4º Simpósio Eletrônico de História Oriental ocorre em outubro

O 4º Simpósio Eletrônico de História Oriental ocorre de 5 a 9 de outubro e será online e gratuito. Os textos devem ser enviados até 12 de setembro de 2020. Eles serão publicados em formato de livro eletrônico (eBook) e disponibilizado na rede. A participação no evento garante certificado de leitor-participante de 40h, fornecidos pelo Projeto Orientalismo UERJ/LAPHIS – Laboratório de Aprendizagem Histórica da UNESPAR/Leitorado Antiguo UPE/Atrium-UFMS. Já os comunicadores receberão certificado específico de Comunicador 20hs + Leitor 40hs. Para mais informações e realizar a sua inscrição, acesse o site: https://simporiente2020.blogspot.com/

Crédito: https://simporiente2020.blogspot.com/

MidiÁsia realiza live com editora do site Koreapost

No dia 24 de agosto, o Grupo de Pesquisa em Mídia e Cultura Asiática Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (MidiÁsia-UFF) vai realizar às 20h, live com a editora do Koreapost, parceiro do grupo, Simone Ribas Sparsbrod. O tema do evento vai abordar a trajetória do site especializado na divulgação da cultura sul-coreana no Brasil e o intercâmbio educacional entre Brasil e Coreia do Sul .

Para mediar e entrevistar a convidada estarão presentes a jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), especialista em Politíca Internacional pela mesma universidade, mestre em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), editora-chefe da Revista Intertelas, também parceiro do MidiÁsia-UFF, ex-colunista do Koreapost e pesquisadora do MidiÁsia Alessandra Scangarelli Brites e a doutora e mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (PPGCOM|UFF), jornalista e especialista em Epistemologias do Sul pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO|Argentina), fundadora do Asian Club (Estudos de Mídia|UFF) e coordenadora Adjunta do MidiÁsia-UFF Krystal Urbano. A live ocorre através do Facebook do MidiÁsia e estará aberta ao público em geral.

Crédito: MidiÁsia/arquivo pessoal Simone Sparsbrod.

Gilberto Gil: a viagem emocionante à Índia do mais famoso Filho de Gandhy, seu encontro com Amma e o sonho de uma ópera sobre o amor de Krishna

Via Beco da Índia

Gilberto Gil, um amante da Índia, gravou naquele país cenas para o documentário ‘Disposições Amoráveis’

Na sexta-feira 26 de junho, o Brasil foi presenteado com uma live de Gilberto Gil, mas quem deveria receber presente era o compositor, cantor e ex-ministro da Cultura por ter completado naquele dia 78 anos de idade. Como uma homenagem a esse artista que é um símbolo do Brasil e um apaixonado pela Índia, o Beco da Índia, parceiro do MidiÁsia, lembra aqui alguns dos projetos de Gil relacionados a esse país.

Gilberto Gil com Amma na Índia. Crédito Facebook: Amma.

Em setembro do ano passado, Gil fez uma emocionante viagem à Índia, acompanhado da mulher Flora. O passeio, que incluiu até uma viagem de trem no Sul do país, fez parte das filmagens para um documentário poético que terá 90 minutos: Disposições Amoráveis, da diretora Ana de Oliveira, que escreveu com Gil um livro com o mesmo título. O documentário – produzido pela Paris Entretenimento e pela Iyá Omin Produções –  será uma viagem pelas reflexões de Gil, com o tema “o amor e o futuro”.

Um dos momentos mais especiais na Índia foi a visita de Gil ao ashram de Guru Amma Mātā Amritanandamayī Devi –  a Amma -,  em Kerala (estado no sul do país). Ela é conhecida mundialmente como a mulher santa dos abraços. Gil cantou “Meditação”, “Retiros Espirituais”, “Copo Vazio” e “Filhos de Gandhy” para Amma e uma plateia de indianos e estrangeiros que visitavam o ashram.

Gil canta no ashram de Amma. Crédito: Facebook Amma.

Toda a viagem de Gil e Flora em 2019 foi concentrada no Sul. O casal visitou, inclusive as antigas cavernas budistas, hinduístas e jainistas esculpidas em rocha de Ellora (no estado de Maharashtra). Gil foi ministro da Cultura entre 2003 e 2008, ganhou dois Grammy (o Oscar da música) e recebeu em 1999 o prêmio Artistas para a Paz da UNESCO. Em 2004, Gil já havia se apresentado em Mumbai para 50 mil pessoas, durante o Forum Social Mundial, acompanhado de outros artistas asiáticos e africanos.

