos. Lendo os comentários, eu tive essa incrível sensação de que estávamos dançando juntos”, disse Junhui. O encontro com os fãs foi transmitido para 120 países e proporcionou uma apresentação com multicâmeras que possibilitou que os espectadores acessassem 14 câmeras em ângulos diferentes — uma capturava o grupo todo e as outras 13 davam closes que mostravam cada integrante.

Outros grupos e artistas do K-pop, como Mamamoo, Kang Daniel, Chungha, IZ*ONE e Weki Weki também fizeram recentemente encontros online. Integrantes do boy group 2PM fizeram uma transmissão online com os fãs no sábado (5), enquanto o Pentagon teve seu terceiro encontro online com os fãs no “PENTAG-ON AIR”.

MidiÁsia entrevista Thiago Nojiri, tradutor de mangás da editora NewPop

O universo dos mangás e animês é riquíssimo e muito presente no consumo brasileiro de cultura pop. São décadas de circulação, formal e informal, desses produtos no país e de uma influência cultural que resiste aos fortes influxos pop de diferentes nações. Contudo, não há como compreender as lógicas desse consumo no Brasil sem mergulhar no cenário que dá conta dessa circulação. A publicação de mangás e light novels em português-brasileiro é essencial para que a cultura japonesa, em suas variadas vertentes, consiga alcançar diferentes públicos e dialogar diretamente com os consumidores locais. Para isso, entrevistamos Thiago Nojiri, tradutor de japonês-português brasileiro desde 2012, que começou sua carreira na editora JBC e há três anos trabalha na NewPop. Ele é responsável pelas traduções de “Devilman”, “Re:Zero novel”, “Given”, entre outras obras. Thiago, então, conversa com o MidiÁsia em um esforço de apresentar detalhes da estrutura desse mercado no Brasil, como as lógicas de tradução do japonês funcionam, quais são as tendências da cultura pop japonesa e como esse consumo ajuda a entender as mudanças no cenário global.

Thiago Nojiri (@nojiri_s) | Twitter
O tradutor Thiago Nojiri. Foto: acervo pessoal.

Atualmente você é tradutor de mangás e light novels da Editora New Pop, como foi o seu processo de entrada nesse mercado?

Thiago Nojiri (TN): Na verdade, não foi exatamente “planejado”, eu meio que acabei unindo o útil ao agradável. Lá pelo meu terceiro ano da faculdade de Direito, eu estava completamente desiludido com a prática jurídica e não queria trabalhar com isso de jeito nenhum, somado à crise do começo dos anos 20 (hahaha!). Então, comecei a buscar alternativas pra coisas que eu pudesse fazer da vida, foi quando uma amiga disse que eu deveria fazer o exame de proficiência da língua japonesa (JLPT), que é uma prova aplicada pelo próprio governo japonês para estrangeiros, em que emitem um certificado do seu nível de proficiência no idioma japonês. Com esse certificado, achei que o meu leque de opções iria se expandir, nem que fosse pra trabalhar numa empresa japonesa como… advogado. Enfim, com o certificado em mãos, pensei no que me daria prazer de fazer (já que a vida jurídica não me daria), e a primeira coisa que pensei foi justamente nos mangás, algo que eu sempre amei desde criancinha (como todo bom garoto japonês) e que sabia que existia um mercado forte voltado pra isso aqui no Brasil. Lembro de ter ido a uma banca, visto o Death Note da JBC e no mesmo dia eu já tinha mandado e-mail pra eles. Em um primeiro momento, a pessoa responsável só respondeu dizendo que não estavam procurando colaboradores, mas alguns meses depois, fui contratado. Isso foi em 2012 e até hoje essa é a minha carreira, agora na Editora NewPop.

Em entrevista para o Anime Station da Rádio Geek, Thiago Nojiri fala um pouco mais sobre o início da sua carreira como tradutor e outros assunto relacionados.

O processo de tradução cultural é essencial para a tradução de textos, como ela se realiza no caso entre Japão e Brasil, dois países tão distantes cultural e geograficamente? O que é importante nesse aspecto para um tradutor de japonês-português?  