Em 2018, a pedido da embaixada da Índia, Gil interpretou a canção Vaishnav Jan To, o mantra devocional preferido de Mahatma Gandhi, para comemorar os 150 anos de nascimento do líder pacifista indiano. E a sua participação no bloco Filhos de Gandhy (com “y” mesmo), fundado na Bahia em 1949, dois anos após a independência da Índia e um ano depois da morte de Mahatma Gandhi? Gil é o mais famoso de seus integrantes e co-produziu um documentário chamado Filhos de Gandhy, do diretor Lula Buarque de Hollanda. Criado por estivadores comunistas que, reprimidos politicamente, decidiram homenagear os ideiais de resistência pacífica de Gandhi.

E há ainda um projeto gigantesco de Gil com o maestro italiano Aldo Brizzi que ainda não saiu do forno. Trata-se de uma ópera sobre o amor de Krishna pela camponesa Radha: “Negro Amor”, inspirada no poema “Gita Govinda” (século XII), de Jayadeva Goswani.  A esperança do público é que esse projeto consiga se concretizar. Afinal, como cantaram os brasileiros na internet, no dia do aniversário de Gil: “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”.

Covers de K-pop com soul e jazz que irão te surpreender

Tradução Koreapost – Fonte original Soompi

Por Seheee

Embora seja sempre emocionante quando um artista lança uma nova música original, às vezes ouvir a versão de um cantor da faixa de sucesso de outra pessoa é muito bom. Ultimamente, tenho me encontrado apreciando especialmente covers que adicionam um toque jazzístico ao mesmo tempo em que injetam uma dose saudável de emoção por toda parte. Esses covers não apenas dão um sabor novo e delicioso a canções já maravilhosas, mas também são ótimas para relaxar no final do dia. Continue lendo para ver alguns covers de K-pop jazzificados que espero que impressionem você tanto quanto a mim.

A propósito, embora a maioria dos covers abaixo seja de cantores profissionais dos quais você provavelmente já ouviu falar, não pude deixar de também incluir um punhado de capas notáveis ​​de não celebridades.

BLACKPINK – “DDU-DU DDU-DU” (COVER POR KWON JIN-AH)

Kwon Jin-ah fez um trabalho fenomenal de transformar “DDU-DU DDU-DU” em sua própria música, porém, levando as coisas em uma direção completamente diferente da original. E nem me fale sobre suas notas agudas indutoras de frio no final.

ZICO -“ANY SONG” (COVER POR MODERN TIMES)

A versão original de “Any Song” é ótima, mas essa versão da bossa nova pode ser ainda melhor. Simplesmente não dá para parar de escutar a voz maravilhosa do cantor. A instrumentação também é adorável. Além disso, se você gosta deste cover, então você absolutamente deve ouvir algumas das outros covers dos Modern Times, que são todas igualmente agradáveis ​​e jazzísticas.

BTS -“BLACK SWAN” (COVER POR BUDY)

Este é um bop jazzístico. Embora o rearranjo ainda seja claramente “Black Swan” em seu núcleo, as vibrações são muito diferentes. Enquanto a versão original é perfeitamente complementada pelos movimentos de dança afiados do BTS no MV, a versão jazz soul de BUDY seria melhor acompanhada por uma taça de vinho ou uísque.

G-DRAGON -“THAT XX”(COVER POR JEA DO BROWN EYED GIRLS)

Há algo sobre a versão do JeA dessa faixa que a torna diferente. Muito diferente. Quero dizer, como alguém pode ouvir seus vocais poderosos, cheios de alma e não sentir algo? É como mágica para os ouvidos.

CRUSH-“SOFÁ” (COVER POR JI JIN-SEOK)

A voz de Ji Jin-seok sempre emociona, mas seu cover de “Sofa” é particularmente comovente. Além dos vocais incríveis, há também algo sobre as adições de jazz à instrumentação, como a linha de baixo quente e o som suave de pincéis na bateria, que faz com que essa música já tocante pareça ainda mais emocionante.

WANNA ONE –“ENERGETIC” (COVER POR PAUL KIM)

Como uma grande fã da música original, assim como Hui de PENTAGON (que co-compôs “Energetic”), não tinha certeza se esta versão corresponderia às minhas expectativas. Afinal, embora não haja como negar que ele é um grande cantor, Paul Kim é mais conhecido por cantar baladas românticas, não canções de ídolo cheias de energia. Paul Kim acertou em cheio aqui, porém, com sua versão funky que parece familiar, mas fresca.

WJSN –“SAVE ME, SAVE YOU” (COVER POR SE-RA RYU)

Sua voz agradável e seu sorriso brilhante são tão doces quanto podem ser. O novo arranjo no estilo swing também é muito divertido e leve, dando a “Save Me, Save You” um pouco mais de brilho do que originalmente.

BUSKER BUSKER -“CHERRY BLOSSOM ENDING” (COVER DE SHIN YU-MI E CHO EUN-HWA)

Até agora não sabíamos que precisávamos de uma versão jazz desta lendária música de primavera. A linha do piano é tão suave, fazendo com que esta capa soe um pouco mais leve e alegre do que a original. Depois, há a vocalista, que realmente mostra suas habilidades na segunda metade – particularmente quando ela faz uso de suas técnicas de canto (scatters), nos quais ela transita perfeitamente para o refrão.