TN: O mundo consome animês e mangás formal e informalmente há muito mais tempo do que qualquer produto de outra cultura pop asiática. Convivemos com a cultura pop japonesa desde os anos 1960, quando o Japão teve grande destaque nessa área, mas outros produtos asiáticos eram raríssimos por aqui. Séries japonesas como Ultraman, National Kid e Jaspion e, posteriormente, Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, ficaram em destaque não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O mundo foi consolidando e aceitando que aquilo apresentado era Japão, então não havia preocupação com tradução cultural naquela época. Essa questão é algo recente, porque cada vez mais não só os produtos asiáticos, mas tudo que não é eurocentrista ou parte do imperialismo americano, tá passando a ganhar mais destaque. Então começamos a discutir tradução cultural muito depois do que já tinha sido construído pelo mundo dos animês e mangás.

PlayPlus disponibiliza todos os episódios da série O Fantástico Jaspion
Clássico da televisão japonesa, Jaspion fez história também na televisão brasileira. Crédito: Divulgação.

Os produtos que tiveram alcance global são naturalmente menos carregados de traços culturais japoneses. Os grandes sucessos dos mangás e animês no mundo são bem universais. A cultura pop japonesa é uma plataforma midiática que, apesar de bastante única e bastante “japonesa”, traz pouco da carga cultural japonesa em si. Acredito que o processo de criação tecnicamente falando e toda a questão envolvendo a parte objetiva é sim muito japonesa. Mas, quando a gente tenta discutir dentro da cultura pop japonesa o que tem de japonês ali, acho que é tudo um pouco mais brando. Os próprios japoneses gostam de separar o que é cultura tradicional e o que é cultura pop. O taiko, culinária, danças, teatro, enfim, essas coisas são muito japonesas. Em contraste a isso, temos a cultura moderna que já é naturalmente bem menos carregada culturalmente e a gente só percebe traços culturais em momentos pontuais e talvez na forma como ela se produz, mas não nas histórias em si. Podemos perceber nos grandes sucessos, como em Cavaleiros do Zodíaco, que não tem nada a ver com o Japão; Ultraman e Godzilla, que de cultura japonesa mesmo não tem quase nada, só trocaram Nova Iorque por Tóquio.

Os Cavaleiros do Zodíaco: Anime original está disponível na Netflix -  Notícias Visto na web - AdoroCinema
Imagem promocional do animê Cavaleiros do Zodíaco. Crédito: Divulgação.

O próprio material que eu trabalho, que são os mangás, já são bem menos carregados culturalmente, então eu não saberia responder de forma completa essa pergunta porque faço muito pouco nesse respeito. Não é um desafio pra mim. Acho que a tradução cultural é sim essencial, mas acho também que os leitores não ligam muito pra essas coisas. Não é algo que precisamos preservar porque, de novo, é uma cultura pop, tem o objetivo de entreter e não exatamente respeitar a cultura japonesa. Eu acho mais interessante o leitor brasileiro entender de primeira o que está acontecendo na cena do que ficar pensando: “Ah, então quer dizer que no Japão eles pensam assim?”. Não acho que essa seja a abordagem a ser feita. O que é muito diferente da literatura clássica, que é algo que eu não faço, não traduzo livros clássicos, como Akutagawa e Osamu Dazai, que já são consagrados, fazem parte do hall de livros didáticos que todo japonês estuda, porque aí sim eu acho que a abordagem do tradutor tem que ser muito diferente.

Livros do Osamu Dazai publicados no Brasil. Crédito: sites das editoras Cavalo de Ferro e Liberdade.

Quais preconcepções você tinha do mercado de produtos culturais japoneses no Brasil, que hoje você percebe de forma diferente? E, hoje, quais você considera que são os grandes desafios da sua carreira?

TN: Curiosamente, as preconcepções que eu tinha são basicamente as mesmas do que é a realidade. Qualquer um que entrar para o mercado de produtos culturais japoneses vai ver que é exatamente como achou que fosse, não há muitas surpresas. Talvez por ser um mercado de nicho (e aqui falo de produtos japoneses no geral), não deve ter tanta complexidade. Mas, se é pra citar uma coisa, lá vai: achei que teriam muito mais nipo-brasileiros envolvidos neste tipo de trabalho, o que não é verdade, somos uma minoria muito minoria. E isso também não foi uma “surpresa”, porque sei como é a educação de um lar japonês (que vê trabalhar com produto cultural um fracasso ante outras profissões mais “sérias”), mas realmente achava que tivessem mais pessoas. Sobre os desafios da minha carreira, sendo bem franco, não acho que haja muita coisa que esteja ao meu alcance. Os desafios, pra mim, são mais “preocupações”, porque acho que o Japão como soft power já perdeu completamente aquilo que um dia teve e vem numa decrescente desde os anos 2010, no mundo todo. Isso leva a ter cada vez menos fãs e, consequentemente, menos dinheiro envolvido. De novo, não falo somente de mangás e animês, mas o país Japão como um todo já deixou de ser moda há muito tempo e vivemos do que restou de uma glória passada.