EXO –“TEMPO” (COVER BY OFF DUTY)

Se você já desejou uma versão de canção de ninar de “Tempo”, então você está com sorte porque aqui está. Individualmente, as vozes dos cantores são agradáveis ​​ao ouvido, mas juntas elas realmente brilham ao criar uma versão mais suave e levemente jazzística da faixa original. Definitivamente é possível sentir alguns arrepios se formando quando eles começarem a antar juntos na segunda parte.

CRUSH –“FALL” (COVER POR JI-HOON OF KNK)

Embora esta capa não mude o instrumental original em nada, achei que merecia ser incluída aqui – como uma espécie de menção honrosa – porque é tão calma e descolada ao mesmo tempo. Além disso, o tom suave e gentil de Ji-hoon dá a “Fall” uma vibe ligeiramente diferente do original. Atrevo-me a dizer, esta versão soa um pouco mais romântica e doce do que a de Crush.

BLACKPINK – “PLAYING WITH FIRE” (COVER POR A.C.E & AG BAND)

Não vou mentir, gosto mais dessa versão do que da original. É claro que os meninos estão se sentindo aqui, e tudo, desde seus vocais até suas expressões e gestos, está certo. Sem sombra para BLACKPINK, é claro, mas cara, A.C.E faz “Playing With Fire” parecer que poderia ser sua própria música e não apenas um cover.

HEIZE -“JENGA” (COVER POR CLASSY DOMINANTE)

Qualquer música do Heize pode ser tocada em um estilo jazz e soar fantástica, então não é nenhuma surpresa que esta versão jazz de “Jenga” seja muito agradável. Os solos de piano e guitarra que levam à repetição final do refrão são adoráveis. E embora eu não tenha ficado tão impressionado com o vocalista inicialmente, quanto mais eu ouço esse cover, mais eu aprecio seu tom e acho que ele é um ajuste perfeito para essa interpretação, afinal.

BTS – “BLOOD SWEAT & TEARS” (COVER POR YOUNG-JI DO BUBBLE SISTERS)

Apesar de (ou talvez por causa de) ter ouvido “Blood Sweat & Tears” literalmente centenas de vezes, nunca poderia ter imaginado que soasse tão incrivelmente emocionante e rico. Young Ji pode muito bem ter criado uma música totalmente nova com esta versão, que continuamente aumenta do início ao fim, apresentando os vocais poderosos e inspiradores de Young-ji ao longo do caminho.

Admirável Poesia de Mi-ja

Por Mateus Nascimento

Se você gosta de cinema coreano para pensar as questões sociais de nosso tempo, gostaríamos de sugerir para você ver o filme Poesia de Lee Chang-Dong.

Lançado em 2010, Poesia, 시 (Si na língua original), desponta como uma das obras mais filosóficas do diretor, recentemente reconhecido pelo filme Burning, Em chamas em português, inspirado num conto de Haruki Murakami (Queimar Celeiros). Por sua vez, Poesia conta a história da sofrida dona Mi-ja, uma avó na casa dos 66 anos que descobre princípios de da doença de Alzheimer após diagnóstico de seus esquecimentos leves.

A interpretação brilhante de Yoon Jeong-hee (1944–), uma das atrizes mais reconhecidas da Coreia do Sul desde pelo menos 1967, com variados prêmios de interpretação de papéis dramáticos, é composta ainda de um drama paralelo a esse: ela cuida de um neto em tempo integral, sozinha sem ajuda dos progenitores, e descobre as ações dele, dentre elas um estupro de uma estudante da mesma escola.

Cartaz do filme. Créditos: Amazon.

A história é impactante por vários motivos. Vemos na tela o que seria um drama do envelhecimento na Coreia do Sul, questionando todas as nossas expectativas e estereótipos do sucesso das políticas sociais das sociedades asiáticas. Some-se a isso a questão social do abandono parental pela qual podem passar os filhos de toda uma geração orientada para o sucesso profissional acima de tudo e todos, o impacto de doenças degenerativas ainda sem cura no planeta apesar de alguns países estarem melhor preparados do que outros etc. São muitos dramas e questões e dona Mi-ja brilha na tela por representar um questionamento que aparece nas entrelinhas da narrativa: a possibilidade de nós nos encontrarmos conosco mesmos no exato momento da crise, do trauma, da estafa ou da situação limite.

Afinal, como seria possível para alguém como ela, abandonada e abraçada a própria determinação de viver se reinventar diante de algo que a corrói por dentro? Nisso entra a poesia, a poética e o ponto central, mais provocante: uma senhora sem quaisquer condições decide ser poeta e praticar aquilo que muitos poetas apregoam, uma observação cuidadosa e paciente do mundo ao redor.

Voltando a dona Mi-ja, ficamos sabendo que mesmo com a idade avançada ainda trabalha ocasionalmente para complementar a renda, a ponto de se submeter aos serviços em casa de famílias para conseguir resolver suas contas e necessidades e as do neto também.

Yoon Jeong-hee é dona Mi-ja no filme Poesia de Lee Chang-Dong (2010). Créditos: Pinterest.

Concomitante, quando alguns pais envolvidos descobrem as atrocidades cometidas por ele e seu grupo da escola, ela é inserida em uma grande negociação indenizatória, para que todos os envolvidos saiam ilesos, sem registros criminais que afetariam os negócios de família. Uma condenação ou uma exposição exagerada poderia prejudicar eternamente o futuro do negócio dos pais (que devem continuar na vida dos seus filhos, roboticamente destacados para a tarefa) e o desenvolvimento social deles, embora a primeira preocupação seja mais forte.

Certamente, a querida dona Mi-ja já é uma vencedora por suportar tamanhas demandas sendo quem é, materialmente falando.

Nesse somatório de absurdos, de coisas que nos constrangem e irritam (traço típico das construções fílmicas do diretor) reside a poética de Lee Chang-Dong: como um conhecedor da cultura coreana (ele foi funcionário do ministério da Cultura deste país), ele aponta com o dedo em riste sem pudor para dentro da comunidade sul coreana e nos lança as mesmas questões, mostrando através das imagens que essa situação dramática da humanidade tem haver com todos os participantes da comunidade humana, sobretudo, por nos calarmos diante de situações como essas. Todos temos alguma culpa e deveríamos ter o ímpeto de procurar alguma resposta diante da dor dos outros. 

Ao propor um enredo com uma senhora que se descobre poeta após (repito: após!) saber ser portadora de Alzheimer, Lee está sugerindo, pelo menos, uma tomada de posição. Perceba-se desde já que cada plano carrega pelo menos duas exclamações: a situação de Mi-ja não é inverossímil! A situação de Mi-ja deveria ser inaceitável! Contudo, Mi-ja mora na Coreia, no Brasil e em toda parte do mundo que não se permita refletir sobre envelhecimento. Bom filme.

Trailer do filme no Youtube

Ficha técnica: Poesia (Si), de Lee Chang-dong (Coréia do Sul, 2010).

Corpo e voz: conheça o artista japonês Daichi Miura

Por Sérgio Menezes*

Satoshi Hiroshi Miura, ou Daichi Miura para os fãs, é um dos artistas mais completos que já vi em toda a minha vida. Um artista completo, que começou sua jornada aos nove anos de idade, em 1997, no grupo Folder, e desde aquela época já se mostrava um artista nato, bem diferenciado, e chamando a atenção dentro do grupo.

O grupo era da escola de atores de Okinawa, com cinco meninas e dois meninos, sendo Daichi, o vocalista principal do grupo, e chamado de “O menor Soulman do Japão” pelo público que os acompanhavam. No seu repertório tinham músicas originais, mas também algumas músicas dos Jackson Five, como” “ABC” e “I want You Back”. Daichi também era muito reconhecido como um dançarino extremamente talentoso e dedicado, e quando sua voz começou a mudar, ele se afastou dos palcos e de seu grupo, que no ano 2000 se tornou o grupo Folder 5, com as cinco meninas. Depois de um hiato de cinco anos na carreira, em 2005, Daichi começou sua carreira solo. Lançou o single “Keep it Going’ On” e em 2006 o primeiro Álbum, “D-ROCK with U”, gravando seu primeiro DVD logo em seguida.

Crédito: universo japonês.

O primeiro contato que tive com sua música foi entre 2008 e 2009, com o single “Inside your head” que, além de um videoclipe completo no Youtube, ainda tinha vídeos tutoriais exclusivos do próprio Daichi com os dançarinos ensinando a coreografia. Como um artista completo e preocupado com stages sempre mostrando muita dança, Daichi chamou os quatro dançarinos que formam, até hoje, o grupo S**T Kingz. O grupo consiste nos quatro melhores dançarinos japoneses mais conhecidos mundialmente, que além de performances incríveis, já ganharam duas vezes o campeonato Body Rock, nos EUA, um dos campeonatos de danças urbanas mais respeitados do mundo e um feito inédito, já que o evento recebe grupos de 30 a 50 integrantes.

A trajetória de Daichi Miura também revela um Collab com BoA, uma cantora e dançarina coreana extraordinária, que quebrou todos os recordes e tem uma história marcante na indústria do entretenimento asiático, e que hoje é uma das acionistas da SM Entertainment, a maior empresa da Coreia do sul. O single “Collab Possibility” foi lançado em 2010 e conta com mais de 9 milhões de views no Youtube. De lá pra cá sua sequência de singles não parou mais. Singles como “The Answer” em 2010, “Right now” em 2012, “Go for” it em 2013, “Unlock” em 2015, “Cry & Fight” e “(RE)PLAY” em 2016, “Excite” em 2017 e “Blizzard” em 2018, mostram uma carreira consistente e repleta de músicas marcantes. “Colorless” é seu último single, lançado em 2020, um pouco antes da pandemia do novo Corona vírus.