NewPOP Day 2018 | Todos os lançamentos e novidades da editora! - Suco de  Mangá
Captura do evento NewPop Day de 2018. Foto: SucoDeManga.

Como é realizado o processo atual de compra de direitos e publicação de uma obra japonesa, mangá ou light novel, aqui no Brasil? Ele mudou muito nos últimos anos?

TN: Não posso entrar em muitos detalhes, mas de forma resumida: a) existem agências intermediadoras especializadas nisso, são empresas que fazem a conexão da editora brasileira com a editora japonesa; b) nós, das editoras brasileiras, quando vemos um título que nos interessa, entramos em contato com essa agência intermediadora; c) a agência, então, repassa o nosso interesse para a editora japonesa que publica o título e, a partir daí, iniciamos a negociação; d) este processo, em si, não mudou muito nos últimos anos, porém, obviamente, a tecnologia nos trouxe muito mais facilidades.

Você morou no Japão por grande parte da sua infância, acredita que essa experiência modifica a forma como você traduz esses textos e até mesmo como você os entende e interpreta?

TN: Com certeza a minha vivência no Japão faz com que eu perceba e interprete os textos de forma diferente. Isso é algo que até preciso me policiar muito, sobre até que ponto eu estou entendendo uma coisa e conseguindo transmitir aquilo de forma que um brasileiro que nunca esteve no Japão possa entender de forma similar ou pelo menos que a tradução não fique algo muito centrado apenas no meu entendimento. Porque tenho sim consciência que percebo algumas coisas que a grande maioria não percebe e isso fica muito mais evidente em temas polêmicos que vêm ganhando destaque nos últimos anos, como sobre as problemáticas envolvendo a forma como se faz mangá. Percebo que enxergo esse assunto muito mais do ponto de vista de um japonês médio do que um brasileiro médio e isso é algo que preciso me policiar bastante.

Alguns títulos de mangás da editora NewPop. Crédito: site NewPop.

Consideraria essencial a um tradutor desse tipo de conteúdo a vivência aprofundada na cultura com a qual deseja trabalhar?

TN: Não, essencial não é. Acho que ajuda bastante o próprio tradutor, não falo nem do resultado, porque acredito que existem excelentes tradutores que nunca tiveram a oportunidade de viver no Japão e tá tudo certo. Ajuda mais o tradutor em momento pontuais para fazer a tradução fluir melhor, não ficar emperrado em certas partes ou não precisar fazer algumas pesquisas. Então, acho que é mais nesse sentido. Não é uma vivência super necessária se você quer aprender japonês e virar tradutor. Porém, o que eu quero deixar muito claro é que a tradução não pode ser feita por alguém que só sabe o japonês. Não raras foram as vezes que vi pessoas que tinham um bom nível de japonês, mas ainda muito longe do aceitável para fazer tradução de mangás em específico, ou mesmo livros, porque é necessário um nível muito próximo do nativo para entender nuances que são próprias do momento em que o mangá foi feito. Mangás e animês são muito mais reflexos do momento em que foram criados, então, envolvem muitas gírias, modos de falar e costumes específicos do contexto no qual foram desenvolvidos. E você tem que saber como perceber e entender esses detalhes, que não estão em livros didáticos de cursos de japonês. Então, isso sim é muito mais importante do que ter vivido no Japão, estar antenado ao que é essa cultura popular como um todo, não só mangás e animês, mas a cultura popular japonesa no geral, e principalmente como os jovens, a mídia e a política japonesas se comportam no período em que a obra foi escrita. Isso é muito mais importante.

newpop day 2018
Thiago Nojiri palestra no NewPop Day 2018. Foto: SucoDeManga.

Quais são as diferenças em questão de narrativa entre mangás e light novels? Você acredita que uma entrega ao leitor uma experiência mais imersiva e completa do que a outra? Para você, enquanto tradutor, qual dos dois formatos é o mais interessante de se trabalhar?