Crédito: Arama! Japan

Daichi tem um ritmo de treinamento intenso e chegou a ir até Los Angeles treinar em um dos estúdios mais famosos de Hip Hop dos Estados Unidos, chamado Moviment Lifestyle. Lá, ele contratou o coreógrafo Keone Madrid, conhecido, dentre uma carreira prolífera, por coreografias do BTS, BIGBANG e outros artistas da música, tanto asiática quanto americana. Desta parceria, nasceu a coreografia do Single “Right Now’, mas as coreografias de suas produções, sempre, são assinadas pelo próprio Daichi em conjunto com os coreógrafos contratados por ele, o que dá aos trabalhos não só uma originalidade, como o seu toque final.

Em (RE)PLAY não foi diferente, mas ele chamou um time de peso de dançarinos consagrados e mostrou uma versatilidade a mais, entre estilos de danças urbanas diversos, como Popping, Locking, Break e Hip hop. Outras de suas performances, como a de “Cry& Fight” ao vivo, mostram não só a dança, mas um potencial vocal diferenciado, sem perder o fôlego e sem desafinar. Buscando sempre se reinventar e alcançar novos mercados, cantou também dois singles que se tornaram temas de animês, sendo esses “Excite” em “Kamen Rider Ex-Aid” e “Blizzard” em “Dragon Ball Super Broly”.

Videoclipe de Blizzard

A Avex, empresa que gerencia a carreira de Daichi, liberou nessa quarentena um Show completo, mas infelizmente o vídeo já foi privado. Daichi ainda está criando apresentações em casa com seus músicos e dançarinos, e fazendo performances muito interessantes, se valendo de uma edição por vezes inventiva e atrativa, nunca parando completamente de performar, ainda que não em um palco, propriamente dito.

Ademais, o que poderemos esperar no próximo ano desse “Soulman” é uma incógnita. A única garantia é que será algo de qualidade, como tudo o que ele se propõe.

* Sérgio Menezes é dançarino e coreógrafo há 13 anos e produtor de eventos há 7 anos na cidade do Rio de Janeiro.

Beco da Índia comemora o dia da independência do país asiático com ganhadoras do prêmio Padma Shri

A independência da Índia do Império Britânico é comemorada no dia 15 de agosto. Mas as celebrações começam um pouco antes. Amanhã, dia 12/08, às 18h, o Beco da Índia, representado pela editora Florencia Costa, vai intermediar uma conversa com Lia Diskin da Associação Palas Athena de Sao Paulo, que promove a cultura da paz e o pensamento gandhiano, e Glória Arieira, da Vidya Mandir – Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, no Rio de Janeiro. As duas foram agraciadas neste ano com um dos maiores prêmios civis concedidos pelo governo da Índia, Padma Shri. O evento online será promovido pelo Centro Cultural Swami Vivekananda, dirigido pela indiana Puja Kaushik.

Crédito: Facebook Beco da Índia.

ANBEHCJA – ICBJ está com inscrições abertas para o curso sobre Soft Power do Japão, China e Coréia do Sul

A Academia Nipo Brasileira de Estudos de História & Cultura Japonesa do Instituto Cultural Brasil-Japão, apoiada pelo Grupo de Estudos Japoneses da Universidade Federal Fluminense (GEHJA) e pelo Grupo de Pesquisa em Mídia e Cultura Asiática Contemporânea (MidiÁsia-UFF), oferece o curso online e gratuito “Soft Power do Extremo Oriente”, que ocorre nos dias 18/08, 25/08, 01/09 e 08/09, das 17h às 19h, pela plataforma Google Meet. O objetivo é abarcar o diálogo entre cultura pop-midiática e softpower dos países do Extremo Oriente, trazendo um viés comparativo das estratégias entre Japão, China e Coréia do Sul, além de apresentar reflexos desse softpower em uma perspectiva brasileira.

As aulas serão ministradas por Mayara Araújo que é doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF) com bolsa CAPES. Mestre (2018) em Comunicação e Cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Araújo também é pesquisadora vinculada ao MidiÁsia-UFF e co-coordenadora do grupo de pesquisa em Mídia e Cultura Pop vinculada à Academia Nipo-Brasileira de estudos da História e Cultura japonesa do ICBJ. Foi bolsista da Shanghai Open University (2018) e vencedora do Travel Grant for Latin America Young Researchers da Academy of Korean Studies (2018).

Crédito: Facebook do GEHJA.

Cronograma Previsto das Atividades:

18/08 – Introdução ao Ciclo de Conversas -Explicar a proposta do curso e prover noções básicas dos conceitos que serão explorados no decorrer dos encontros;

25/08 – Japão e Soft Power – Debate das origens e estratégias do Cool Japan, além de sua presença no cotidiano brasileiro;

01/09 – Coréia do Sul e Softpower Origens e estratégias da Onda Coreana e sua presença no cotidiano brasileiro;

08/09 – China e Softpower – Debate sobre o Softpower chinês e sua presença no Brasil.

Para realizar a sua inscrição, envie uma mensagem com nome completo, CPF, instituição de origem, curso, titulação, região e título- “Inscrição no Ciclo de Palestras Soft Power” para o seguinte e-mail: academiahistculticbj@gmail.com

Os organizadores ainda pedem que o participante informe se é membro ou aluno de algum instituto de cultura japonesa, seja de língua, ou artes marciais. Na parte sobre região, é solicitado que seja mencionado o estado brasileiro de onde assiste as aulas, ou o país, caso esteja no estrangeiro.

Obsessão: o amor conturbado de um veterano de guerra

Por Alessandra Scangarelli (Via Revista Intertelas)

Amor é algo facilmente confundido por outros tipos de sentimentos, normalmente, menos altruístas, menos puros e incondicionais como a paixão, a necessidade de controle, de possuir, ou a obsessão por alguém. Esta questão é bastante explorada nas mais diversas cinematografias pelo mundo e na sul-coreana não seria diferente. No filme “Obsessão” (2014), dirigido por Kim Dae Woo, o coronel Kim Jin Pyong (Song Seung Heon), que fez parte do grupo de militares sul-coreanos levados a combater junto às tropas dos Estados Unidos no Vietnã, sofre em silêncio de Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT).

Decorado herói de guerra, ele também está prestes a ser promovido a general. É casado com a filha de seu comandante, a gentil Lee Sook Jin (Cho Yeo Jeong). Uma união que, ao menos para ele, não há mais qualquer afeição e carinho real, mas um coronel deve sempre, ao menos em teoria, seguir suas obrigações. Um dia, um capitão chamado Kyung Woo Jin (On Joo Wan) é transferido para a tropa de Jin Yong, mudando-se para a casa ao lado com sua esposa, a chinesa, Ga heun (Lim Ji Yeon).

Até um período, os vizinhos não parecem ter grande contato, mas a esposa do coronel está bastante interessada nos recém-chegados. Assim, ela acaba provocando a curiosidade de coronel Kim Jin Pyong que vai a casa dos vizinhos e depara-se com a esposa de seu capitão. Percebe-se de pronto que uma atração instantânea acontece, resultando em um caso extraconjugal futuro.

Crédito: IMDB

“Obsessão” não é um filme extraordinário, nem aborda questões muito diferentes que outros já não tivessem discutido, mas tem seus encantos. Em especial pela forma como a narrativa é construída, pelas atuações, pelas críticas implícitas, quase sutis, e pela sua beleza fotográfica. É importante ainda ressaltar, perdão a indiscrição da autora, a beleza física do ator Song Seung Heon, cuja forma corpórea é bem utilizada pelo diretor, em especial nas cenas de sexo.

Os quadros e tomadas dos momentos mais íntimos do casal são bastante explícitos para os padrões sul-coreanos, mas ao mesmo tempo têm uma sensualidade e uma plasticidade interessante, não sendo nada vulgares. A atuação do par de atores atingiu o objetivo em demonstrar ter bastante química, naturalidade e desenvoltura nestas cenas em particular, algo extremamente complicado e difícil de fazer, ainda que o público geral ache que não.

A fotografia bastante clara em ambientes externos e que utiliza luzes quentes nos momentos de confraternização dos indivíduos daquela situação e em seus momentos mais íntimos também, contribui para envolver o espectador naquela atmosfera de sentimentos reprimidos, para depois serem extravasados quando os personagens permitem-se mais. As sombras durante as passagens de tensão também almejam incitar no público a sensação de perturbação, a turbulência psicológica do casal de amantes, em especial do coronel.

Lim Ji Yeon é a apática Ga Heun. Casada com o capitão Kyung Woo Jin (On Joo Wan), ele tem um caso secreto com o comandante de seu esposo. Crédito: IMDb.
Crédito: IMDB

Por sinal, segundo o próprio Song Seung Heon, esta obra foi um divisor de águas para a sua carreira, já que ele necessitaria até então provar para si que seria capaz de participar em tal produção. O ator que até aquele momento sempre fizera papeis de mocinho com carinha bonita, ansiava por mostrar que era mais do que isso. Para muitos, este, que é um dos queridinhos da onda Hallyu, fracassou no seu objetivo, mas esta autora tende a descordar com a opinião geral.