TN: Para trabalhar o mais interessante é o mangá, não tem nem comparação! Trabalhar com light novel é muito cansativo, é um formato de livro, por isso cansa mais. Isso sou eu, se existe algum tradutor por aí que prefere light novel, entra em contato porque estamos precisando! Na minha opinião, mangá é muito mais divertido e acredito que seja mais imersivo também. Mas isso vai muito do perfil do leitor, não sei dizer ao certo qual dos dois entrega uma experiência mais imersiva e completa, já que, da mesma forma que existem leitores que preferem histórias em quadrinho, há outros que preferem livros. Tem quem ache mais agradável ler HQ, tem quem ache mais imersivo e completo só ler Tolkien (autor de “Senhor dos Anéis”, “O Hobbit”, entre outros). Isso tudo depende do leitor. E tem uma coisa que quero deixar claro para não causar confusão: as light novels, apesar de serem livros, não podem ser encaradas da mesma forma como o Tolkien, por exemplo, ou outros grandes livros da cultura pop mundial, já que são coisas bem diferentes.

Alguns títulos de light novels da editora NewPop. Crédito: site da NewPop.

Light novel é muito próximo de um script de filme. O narrador ambienta o local, mas a maior parte da light novel acaba sendo diálogo, é como se um mangá tivesse sido transformado em livro. Como se a light novel fosse um script para o mangá, então é uma leitura muito mais ágil nesse sentido. Claro que vai de editor e autor, então tem de todo tipo, há light novels muito completas. Não são uma “sub-leitura”, são apenas uma modalidade única que existe e atende um certo tipo de leitor. Se a pergunta fosse sobre as diferenças entre light novels e livros, teriam mais diferenças a serem citadas do que entre light novels e mangás. Light novels são muito mais próximas da experiência de assistir um desenho, filme ou série, se distanciando da experiência de ler um livro. Até por isso acho que as light novels são tão interessantes, já que são uma forma que os japoneses encontraram de incentivar a leitura, o que acho sinceramente ótimo. O que acabou caindo muito no gosto dos japoneses: lá as light novels são sucesso absoluto! Em questões narrativa, é tudo a mesma coisa, light novels e mangás são realmente muito parecidos, a única diferença mesmo são os desenhos, porque, enquanto os mangás podem se dar ao luxo de não terem um narrador explicando o que está acontecendo nas cenas, as light novels precisam de um narrador explicando como é a cena, como a personagem tá vestida, qual é a cor de um objeto específico…

Crédito: site da NewPop.

Aqui no Brasil as demandas do público leitor de mangás seguem as tendências dos animes? Você encontra alguma correlação entre essas demandas e as atualizações dos catálogos de plataformas de streaming, como a Crunchyroll e a Netflix?

TN: Com certeza absoluta, não há sombra de dúvidas. O animê é o que dita a tendência e ponto, ele é o referencial mais importante para o mercado de mangás. Chega a ser engraçado como no resto do mundo acontece o processo inverso do Japão: enquanto no Japão o produto “original” é o mangá, e dependendo do sucesso do mangá faz-se uma adaptação em animê, o mundo todo vê o mangá como um “bônus” do animê. Tanto que, se você parar para reparar, os nomes de eventos otaku no Brasil são todos com o “anime” no nome, e não “mangá”. A gente fala que vai em “evento de animê”, e não em “evento de mangá”.

Existem gêneros de mangá que tem mais destaque no circuito brasileiro? Na sua opinião, quais são as tendências para o futuro desse mercado?

TN: A tendência é, sempre foi e sempre será: shounen de luta. E isso não é uma tendência brasileira ou mundial, é japonesa. No Japão é o que mais se produz, mais ganha visibilidade e mais dá lucro. Então é natural que todo o resto siga os mesmos passos. Acho muito difícil que isso vá mudar num futuro a médio ou longo prazo.

Arquivos A situação dos mangás da Shounen Jump - Quadro X Quadro
Capa de uma das edições da Weekly Shonen Jump, revista japonesa especializada no gênero shounen. Crédito: ShonenJump.

O consumo de cultura pop japonesa no Brasil acontece há décadas, mas é confinado ao conceito de nicho e abarca um universo cultural ainda considerado como “exótico” no nosso país. Você acredita que o contato brasileiro, mesmo nichado, com esses produtos culturais ajudou na construção de pontes culturais mais concretas e menos estereotipadas sobre o Japão e o Leste Asiático como um todo?

TN: Sim e não. Eu particularmente – e deixo bem claro que estou falando apenas por mim, Thiago – acho que ajudou só um pouco. Acredito que esse consumo deu suporte ao que já existe, que é a imigração japonesa no Brasil. As principais pontes, conexões e base para essa relação entre Brasil e Japão, e para que o Japão caísse no imaginário brasileiro, foram muito mais influenciados pelas famílias japonesas que vieram ao Brasil do que por algum produto cultural, especialmente os da cultura pop. A cultura pop deu suporte ao que já existia, que é as famílias japonesas divulgando a cultura, tanto que se você for em eventos de cultura tradicional japonesa, como é o Festival do Japão, ou em eventos organizados por associações de províncias, como é o Festival da Estrela, Tanabata, a presença de nikkeis, descendentes de japoneses, é ainda muito grande. E a cultura pop fez com que as pessoas que são totalmente de fora dessa vivência passassem a fazer a conexão do que viam no pop japonês também na cultura tradicional, enxergando que é tudo Japão. Então, por exemplo, aquela pessoa que nunca se interessou por shamisen (instrumento musical de cordas japonês), não vai se importar de assistir uma apresentação desse instrumento, já que ouviu algo parecido em uma música de videogame ou desenho japonês.

Minha Experiência Lésbica com a Solidão é bem mais do que imaginamos
Um quadrinho da obra Minha Experiência Lésbica com a Solidão, de Kabi Nagata, traduzido para o português brasileiro por Thiago Nojiri e lançado pela NewPop.

A cultura pop serviu para expandir um pouco mais uma ponte que já existia, que era inevitavelmente exotizada. Enquanto as comunidades nipo-brasileiras tentavam se firmar no Brasil, elas foram vistas como totalmente exóticas. Acredito, então, que a cultura pop conseguiu dar uma pequena rompida nisso, transformando um pouco essa percepção. Com certeza foi muito mais fácil da cultura japonesa entrar para o imaginário brasileiro graças a alguns desses destaques da cultura pop. Então, a construção de pontes culturais concretas acho que é muito mais um mérito das próprias famílias japonesas, a cultura pop teve pouca influência nesse sentido, mas com certeza ajudou. E acredito, curiosamente, vendo pelo menos os outros países do Leste Asiático, que os nipo-brasileiros e o Japão como um todo sofrem menos exotização do que os países vizinhos. Não sei se é porque estamos no Brasil há muito tempo e isso ajuda bastante, já estamos na quinta, sexta geração de famílias, que essas questões são um pouco diferentes, mas, sem dúvidas, é um assunto mais delicado.

O mercado editorial como um todo está sofrendo recessão no Brasil nas últimas duas décadas. Como está o nicho dos mangás e light novels japonesas em frente a essa situação? O público otaku continua consumindo como a dez anos atrás?

Não posso responder em detalhes, mas digo que: a) estamos lidando bem com a recessão; b) o consumo está mais diversificado.

Para finalizar, poderia nos indicar obras, traduzidas por você ou não, que considera essenciais aos leitores do MidiÁsia interessados por essas produções?

Na minha humilde opinião, não existem “obras essenciais” pra nada. Leia ou veja o que achou interessante e tá tudo certo. Dito isso, considerando o teor da entrevista, faço duas recomendações: “Zero Eterno” e “Thermae Romae”; acho que são mangás que conversam bastante com o perfil de quem gosta de se aprofundar mais na cultura japonesa. E, se sobrar um tempo, gostaria que lessem “Minha Experiência Lésbica com a Solidão” também.

Obras recomendadas por Thiago, que são encontradas em português nos sites de vendas das respectivas editoras. Crédito: sites da JBC e NewPop.

Embaixada e consulados gerais da China convidam para concerto online “China-Brasil: Vencendo distâncias, unidos pelo futuro”

Via Revista Intertelas

No dia 26 de setembroàs 11h , no canal da Embaixada da República Popular da China no Youtube, será transmitido o concerto on-line “China-Brasil: Vencendo distâncias, unidos pelo futuro”. Este evento inédito visa celebrar o 71º aniversário da República Popular da China. Trata-se de uma iniciativa da Embaixada da China no Brasil, em conjunto com os Consulados Gerais do país em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Através da tecnologia na nuvem, orquestras de renome de Brasil e China vão tocar em conjunto músicas chinesas e brasileiras mundialmente conhecidas. Confira programação na Revista Intertelas.

Crédito: divulgação.