Song Seung Heon é sim um grande ator e incarna de forma muito convincente, com a dosagem certa de emoção, o coronel introvertido, que sofre em silêncio, que mantem as aparências acima de tudo, mas que sufoca aos poucos com o contexto um tanto opressor em que está inserido. Importante ainda salientar que esta foi a primeira experiência do ator com cenas íntimas de um casal. No entanto, ele não atingiria tal resultado positivo, sem a participação conjunta de suas e seus colegas. O elenco dos personagens secundários cumpre o papel de suporte de forma bem satisfatórias. A atriz Cho Yeo Jeong faz uma esposa perfeitamente avoada, infantil, tagarela, que vive em seu pequeno mundinho de aparências e nem nota o sofrimento do marido. Ela está mais preocupada com o entorno e os demais, do que com aqueles que lhe são mais próximos, vivendo em um mundo à parte.

Um mundo feliz e bonito, criado, talvez, de forma inconsciente em consequência de ser uma mulher mimada, ou pela sua dificuldade em lidar com questão complicadas, como ser esposa de um militar, herói de guerra. Não se trata de uma pessoa ruim, mas um clássico clichê da mulher da época que é agradável com todos, não é preconceituosa, mas ao mesmo tem a cabeça enquadrada no sistema.

O capitão Kyung Woo Jin (On Joo Wan) faz de tudo para avançar na carreira militar, inclusive usar a própria esposa. Crédito: IMDb.
Crédito: IMDB

Já On Joo Wan faz o típico aproveitador, carreirista, capaz de usar a própria mulher para atingir seus objetivos profissionais. O capitão Kyung Woo Jin representa bem como é um ambiente estruturado em uma hierarquia muito rígida, resultando em diversos puxas-sacos e profissionais que apresentam uma ambiguidade de caráter, tão comum a este meio, quanto a outros digamos mais liberais. Lim Ji Yeon também vive de forma crível uma mulher quase apática para a vida. Ela compreende que o marido a explora, mas aceita. Mesmo não sentindo conforto, nem felicidade ao seu lado.

Seu encontro com o coronel, ainda que contenha grande carga emocional em vários momentos, no geral, parece apenas mais um acontecimento, quase um acidente de percurso a sua existência, sendo bastante evidente em outros momentos de tensão do filme. A atriz, de repente, encarnou tanto a apatia de sua personagem, que lhe faltou uma dose maior de explosão emocional ao final, em que Ga Heun compreende que sentia amor pelo coronel afinal. Detalhe que esta foi a primeira experiência da atriz em um projeto cinematográfico comercial.

Esta atmosfera de passividade com relação ao status quo é realmente uma característica que engrandece o enredo. A sensação é de que se está sufocando em torno de pessoas tão bem-comportadas, tão aparentemente cordiais e diplomáticas. É possível compreender o coronel em vários momentos e seus conflitos internos. Contudo, nos bastidores, as fofocas espalham-se, assim como os preconceitos com a chinesa Ga Heun e a superficialidade de mulheres que parecem insistir em levar vidas normais, com uma, ou outra aventura, uma que outra atitude ousada, como dançar às segundas com um estranho chamado Lim (Yu Hae Jin), dançarino de tango. Enquanto isso, seus maridos vivem as experiências mais horríveis que um ser humano pode experienciar. A guerra está em pleno vapor ainda no Vietnã, mas parece não atingir o cotidiano daquele pequeno mundinho sul-coreano, aparentemente.O romance com Ga Heun será para o coronel Kim Jin Pyong como o ponto de explosão, em que ele extravasa suas angústias e tenta experimentar retornar a vida normal. Isso é perceptível quando ele procura aprender a dançar para uma noite especial com aquela que ele acha ser sua nova e verdadeira amada.

Cena do filme “Obsessão”. Crédito: IMDb.
Crédito: IMDB

Talvez, o que tenha provocado no coronel estabelecer este vínculo com Ga Heun fosse a reação dela em um momento de extrema tensão, em um evento do hospital do exército, organizado pelas esposas dos oficiais comissionados, onde são voluntárias. Na ocasião, um paciente que sofre de TEPT ataca Ga Heun, e Kim Jin Pyong vem em seu auxílio.

Ela chega a ser baleada, mas age como se nada tivesse ocorrido, enquanto as demais mulheres desesperadas gritam e desmaiam. Uma atitude que chama atenção a um ex-combatente de guerra, pois ali está alguém que pode entender um pouco das suas experiências e do que significa viver a sua realidade, ser quem ele é, tendo de presenciar situações de conflito, comuns para aquele modo de vida.

Outra curiosidade do filme, e que poderia ter sido melhor explorada, é justamente o fato histórico da participação sul-coreana na Guerra do Vietnã, algo pouco comentado, talvez até por razões compreensíveis. Afinal, este evento histórico traz uma verdade um tanto vergonhosa para uma Coreia que sempre lutou por independência, acabar submetida às ordens de outro país, que almejava invadir e controlar um irmão asiático.

Crédito: IMDb.
Crédito: IMDB

Por fim, seria amor o que o Coronel sente? Ou apenas uma consequência de sua mente perturbada? Para a maioria dos críticos na época a segunda constatação seria a certa. Esta autora acredita que o humano é sempre mais complexo e aposta que podem ser ambos. Pois mentes perturbadas também amam, de forma errada talvez, mas amam.

E anseiam, acima de tudo, buscar algo de mais real, verdadeiro e honesto que o entorno aparentemente da normalidade e da aparência não oferece.  Alguém que entenda as dificuldades e não apenas as ignore. Trata-se de uma tentativa de buscar por algo melhor, mesmo que passe de uma ilusão e que possa ter consequências mais drásticas em seu desfecho.

Ficha Técnica:

País: Coreia do Sul | Direção: Kim Dae Woo | Roteiro: Kim Dae Woo, Oh Tae Kyung | Elenco: Song Seung Heon, Lim Ji Yeon, Cho Yeo Jeong, On Joo Wan, Yu Hae Jin, Bae Sung Woo | Duração: 232mins | Ano: 2014

Felizes para sempre: uma série para a sua maratona

Por Beco da Índia

No cardápio de séries de serviços de streamings que servem como alternativa para os que estão em isolamento necessário para evitar contaminações do Covid 19, há uma opção que funciona como uma espécie de janela. Por ela, você pode observar os conflitos do velho e do novo na tradicional sociedade em uma Índia do século 21. É Felizes para Sempre (Made in Heaven), série original da Amazon Prime Video, que estreou em março de 2019, com nove episódios até agora.

Se o dito popular afirma que os casamentos são feitos no céu, a série mostra que nem sempre é assim e ousa abrir algumas portas dos armários daquela sociedade, ao mesmo tempo em que exibe as cores exuberantes, o brilho, as músicas e as danças exuberantes desses eventos. É bom lembrar que todo o Sul da Ásia, e a Índia em especial, são líderes globais do mercado de casamento.

“A realidade é bem diferente”, avisa o trailer da série, escrito e dirigido por mulheres. “Made in Heaven” é o nome da empresa de organização de casamentos dos sócios Karan (papel desempenhado por Arjun Mathur) e Tara (Sobhita Dhulipala), em Délhi. Seus dramas pessoais se cruzam com as histórias de seus clientes no país dos casamentos arranjados: negociações de dotes; quebras de tabus, como uniões de viúvos; festas ondem o  que acontecem lá, ficam lá; escândalos bollywoodianos; conflitos familiares, crenças em superstições milenares, e por aí vai.

Karan e Tara são obrigados a cumprir algumas missões paticamente insalubres, como contratar detetives particulares para investigar histórico de noiva. Karan é gay em uma sociedade tradicional que, em boa parte, não aceita essa orientação. Tara organiza casamentos, mas ela mesma vive infeliz no seu. Moça de classe média baixa, Tara casou-se com um rapaz de família rica mas enfrenta problemas sérios com o marido.

A série, a quarta original da Amazon Prime para o mercado indiano,  fez grande sucesso no Sul da Ásia e em países de outras regiões logo no seu primeiro mês após o lançamento. As críticas e resenhas positivas ressaltaram a abordagem de tópicos culturais, como homofobia.

Diferentemente de outras séries de serviços de streamings, o Felizes para Sempre conta com atores que não foram trazidos de Bollywood: são rostos novos, na maioria. Há duas exceções a essa regra, no entanto: uma é Kalki Koechlin, um talento da indústria cinematográfica do país, que atuou, por exemplo, no filme Margarida com Canudinho. Outra é Vijay Raaz, que atuou no excelente Casamento à Indiana (Moonson Wedding), um grande sucesso da diretora Mira Nair.

Crítica - Made In Heaven (1ª Temporada) | Senta Aí
Crédito: Amazon Prime

Boa parte do lado glamouroso da série é de responsabilidade de Poornamrita Singh, fashion designer que decide o figurino das noivas e noivos e dos convidados das festas. Singh explicou que decidiu vestir as noivas de forma não convencional,  com cores como beje, verde, amarelo e dourado, quando o normal na Índia é o vermelho. Como uma chef delicada, Pornamrita Singh salpica no cenário as especiarias mais saborosas aos olhos do telespectador: a beleza e a estética dos casamentos indianos, com seus saris e lehengas (saias) de tecidos brocados e jóias no estilo tradicional, totalmente diferentes para quem nunca foi àquela parte do mundo.

Ficha Técnica:

País: Índia| Direção: Nitya Mehra, Zoya Akhtar , Prashant Nair e Alankrita Shrivastava | Roteiro: Zoya, Reema Kagti, Niranjan Iyengar e Alankrita| Elenco: Arjun Mathur, Sobhita Dhulipala, Kalki Koechlin| Distribuidora: Amazon Prime| Episódios: 9| Ano: 2020.