5ª edição do Festival “Tesouros do Japão” traz novas atrações em sua primeira versão online

Via Revista Intertelas

A quinta edição do Festival Tesouros do Japão, terá sua estreia online nos dias 26 e 27 de setembroa partir das 18h no Canal Tesouros do Japão no YouTube, gratuitamente. A programação conta com diversos temas alusivos à cultura nipo-brasileira e entrevistas com convidados ilustres, figuras importantes que contribuem com a difusão da cultura japonesa no Rio de Janeiro e também em outros estados. O evento também terá a presença de convidados que vão falar diretamente do Japão.

Entre as exibições dos talks shows, ocorrem performances artísticas, oficinas de origami e culinária. Conforme salienta a curadora do festival Ana Brites, esta iniciativa é uma grande  homenagem aos 125 anos da Amizade Brasil-Japão e aos que 112 anos da Imigração Japonesa.

Portanto, o objetivo principal é divulgar a cultura nipo-brasileira e inspirar, através das virtudes e hábitos dos japoneses, o público brasileiro que está em casa nesse período de pandemia. Na abertura que aborda a amizade centenária de Brasil e Japão, o festival contará com a participação de convidados especiais: o Cônsul-Geral do Japão no Rio de Janeiro Tetsuya Otsuru, o presidente do Instituto Cultural Brasil Japão (ICBJ) Sohaku Bastos e o presidente da Rio Nikkei e Renmei Minnoru Matsuura.

O festival exibirá um tour virtual da exposição Tesouros do Japão que apresenta cenografia inspirada em ícones da Cultura Japonesa, templo, ponte, cerejeiras, samurai arqueiro, bonecas japonesas, obras de arte, além de apresentações e oficinas que prometem levar o visitante virtualmente a uma viagem fascinante pela Terra do Sol Nascente. De acordo com a organização do evento, este projeto é viabilizado através do Incentivo Cultural do  Imposto Sobre Serviços (ISS RJ), com o patrocínio da Administradora de Bens (BAP)Odontologia Diagnóstica (DATA X) e Escola Carolina Patrício, além do apoio institucional da Japan Foundation, do ICBJ, da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Estado do Rio de Janeiro (RENMEI), da Associação Nikkei do RJ (RIO NIKKEI), do Grupo de Estudos sobre o Japão da Universidade Federal Fluminense (GEHJA-UFF) e a parceria com a Quickly Travel – Japan Travel Bureau (JTB)Hawk e Buzzline.

Confira a programação na íntegra

Dia 26 de setembro  – a partir das 18h 

Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.

Dia 27 de setembro  – a partir das 18h 

Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.
Crédito: Festival Tesouros do Japão.

LEA da USP oferece a palestra online “As Ideias Republicanas na China Imperial do Início do Século XX”, com o sinólogo Egas Bender Moniz-Bandeira

Como atividade do Laboratório de Estudos da Ásia ( LEA ) da Universidade de São Paulo (USP), na quarta-feira, 7 de outubro, às 18h, pelo sistema Google Meet (no link https://meet.google.com/wqy-xmcw-ins ), ocorrerá a palestra online e gratuita do sinólogo Egas Bender Moniz-Bandeira (filho do historiador Moniz Bandeira e pesquisador do Instituto Max Planck de Frankfurt, na Alemanha). O tema da palestra será As ideias republicanas na China Imperial no início do século XX”. A palestra será em português. Egas Bender é autor de diversas publicações sobre a China e Leste da Ásia, sendo que um de seus artigos “O Advento do Constitucionalismo na China” está em português e pode ser lido no link: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/ballot/article/view/25571/18278

Marxismo 21 lança dossiê em homenagem aos 130 anos de Ho Chi Minh

Via Marxismo 21/Revista Intertelas

O site Marxismo 21 lançou em 13 de setembro um dossiê em homenagem ao líder e militante revolucionário Ho Chi Minh que, no último 19 de maio, completaria 130 anos. Segunda informa a editora, esta iniciativa visa “oferecer subsídios para entender a trajetória política e intelectual de Ho Chi Minh e os processos de luta do povo vietnamita, reunindo, assim, um amplo conjunto de textos de (e sobre) essa influente liderança comunista, além de outra série de publicações que abordam o pensamento de Vo Nguyen Giap e as lutas de classes no Vietnã, materiais que estão disponíveis no formato de artigos e livros em português, castelhano, inglês e francês. O dossiê conta ainda como uma seleção de filmes, documentários, músicas, palestras e debates que abordam temas relacionados à luta dos comunistas e à história vietnamita“.

Para que o material selecionado estivesse disponível ao público, o Marxismo21 contou com o auxílio de Davisson de SouzaFrancisco PrandiRenato Nucci Jr. e Sérgio Braga, membros do Conselho Consultivo, pela sugestão de materiais que foram integrados a este dossiêConfira o restante do texto e link para acessar ao material publicado pelo Marxismo 21 abaixo.

Ho Chi Minh (1890-1969) participou ativamente da luta anticolonial contra os franceses e a invasão japonesa e contra o imperialismo estadunidense, destacando-se como importante liderança no processo de independência do povo vietnamita, obtida em 1945. Além disso, teve participação destacada  na luta contra os franceses na Batalha de Dien Bien Phu, que resultou na divisão do Vietnã (Norte e Sul) e no confronto bélico com os EUA iniciado em 1967, cujo desfecho foi a vitória dos comunistas na guerra e a reunificação do Vietnã em 1975, seis anos após a morte de Ho Chi Minh, vítima de um ataque cardíaco.

Na história de lutas do povo vietnamita, não é possível deixar de fazer referência ao relevante papel desempenhado pelo general Vo Nguyen Giap (1911-2013), companheiro de luta de Ho Chi Minh e grande estrategista militar, que comandou o heroico exército vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu (1954) e na guerra do Vietnã (1967-1975). Um dos aspectos a ser relevados na trajetória de Ho Chi Minh é sua militância, corajosa e persistente, na luta pela autodeterminação do povo vietnamita e demais povos colonizados.

Crédito: Marxismo 21.

Ao longo de sua vida, o dirigente comunista vietnamita viveu em vários países, experiência que lhe permitiu entre outras coisas conhecer e denunciar o racismo nos EUA; participou de vários congressos da Internacional Comunista, nos quais ficou reconhecido como importante liderança das lutas anticoloniais. Ho Chi Min também contribuiu muito para a construção de organizações operárias e populares tanto na França (PCF) como na região de abrangência do Vietnã, tendo fundado o  Partido Comunista da Indochina em 1930, que mais tarde seria batizado de Partido dos Trabalhadores do Vietnã e, finalmente, passaria a se constituir como Partido Comunista do Vietnã em 1976.

No momento em que até mesmo certas correntes autoproclamadas progressistas procuram engrossar as fileiras do anticomunismo, denunciando a tradição marxista por supostamente ignorar ou dar pouca relevância ao tratamento de temas fundamentais como o anti-colonialismo, o antirracismo e a relação entre questão nacional e luta socialista, a recuperação do legado de Ho Chi Minh e da história das lutas e resistências do povo vietnamita, muitas delas dirigidas pelos comunistas, torna-se oportuna para demonstrar o caráter infundado de grande parte dessas críticas e para interpelar os socialistas a resgatarem e a conhecerem a fundo as histórias das lutas anticolonial e anti-imperialista com vistas à construção do socialismo no século 21. Para ter acesso ao dossiê, acesse o site do Marxismo 21.

GEHJA oferece curso online sobre história do Japão antigo e clássico

De outubro de 2020 a fevereiro de 2021, o Grupo de Estudos Japoneses da Universidade Federal Fluminense (GEHJA-UFF) vai realizar curso sobre a história do Japão antigo. As aulas ocorrem de 6 de outubro de 2020 a 23 de fevereiro de 2021, sempre às terças-feiras, das 18h30 às 20h. O objetivo é abordar desde a chegada dos primeiros povos ao arquipélago até os adventos do período feudal inicial, estudando as sociedades pré-históricas, a formação do Império Yamato, a fundação das bases das religiões, a burocracia imperial, o surgimento do período clássico com a introdução da escrita, as eras das cortes aristocráticas, berço da literatura e a cultura antiga japonesa.

O curso será ministrado pelo professor, historiador formado pela UFF, pós-graduado em história militar pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), coordenador geral do Grupo de Estudos Japoneses da UFF e da Academia Nipo Brasileira de Estudos sobre História & Cultura Japonesa do Instituto Cultural Brasil e Japão (ANBEHCJ -ICBJ) Douglas Almeida. As vagas das aulas coletivas são bastante limitadas, sendo apenas 09 vagas disponíveis na turma. Para conhecer a ementa, o valor do investimento, a forma de inscrição e demais informações é só enviar um e-mail para: gehja.ceia.uff@gmail.com

Filmes sul-coreanos ressignificam estereótipos da mulher idosa

Por Park Ji Won – Via Koreapost/Korea Times

As mulheres mais velhas nos filmes são frequentemente retratadas de maneiras estereotipadas – elas sacrificam-se pelas suas famílias ou permanecem passivas, vitimizadas e assexuadas. Seus desejos e ambições raramente são abordados em filmes e, portanto, poucas obras cinematográficas têm uma mulher mais velha no papel principal.

Mas esse padrão está mudando. Filmes sul-coreanos lançados recentemente retratam mulheres idosas como figuras independentes, que falam por si mesmas. Tanto os filmes, quanto o documentário lançados recentemente centram-se nas histórias de mulheres idosas.

Um dos filmes é “Oh! My Gran” (“Oh! Munhee” em coreano) – uma história sobre a busca pelo motorista responsável pelo acidente que deixou a neta da protagonista, Bo-mi, ferida. O filme retrata a investigação realizada por Oh, a personagem principal que passou a ser a única testemunha do acidente, mas que está sofrendo de Alzheimer, e Du-won – seu filho e pai de Bo-mi – com abundantes cenas de ação e comoventes momentos em família. A condição médica de Oh adiciona mais drama ao filme. Mas o principal ingrediente que atrai o público não é a tragédia de sua doença, mas sim o tratamento cômico e sensível do problema.

Oh! My Gran” (2020), de Jeong Se Gyo. Crédito: CGV Arthouse/Korea Times

Mesmo não sendo um filme de ação do tipo James Bond, é bem raro mostrar uma personagem feminina mais velha em performances de ação ativa, como em perseguições de carro e até mesmo escalar uma árvore, que é a primeira cena de ação da atriz de 78 anos em toda a sua carreira. A personagem feminina é vocal e muito dedicada em encontrar pistas para o caso – o que resulta na descoberta das principais evidências do crime. “Journey to Kailash” é um documentário que mostra a jornada de Lee Chun Suk, uma mãe de 84 anos, e Jung Hyung Min, seu filho e o diretor – foram três meses; 20 mil Km; da Mongólia à Montanha Kailash (China).

Cena de “Journery to Kailash” (2020), de Jung Hyung Min. Crédito: Hancinema.

Eles terminam a viagem via rota terrestre e foi a primeira viagem de Lee ao exterior. Mesmo quando ela precisou rastejar montanha acima, ela nunca desistiu e alcançou o topo. “Eu estava curioso sobre como minha mãe vê o mundo … Gostaria de mostrar a todas as mães do mundo que minha mãe nunca desistiu da viagem, apesar das dificuldades da vida“, disse Chung à Yonhap.

An Old Lady” (“Age 69” em coreano), retrata uma mulher de 69 anos tentando encontrar justiça depois de ser estuprada por um auxiliar de enfermagem de 29 anos. Ela é constantemente desafiada pelo preconceito de que uma idosa não pode ser vítima de estupro.

Cena de “A old lady” (2020), de Kyunghyang Shinmun. Crédito: Hancinema.

Mostra como uma mulher sofre com a indiferença da sociedade, mas que nunca desiste de se expressar porque ainda está “viva”. “Personagens de mulheres idosas são muito agressivas ou insultadas sexualmente nos filmes. Mas eu quero mostrar um indivíduo além de todos esses preconceitos“, disse Lim Sun Ae, a diretora, ao Kyunghyang Shinmun.

Hallyu Rio, em formato digital, ocorre em outubro deste ano

No dia 17 de outubro acontece o Hallyu Digital Festival. A programação do evento poderá ser acompanhada pelo YouTube da Global Culture Produções. O evento é gratuito e já tem confirmado as seguintes atrações: aula de coreano, concurso cover de dança, concurso cover de canto, quiz de perguntas sobre a Coreia do Sul e entrevistas com pessoas que moram na Coreia. O público também vai poder entrar em um grupo de bate papo fechado do evento dentro do WhatsApp.

Crédito: Facebook Hallyu Rio Festival.

Desde 2015, a equipe do evento Hallyu Rio traz para o público carioca, fã da cultura sul-coreana,o melhor da experiência Hallyu no Rio de Janeiro, com atrações que foram desde concursos de cover K-pop a experiências de vestir hanbok, experimentar comida típica coreana, entre outros. Este ano, devido à pandemia Covid-19, decidiu-se pela criação de um evento digital. Para outras informações, acesse a página https://hallyurio.com/